Oppala, equilíbrio 100% nacional

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O produto é 100% nacional, assim como a OneLove EcoSport, empresa que concebeu e que dá vida à prancha Oppala que, ao contrário de outras pranchas disponíveis no mercado, é usada para muito mais do que surf ou snowboard. Apostada no desenvolvimento de equipamentos desportivos e fisioterapêuticos ecológicos e artesanais através de processos de manufatura sustentáveis, com baixo impacto ambiental, a empresa recorre a materiais naturais e reciclados, como a madeira de agave ou a cortiça que é, de resto, a ‘rainha’ da prancha de equilíbrio Oppala, uma placa oval, feita à mão, que combina, como referem os seus criadores, “métodos de produção artesanais com uma tecnologia avançada”.  

E que tem múltiplos usos: pode ser usada para melhorar a aptidão física em desportos como o surf, longboard, skate ou patinagem, aumentando o desempenho e estabilidade de quem se arrisca nas atividades radicais; tem também vantagens na área do ioga ou pilates e em vários outros tipos de atividade de fitness, onde se pode tornar um acessório desafiante. Mas há mais. A prancha de equilíbrio Oppala auxilia no treino de equilíbrio, coordenação motora e concentração, pode servir como um jogo de divertimento para crianças e jovens, potenciando, ao mesmo tempo, divertimento e coordenação motora e consegue ajudar na prevenção e reabilitação de lesões musculares, articulações e ligamentos.

Feita em madeira, é revestida com cortiça que, para além de a tornar única na aparência, proporciona uma sensação de conforto e segurança a quem a usa, “devido às suas propriedades antiderrapantes, hipoalergénicas e de absorção de impactos”. À prancha junta-se um rolo, constituído por aglomerado de cortiça, aplicado pela primeira vez a pranchas de equilíbrio, que serve ainda para a realização de massagens.

Fonte: OneLove EcoSport

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A inovação como motor de desenvolvimento

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A revolução tecnológica e os novos modelos de negócios nunca ameaçaram tanto as grandes organizações. Por outro lado, nunca foi tão fácil como hoje desenvolver um novo negócio. É por isso crucial que as empresas antecipem cenários, respondam eficazmente e adaptem-se de forma eficaz. A inovação tem aqui um papel preponderante.

No seio de uma empresa ou organização a inovação pode ser executada segundo três modelos. Um primeiro é a inovação ser desenvolvida como articulador da própria inovação, onde esta área suporta as de negócio (BU’s) através da incorporação de metodologias, ferramentas e práticas para que a inovação aconteça efetivamente. Depois existe também a inovação como executor de projetos em que esta através de uma equipa e budget próprios chama a si a responsabilidade da execução dos projetos, deixando as BU’s num papel secundário. Por fim, um terceiro modelo é um mix dos anteriores. Isto exige à partida uma clara definição de papéis no que compete à área da inovação e aos BU’s. Por norma os primeiros encarregam-se de implementar as iniciativas de inovação radical, e os segundos a inovação de natureza incremental.

Independentemente do modelo a seguir, todos eles válidos se estiverem bem claros e forem executados com rigor, a inovação tem maior probabilidade de sucesso se existirem os seguintes pressupostos:

» Conhecimento de como inovar;

» Existir uma estrutura adaptada para cada estratégia/empresa;

» Terem um alvo para inovar;

» Envolvimento de todos os colaboradores;

» Abertura para colaborar com pessoas e organizações externas à empresa;

» Tempo alocado para os processos de inovação, tal como qualquer outra tarefa;

» Cultura de risco na empresa para que os colaboradores saiam da sua zona de conforto e não tenham medo de errar.

Se é líder de uma empresa e não está a atingir os resultados que ambiciona, é importante que tenha em conta o que aqui transmiti de forma resumida. Não “empurre com a barriga” os problemas e as questões prementes para o evoluir da sua organização. A solução poderá estar muito provavelmente na inovação.

