O que é preciso para termos mais empreendedores

empreendedorismo

O empreendedorismo está na moda. Nuno Agostinho, presidente da Associação de Jovens Empresários da Madeira sabe disso e, numa crónica de opinião recentemente publicada, salienta esse facto, alertando, no entanto, que tem que ser mais do que isso. E no que apelida de “ecossistema do empreendedorismo”, que se quer repleto de empreendedores, todos temos um papel a desempenhar para fomentar a criação de condições que permitam que mais se possam transformar em empreendedores.

Tudo começa, ou deveria começar, com as políticas de incentivo. Já existem algumas, é certo, mas Nuno Agostinho considera que deveriam haver mais, muito mais. E a estas junta a necessidade de maior tolerância por parte da sociedade, que é rápida a condenar o fracasso, indiferente ao facto de ser, muitas vezes, de fracasso em fracasso que se chega ao sucesso.

A família tem também um papel nesta equação, através da educação de valores e do incentivo aos sonhos dos jovens. Assim como o sistema educativo e um Estado “menos interventivo, mais eficiente, desburocratizado”.

 

Fonte: Jornal Económico

Anúncios

Lisboa é uma das cidades europeias preferidas para começar um negócio

lisboa

Foi, segundo a Atomico, uma sociedade de capital de risco que publica, há três anos, um relatório sobre o cenário tecnológico europeu, o olhar mais completo e profundo sobre o panorama atual desde que o estudo é feito. Foram inquiridas mais de 3.500 pessoas em toda a Europa e entrevistados alguns dos nomes mais sonantes da tecnologia do velho continente. Tudo isto para concluir que Lisboa está entre as dez cidades da Europa preferidas para se começar um novo negócio.

É, mais uma vez, o reconhecimento da capital, do seu potencial empreendedor e das possibilidades que são um segredo cada vez menos bem guardado. Não só de Lisboa, mas de Portugal que, nesta área da tecnologia, se destaca no 10º lugar na lista de nações europeias onde as populações de trabalhadores tecnológicos mais têm crescido na Europa – e estão a crescer ainda mais. E a este dado junta-se outro: o facto de o país ser um dos que é identificado como tendo maior potencial em termos de capital investido per capita.

Não há dúvidas que a inovação e o desenvolvimento tecnológico são uma aposta cada vez maior da Europa que, de acordo com este relatório, fez um investimento de mais de 19 mil milhões de dólares nesta área, este ano. Verbas que se fizeram acompanhar por uma procura crescente de profissionais, destinados a ocupar um número crescente de vagas.

Fonte: Atomico

Há uma empresa portuguesa em destaque na luta contras as infeções bacterianas

immunethep

O nome Bill Gates dispensa apresentações. Um dos homens mais ricos do mundo, Gates tem sido muito mais do que o fundador da Microsoft, tornando-se, através da fundação a que dá nome, juntamente com a mulher – a Fundação Bill & Melinda Gates -, um financiador de projetos na área social, da saúde, humanitária e por aí fora. É isso que significa, para a Immunethep, uma spin-off da Universidade do Porto nascida em 2014, o nome Gates. E isto porque o seu trabalho foi reconhecido pela fundação que preside, traduzido na atribuição de uma verba que ajuda a que a empresa possa continuar com os projetos que tem em mãos, que visam o combate às infeções bacterianas.

A abordagem é totalmente científica e é graças à ciência que, de resto, esta empresa da área da biotecnologia tem conseguido avanços importantes na área das imunoterapias antibacterianas, com o desenvolvimento de estratégias capazes de proteger vários grupos da população, dos mais aos menos jovens, deste tipo de infeções, que são das que mais matam em todo o mundo.

Desde 2015 que a Immunethep realiza ensaios pré-clínicos com uma vacina, a PNV1, que resulta dos avanços no conhecimento das bactérias, sobretudo as multirresistentes, e que permite a prevenção de infeções causadas por estes agentes.

Fonte: Universidade do Porto

Conversas de saúde descomplicadas

healthtalks

Na relação médico/doente, a comunicação é essencial. Mas há momentos em que esta deixa muito a desejar. Seja porque o especialista usa termos que o doente não conhece, porque este último está desatento e não retém as informações, ou simplesmente porque o ‘ruído’ presente na comunicação o impede. É para dar resposta a estes desafios que nasce a HealthTalks, uma aplicação desenvolvida por dois investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Porto, e que tem como objetivo ajudar os doentes e melhorar a informação referente à sua saúde.

“Relembrar as informações que o seu médico lhe deu e perceber melhor as suas condições médicas” são as duas grandes missões desta tecnologia nacional, cujas principais funcionalidades passam pela gravação do áudio de uma consulta médica, a transcrição da mesma para texto, para que mais tarde seja fácil recordar as recomendações médicas, a ‘tradução’ dos termos médicos, ajudando os doentes a perceber do que se trata, e a gestão e organização das consultas.

Funções que se transformam em vantagens, às quais se juntam a facilidade de ter toda a informação (as consultas, a informação pessoal de saúde, etc) concentrada num só sítio, ou seja, na aplicação, assim como a facilidade de pesquisa, uma vez que a cada consulta pode ser associado o nome do médico e a sua especialidade, o que torna mais simples identificá-la mais tarde.

A privacidade nunca é aqui esquecida, estando toda a informação armazenada apenas no dispositivo, impedindo o acesso por parte de terceiros. E também não se esquece a necessidade de facilitar o uso, para que esta possa ser uma aplicação adaptada a todo o tipo de utilizadores. Para isso, disponibiliza-se também um conjunto de definições que ajudam a desconstruir os termos usados pelos profissionais de saúde.

A aplicação, com versões em português e inglês, está ainda em fase de afinação, mas deverá chegar em breve ao mercado.

Fonte: HealthTalks

Os erros mais comuns que podem destruir uma startup

business-891339_1920

Startups há muitas. Mas quantidade nunca foi sinónimo de qualidade e ainda que a vontade seja importante, por si só não é suficiente para levar uma ideia avante e torná-la vencedora, sobretudo num cenário como o de hoje, onde ideias não faltam. E foi com isto em mente que a revista Entrepreneur decidiu partilhar uma lista das oito razões mais comuns que conduzem ao falhanço de uma startup.

Tudo começa, afirma, com a falta de planeamento. Sim, é óbvio que antes de começar há sonhos que já se desenharam, ideias que se criaram com vista ao futuro, mas há planos concretos, como aqueles que dizem respeito aos potenciais consumidores ou ao dinheiro que se pode gastar todos os meses, que importa também ter em conta. A isto junta-se o uso da tecnologia, ou melhor, a poupança tecnológica, que o artigo considera uma falha importante. É que, ainda que este possa ser um investimento avultado, quase sempre acaba por compensar.

Um dos maiores erros que as novas empresas cometem diz respeito ao marketing. Identificar o consumidor alvo é essencial, assim como é também determinante escolher muito bem os locais onde se faz a divulgação ou publicitação do produto. Tudo sem gastar demais. É que se o investimento é importante, não menos é o cuidado com os gastos, sobretudo quando se está a dar os primeiros passos no mundo empresarial. Mas atenção que gastar de menos pode ter o mesmo efeito. Conta, peso e medida são aqui as palavras-chave.

Uma forte presença online é outros dos aspetos a ter em conta, assim como a capacidade de delegar. Por mais que o empreendedor acredite nas suas capacidades, a tentação de concentrar em si todos os aspetos da gestão pode custar caro. Finalmente, o artigo chama a atenção para a concorrência. Há que estar de olho no que os outros fazem, procurando aquilo que torna a sua empresa e o seu produto únicos.

