Intestino grosso à distância de um comprimido

Fonte: Agência Lusa

Um inovador “comprimido” que permite ao médico ver tudo o que se passa no intestino grosso ou no cólon do paciente está a ser “trabalhado” em Guimarães, numa parceria entre o hospital e a universidade.

Segundo os promotores, aquela cápsula endoscópica vai em breve ser testada em animais, para posteriormente poder ser aplicada ao homem.

A investigação envolve a Universidade do Minho e o Centro Hospitalar do Alto Ave.

Trata-se de uma espécie de comprimido, que incorpora uma bateria e um sistema de captura de imagens e que é telecomandável.

O paciente engole o comprimido e o médico pode conduzi-lo onde for necessário, para fazer o seu diagnóstico, ficando os dados gravados num sistema informático.

No final do exame, o comprimido é expelido naturalmente pelo organismo.

Este sistema já é usado para exames ao intestino delgado, mas para o intestino grosso ou cólon ainda se recorre ao sistema com fios, muitas vezes “temido” e até “rejeitado” por muitos pacientes.

Anúncios

Universidade do Minho desenvolve tecido para minimizar efeitos das lesões do menisco

Fonte: Agência Lusa

As lesões do menisco poderão deixar de ser um problema para os atletas de alta competição, graças a uma investigação da Universidade do Minho (UMinho) que pretende desenvolver um tecido para substituir as partes afetadas, foi hoje anunciado.

Segundo fonte da UMinho, a investigação visa encontrar um tecido “que ultrapasse as dificuldades atuais e que, de forma mais eficaz, reponha o que o atleta perdeu, devolvendo-lhe estabilidade e a performance biomecânica perdidas”.

O tecido já foi testado, com sucesso, em pequenos animais e em células humanas, faltando agora avançar para animais de grande porte.

Esta será a última etapa antes de entrar na fase decisiva dos ensaios clínicos.

Segundo os investigadores do projeto, as lesões do menisco são a mais frequente causa de cirurgia em ortopedia e têm “importante” impacto socioeconómico.

A remoção da parte lesada tem sido o tratamento mais frequente, mas “traz consequências a longo prazo”, como o desgaste articular e artrose precoce.

“Atualmente, é adquirido que a remoção total do menisco provoca o aparecimento de osteoartrite num período de 7 a 10 anos”, garante o investigador Hélder Pereira.

Destaca ainda a síndrome de dor pós-operatória “que impede o atleta de voltar à competição”.

Além disso, garante que cerca de 30 por cento das reparações do menisco são “mal sucedidas” e que o transplante “normalmente nunca devolve o atleta à alta competição”.

As mais recentes tendências para o tratamento das lesões do menisco são as abordagens de engenharia de tecidos e medicina regenerativa.

Os meniscos são cartilagens presentes no joelho que têm a função de diminuir o impacto e melhorar o encaixe entre as faces articulares do fémur e da tíbia.

Bóia salva-vidas telecomandada

 

Fonte: TVI24 / Lusa

Uma turma da Escola Secundária Alcaides de Faria, em Barcelos, concebeu uma boia salva-vidas telecomandada, capaz de chegar «muito rapidamente» a um banhista em dificuldades.

 

O professor responsável, Carlos Martins, disse à Lusa, nesta terça-feira, que a boia pode ser enviada até uma distância de dois quilómetros e tem capacidade para manter à superfície uma pessoa que pese até 200 quilos. «Pode ser muito útil, e por vezes até decisiva, no socorro a banhistas em dificuldades», defendeu. A boia é do tipo torpedo, de forma hidrodinâmica e incorpora motor, bateria e recetor de rádio.

 

Segundo explicou Carlos Martins, a ideia é que a boia seja enviada imediatamente, telecomandada, até ao náufrago, para que este tenha a que se agarrar enquanto espera pelo socorro. Depois, o nadador-salvador faz-se à água para o resgatar para terra. «Ganha-se rapidez e eficiência no socorro», frisou.

 

Carlos Martins disse que o protótipo já foi apresentado a alguns nadadores-salvadores, que viram nele «uma excelente ajuda para o exercício da sua missão». A boia foi concebida pelos alunos do 11º M do curso profissional técnico de Eletromecânica e Manutenção Industrial.