Empresa de Coimbra cria robots para tarefas de vigilância

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E se, de repente, encontrasse um robot a fazer a vigilância de uma loja, de um museu ou um centro comercial? Qual seria a sua reação? Embora pareça o cenário de um filme futurista, esta é uma ideia que ganha forma e que pode estar bem mais próximo da realidade graças ao trabalho de uma startup de engenharia de Coimbra, que até já apresentou o primeiro protótipo, no âmbito do Projeto STOP – Seguranças robóTicos coOPerativos. O objetivo é, explica a empresa, “dar um contributo para aumentar a aceitação das tecnologias de robótica móvel na área de serviços, focando-se na instalação de equipas de robots móveis em grandes espaços interiores frequentados por pessoas (ex., lojas de grande dimensão, áreas comuns de centros comerciais, escritórios e serviços, museus, etc.) para executarem autonomamente missões de patrulhamento e vigilância”.

Unidos os esforços, uma empresa (a Ingeniarius) e duas entidades do sistema científico (CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro e o Instituto de Sistemas e Robótica, da Universidade de Coimbra) lançaram mãos à obra e criaram máquinas capazes de realizar trabalhos até aqui levados apenas a cabo pelos humanos.

E isto porque, defendem, o uso de robots em algumas áreas “permite reduzir a exposição humanas em tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, que nalguns cenários acarretam risco para a saúde humana”, como é o caso do patrulhamento de superfícies ou instalações com atmosfera tóxica, explosiva ou radioativa.

Fonte: Ingeniarius, CTVC e ISR-UC

À descoberta do que arte mantém escondido

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Não é invasiva ou tão pouco destrutiva. Duas mais-valias que a tornam uma ferramenta importante, ou não fossem as obras de arte um dos campos de ação da tecnologia desenvolvida pela startup portuguesa XpectralTEK, incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. E aquilo que faz é trabalhar com essa mesma arte, lendo a informação que ela esconde.

É através da imagem multiespectral que a ferramenta desenvolvida por esta empresa, que analisou “as falhas e as necessidades do mercado”, ajuda os profissionais na área da conservação e restauro de peças de arte, que podem ter bases tão diferentes com a tela ou os azulejos. “Esta análise explora as características que os materiais possuem em refletir, absorver e emitir radiação eletromagnética, dependente da composição e forma molecular. Sabendo que cada substância possui uma refletância ou fluorescência típica, como se de um bilhete de identidade se tratasse, torna-se possível obter informação sobre as obras que, à vista desarmada, não seria possível”, refere ao site de notícias da Universidade do Porto António Cardoso, CEO da Signinum, empresa de gestão do património cultural que esteve na origem desta inovação.

Não só é possível utilizar esta ferramenta na fase de diagnóstico de uma determinada obra de arte, como também durante a intervenção de conservação e restauro e ainda na fase de monitorização, detetando alterações que podem levar à degradação das obras.

Um trabalho que tem também aplicações na área da agricultura, onde as imagens espectrais conseguem dar indicações sobre o estado de hidratação de todos os tipos de plantas ou colheitas.

Fonte: Universidade do Porto e XpectralTEK

O empreendedorismo não é um exclusivo das grandes cidades

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O empreendedorismo não tem nem deve ser uma tendência exclusiva às maiores cidades do país. Infelizmente, é o que se tem vindo a assumir: o público associa o empreendedorismo a Lisboa, Porto, e talvez Braga.” O alerta é feito por Francisco Costa Leite, empreendedor e fundador do TheNetwork, uma iniciativa que juntou o tecido industrial e as startups num concelho que costuma estar arredado da ribalta, pelo menos quando o tema é empreendedorismo: São João da Madeira.

Segundo este jovem empreendedor, há tendência para esquecer que “quem concebe e desenvolve as ideias que originam grandes negócios são as pessoas, não o local onde elas nasceram. O que faz o empreendedorismo são as pessoas que investem o seu tempo e dinheiro, que arriscam com uma atitude extremamente otimista, porque o seu sucesso apenas depende da sua capacidade de superação e força de vontade”.