Fonte: Entrepreneur

Agricultura natural e sustentável que dispensa o solo

 

agricultura

Plantas que purificam a água para os peixes que, por sua vez, contribuem para o crescimento das plantas. É um circuito, fechado, dinâmico e de benefício mútuo aquele que protagoniza a Aquaponics Iberia, uma empresa nacional constituída por especialistas em aquaponia, um sistema de produção de alimentos que combina a aquacultura (produção de peixes ou crustáceos) com a hidroponia (o cultivo de plantas sem solo, o mesmo é dizer, sobre a água). Isto significa que os resíduos dos peixes são convertidos em fertilizante natural, capaz de nutrir as plantas. Estas, ao consumirem esses nutrientes, purificam a água, permitindo aos peixes “crescerem saudavelmente”.

Sejam espaços públicos ou privados, maiores ou mais pequenos, o que esta empresa nacional disponibiliza, de forma pioneira, é o conhecimento nesta área e uma experiência que permite projetar, instalar e promover projetos desta natureza. Um trabalho que vai além das fronteiras nacionais, com a área de atuação a chegar já a Espanha, ilhas Canárias e países africanos de expressão portuguesa.

Esta é uma forma de cultivo de olhos postos num futuro, tornado presente, onde a proteção do ambiente e a sustentabilidade conquistam cada vez mais espaço. Senão veja-se: poupa água (a estimativa é de um consumo 95% inferior ao da agricultura convencional), uma vez que esta é reciclada; os fertilizantes usados são naturais (não há pesticidas, herbicidas ou antibióticos); consegue produzir-se, ao mesmo tempo, plantas e proteína animal, com uma poupança óbvia de recursos e de energia; há uma ocupação reduzida dos solos; um menor impacto nos oceanos e por aí fora.

Vantagens não faltam. E vontade de chegar mais longe também não, o que leva esta (ainda) microempresa a ser uma das startups presentes na Web Summit.

Fonte: Aquaponics Iberia

O dicionário dos empreendedores

WebSummit2017_1920x1000

Pitch, startup, incubadora, seed capital, unicórnio… Os termos são muitos. Alguns mais estranhos, outros mais familiares, todos integrantes de uma cultura que se quer ver desenvolvida, a do empreendedorismo. Em vésperas da Web Summit, que promete ‘inundar’ os meios de comunicação com estes termos e mais alguns, a Agência Lusa decidiu criar uma espécie de dicionário capaz de orientar até os mais distraídos. Reproduzimos aqui alguns destes termos, os mais frequentemente utilizados, para que ninguém se perca nestas coisas da linguagem dos empreendedores.

Aceleradora – São já muitas as que existem disponíveis no país, sobretudo em Lisboa, cidade que abraçou definitivamente a cultura empreendedora. E aquilo que faz, como o próprio nome indica, é acelerar, ou seja, ajudar as startups “na transição do arranque para o amadurecimento, através de programas que dão orientação”.

Incubadora – Também as há, espalhadas pela capital e não só, que têm uma missão diferente das acima referidas. As incubadoras “dão às startups a oportunidade de desenvolverem as suas ideias de negócio, apoiando-as na prática em termos de infraestrutura e aconselhamento, por um determinado período de tempo, sobretudo nas primeiras etapas da sua vida”.

Love Capital – O capital que é conseguido através do apoio de familiares ou amigos, destinado a ajudar no arranque da empresa, ou seja, o Love Capital, é diferente de outro, o Venture Capital, também conhecido por capital de risco, “um termo usado para todas as classes de investidores de risco”. São sobretudo fundos, que investem em empresas que consideram ter grande potencial e em que o retorno esperado é semelhante ao risco que decidem correr.

Pitch – Trata-se de uma apresentação, curta (três a cinco minutos), da empresa ou da ideia de negócio. O objetivo é conquistar o interesse de quem ouve, sejam estes eventuais parceiros ou potenciais investidores.

Meetup – Trata-se de um encontro informal entre empreendedores, programadores, presidente de empresa, etc, para troca de ideias.

Fonte: Diário de Notícias