 

 

Investigadores portugueses criam “outdoors” biodegradáveis

Fonte: RTP Online

Investigadores das universidades do Minho (UMinho) e Fernando Pessoa (UFP) desenvolveram “outdoors” biodegradáveis, feitos à base de fibras de soja, milho e bambu, um projeto pioneiro que visa a proteção ambiental, foi hoje anunciado.

O projeto está a ser alvo de patente e conta com apoio de empresas nacionais e internacionais.

Segundo os investigadores, esta inovação surge 24 anos após a Lei 97/88, que proíbe o uso de materiais não biodegradáveis para publicidade, “mas que, na verdade, não está a ser cumprida”.

“Espero sinceramente que os anunciantes deixem de usar materiais com propriedades tóxicas e que são prejudiciais à saúde”, refere Jorge Neves, docente do Departamento de Engenharia Têxtil da UMinho.

O professor considera que os novos “outdoors” biodegradáveis poderão ter um custo “semelhante” ao dos suportes convencionais, que utilizam poliéster laminado ou revestido a resina de PVC (policloreto de vinilo).

“A União Europeia restringiu muito o uso do PVC, face aos danos causados no sistema imunitário, reprodutivo e endócrino”, realçou Fernanda Viana, doutorada em Engenharia Têxtil na UMinho e docente da UFP.

A engenheira publicitária confia na aceitação desta inovação, mas lembra que, face à situação económica atual, “o anunciante tende a optar pelo baixo custo, mesmo que acarrete consequências ambientais e legais”.

Os primeiros cartazes ecológicos deverão ser afixados “em breve”, estando igualmente prevista para dentro de pouco tempo a produção do material em série.

Torneira inovadora

Fonte: Oje

Uma torneira totalmente automática, que visa melhorar “a eficiência e a qualidade do processo de lavagem de mãos”, criada por um grupo de alunos da ATEC de Matosinhos venceu a edição nacional do programa “A Empresa” da Junior Achievement – Young Enterprise. Como prémio, os jovens da ATEC Matosinhos, agrupados no projeto ICTUS, vão representar Portugal na finalíssima da competição europeia da Junior Achievement em Bucareste, Roménia entre 19 e 22 de julho. O produto “Aqua Vere” criado pela “empresa” ICTUS foi desenvolvido para “combater o desperdício quer dos componentes utilizados (água, sabonete, líquido, desinfetante) quer da energia, como a eletricidade, e destina-se a todos aqueles que têm preocupações ambientais”.

O programa “A Empresa” destina-se a alunos entre os 15 e os 21 anos,que, nas escolas parceiras da Junior Achievement, criam uma empresa real com a ajuda de um voluntário e de um professor. Os alunos reúnem o capital através da venda de títulos de participação, criam um produto ou um serviço, colocam-no no mercado e, por último, liquidam a operação e pagam os dividendos aos titulares.

 

Novo método português detecta drogas em minutos e com amostras mínimas

Fonte: Público

Drogas legais, muitas vezes confundidas ou ocultadas com embriaguez provocada pelo álcool, podem agora ser detetadas em minutos e com amostras mínimas, graças a um novo método criado pela Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã.

 O processo está a ser desenvolvido no Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS) da UBI para detetar piperazinas, comprimidos alucinogénicos vendidos em lojas e na Internet, e a partir deste mês passará a detetar drogas legais baseadas em extratos de plantas.

Vai também passar a ser possível realizar a análise a partir de saliva ou em cadáveres, para além das análises atualmente feitas em urina, explica a investigadora Eugénia Gallardo, orientadora do trabalho de Ivo Moreno e Beatriz Fonseca, alunos de bioquímica.

A facilidade de acesso às drogas e a sua rápida disseminação no espaço europeu incentivaram Ivo Moreno a desenvolver um processo que considera útil e que, no limite, pode salvar vidas. A rapidez dos resultados pode ajudar em situações “de intoxicação, em hospitais, ou pode ajudar outras autoridades, em detenções ou acidentes rodoviários”, exemplifica o aluno.