É por isso que, numa crónica publicada no Jornal Económico, defende a descentralização do empreendedorismo e inovação, que até já existe, mas que precisa de ser reconhecida, assim como a certeza de que muitos outros locais, que não as grandes capitais, “têm tanta ou mais inovação, uma capacidade de receber melhor, impactar mais e, inclusive, sediar mais atenções pela diferenciação”. “Hoje em dia, preferimos falar de tendências com mais sex-appeal, falamos menos de produtos e mais de tecnologias – medtech, fintech, agrotech e afins. Mas aquilo que leva uma startup a tornar-se uma Google e um negócio familiar num líder do seu mercado são, em grande parte, as mesmas capacidades, e são as mesmas capacidades de sempre”, acrescenta.

Um texto para ler e refletir.

Fonte: Jornal Económico

A tecnologia ao serviço de uma pesca mais sustentável… e rentável

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“Melhorar a transparência da indústria da pesca através de tecnologias digitais.” O desejo, transformado em missão, é da BitCliq, uma startup nacional que conseguiu, graças ao seu trabalho, conquistar um dos 40 lugares na final da competição mundial ‘Fish 2.0 2017’, um concurso que liga empresas do setor das pescas a investidores, tornando mais sustentável o crescimento deste setor.

A empresa lusa levou a concurso o ‘Big Eye – Smart Fishing’, uma ferramenta que faz a gestão de frotas de pesca em tempo real, graças a um software e um hardware que “apresenta todas as atividades de viagens de pesca e atividades em terra”.

São as novas tecnologias ao serviço de um setor tradicional, que se quer mais moderno e capaz de dar resposta aos desafios atuais. Com esta plataforma, é possível ter acesso a “todos os indicadores de performance, painéis, fontes de dados e relatórios consolidados”, que dão informações sobre as operações da frota, como o peixe a bordo, o custo por tonelada, incidentes da tripulação, posição da frota, entre muitas outras. A tudo isto junta ainda a possibilidade de “garantir a sustentabilidade do peixe através da rastreabilidade digital do Prato até ao Mar”. Ou seja, fornece ao consumidor informação “desde a primeira milha, incentivando-o à realização de comentários e classificações”.

A grande final da competição realiza-se a 7 e 8 de novembro, na Califórnia, EUA, dias durante os quais a BitCliq vai poder apresentar-se, e mostrar o que vale, perante um painel de jurados e um grupo de investidores.

Fonte: BitCliq

CHOFER made in Portugal

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Já existem alguns serviços do género. Serviços que se propõem ligar pessoas que se querem deslocar àquelas que têm os meios – leia-se automóveis – para concretizar essas deslocações. A CHOFER é a mais recente, a concorrer com nomes bem conhecidos como a Uber ou Cabify. A diferença? É uma ideia nacional, desenvolvida integralmente por alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que, num mês de atividade, já se instalou em Lisboa, Porto e no Algarve, contando com mais de 500 motoristas e 3.000 utilizadores e traçando planos para chegar mais longe.

O sistema de funcionamento é semelhante ao da concorrência: “para viajar, basta abrir a aplicação, confirmar o local onde quer iniciar e terminar a viagem e confirmar a chamada do veículo”. Depois, chega o motorista, ou seja, o chofer e a viagem pode então ter início. E também tal como a concorrência, chegado ao destino o pagamento é feito de forma automática e eletrónica (cartão de crédito), ainda que, para breve, estejam na calha outras formas de pagamento.

Entre as vantagens que a empresa destaca, para além do emprego apenas de motoristas licenciados, a possibilidade dada ao cliente de saber sempre quanto vai pagar (é facultado o valor estimado da viagem), assim como o agendamento da viagem com até 24 horas de antecedência. A estas junta outra: o transporte, para além dos passageiros, de objetos, documentos e cargas.

Fonte: Chofer