Bioquímico português abre caminho para travar surdez

Fonte: Ciência Hoje

 

Uma equipa de cientistas da Universidade de Yale integrada pelo jovem bioquímico português Nuno Raimundo e liderada por Gerald Shadel desvendou o processo da perda de audição através da manipulação genética de cobaias, abrindo caminho a um tratamento para a surdez.

A descoberta do mecanismo molecular que leva à surdez é narrada na última edição da “Cell”, uma das três principais revistas científicas internacionais a par da “Nature” e “Science”, e vem demonstrar que “ao contrário do que se pensava até agora, a perda de audição não é irreversível”, afirmou à Lusa o cientista de 35 anos.

As células responsáveis pela audição “estão lá, só não estão a funcionar bem, não estão mortas” e podem ser reativadas “manipulando duas proteínas fundamentais farmacologicamente”, dentro do DNA.

“Se [a perda de audição] não é tratada, à medida que passam anos – este é um problema muito comum, sobretudo nos seniores – pode tornar-se irreversível. [A descoberta] abre algumas janelas de possibilidade terapêutica. Pode vir a reduzir a incidência ou travar”, explicou o cientista, pós-doutorando em Yale.

O estudo demonstra que a remoção de uma molécula conhecida como “superóxido” evita a morte de células críticas para a audição e identifica várias outras moléculas que podem servir de alvos terapêuticos.

Raimundo – primeiro autor do artigo publicado na «Cell» – afirma que vai continuar nesta linha de investigação no próximo ano, nomeadamente “para perceber exactamente quando algumas células [responsáveis pela audição] morrem, como morrem”.

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Carro desportivo português

 

Fonte: Jornal de Negócios

VEECO-RT é o nome do primeiro carro desportivo elétrico português que gasta apenas um euro aos 100 quilómetros. A viatura terá uma velocidade máxima de 160 km/h e promete uma aceleração dos zero aos 100 km em oito segundos.

 Para conseguir gastar um euro por 100 quilómetros, o utilizador terá de recarregar o carro durante a noite para usufruir da tarifa bi-horária, sendo necessária a utilização de uma bateria de 16 quilowatts/hora.

 Com 800 quilos, o desportivo elétrico agora apresentado teve um custo de desenvolvimento e investigação na ordem dos 1,7 milhões de euros. Esta viatura resulta de uma colaboração entre a VE, fábrica de veículos elétricos e o ISEL.

 A  versão comercial e definitiva do carro está prevista chegar ao mercado durante 2013.

 

Primeiro rádio fármaco português apresentado hoje na Universidade de Coimbra

 

Fonte: Agência Lusa

A Universidade de Coimbra (UC) apresenta hoje um medicamento para o diagnóstico do cancro que poderá evitar o gasto anual de cinco milhões de euros na sua importação de Espanha. Este medicamento já está a ser fornecido aos centros privados existentes em Lisboa e Porto.

O primeiro rádio fármaco produzido por uma universidade portuguesa chega também ao mercado a cerca de metade do custo atual.

O denominado FDG (Fluodesoxiglucose[18f]), usado nos exames PET (Tomografia por Emissão de Positrões) para o diagnóstico de doenças oncológicas, já está a ser fornecido pelo Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC aos centro privados existentes em Portugal, em Lisboa e Porto, e a expectativa é que as unidades públicas o venham a comprar também, em breve, logo que cessem os contratos de importação com Espanha.

Além de tornar desnecessário o recurso à importação, e de fazer baixar os custos para os serviços de saúde, “há ganhos de eficiência” porque a molécula “tem uma atividade que decai a partir de duas horas após a sua produção”, na sua componente radioativa, o que pode obrigar a utilizar mais do que uma dose para conseguir o mesmo efeito, explicou à lusa o investigador Antero Abrunhosa.

A sessão de lançamento formal no mercado realiza-se hoje com a presença dos ministros da Saúde, Paulo Macedo, e da Educação e Ciência, Nuno Crato, acompanhados pelo secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró.