O empreendedorismo não é um exclusivo das grandes cidades

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O empreendedorismo não tem nem deve ser uma tendência exclusiva às maiores cidades do país. Infelizmente, é o que se tem vindo a assumir: o público associa o empreendedorismo a Lisboa, Porto, e talvez Braga.” O alerta é feito por Francisco Costa Leite, empreendedor e fundador do TheNetwork, uma iniciativa que juntou o tecido industrial e as startups num concelho que costuma estar arredado da ribalta, pelo menos quando o tema é empreendedorismo: São João da Madeira.

Segundo este jovem empreendedor, há tendência para esquecer que “quem concebe e desenvolve as ideias que originam grandes negócios são as pessoas, não o local onde elas nasceram. O que faz o empreendedorismo são as pessoas que investem o seu tempo e dinheiro, que arriscam com uma atitude extremamente otimista, porque o seu sucesso apenas depende da sua capacidade de superação e força de vontade”.

É por isso que, numa crónica publicada no Jornal Económico, defende a descentralização do empreendedorismo e inovação, que até já existe, mas que precisa de ser reconhecida, assim como a certeza de que muitos outros locais, que não as grandes capitais, “têm tanta ou mais inovação, uma capacidade de receber melhor, impactar mais e, inclusive, sediar mais atenções pela diferenciação”. “Hoje em dia, preferimos falar de tendências com mais sex-appeal, falamos menos de produtos e mais de tecnologias – medtech, fintech, agrotech e afins. Mas aquilo que leva uma startup a tornar-se uma Google e um negócio familiar num líder do seu mercado são, em grande parte, as mesmas capacidades, e são as mesmas capacidades de sempre”, acrescenta.

Um texto para ler e refletir.

Fonte: Jornal Económico

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A tecnologia ao serviço de uma pesca mais sustentável… e rentável

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“Melhorar a transparência da indústria da pesca através de tecnologias digitais.” O desejo, transformado em missão, é da BitCliq, uma startup nacional que conseguiu, graças ao seu trabalho, conquistar um dos 40 lugares na final da competição mundial ‘Fish 2.0 2017’, um concurso que liga empresas do setor das pescas a investidores, tornando mais sustentável o crescimento deste setor.

A empresa lusa levou a concurso o ‘Big Eye – Smart Fishing’, uma ferramenta que faz a gestão de frotas de pesca em tempo real, graças a um software e um hardware que “apresenta todas as atividades de viagens de pesca e atividades em terra”.

São as novas tecnologias ao serviço de um setor tradicional, que se quer mais moderno e capaz de dar resposta aos desafios atuais. Com esta plataforma, é possível ter acesso a “todos os indicadores de performance, painéis, fontes de dados e relatórios consolidados”, que dão informações sobre as operações da frota, como o peixe a bordo, o custo por tonelada, incidentes da tripulação, posição da frota, entre muitas outras. A tudo isto junta ainda a possibilidade de “garantir a sustentabilidade do peixe através da rastreabilidade digital do Prato até ao Mar”. Ou seja, fornece ao consumidor informação “desde a primeira milha, incentivando-o à realização de comentários e classificações”.

A grande final da competição realiza-se a 7 e 8 de novembro, na Califórnia, EUA, dias durante os quais a BitCliq vai poder apresentar-se, e mostrar o que vale, perante um painel de jurados e um grupo de investidores.

Fonte: BitCliq

CHOFER made in Portugal

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Já existem alguns serviços do género. Serviços que se propõem ligar pessoas que se querem deslocar àquelas que têm os meios – leia-se automóveis – para concretizar essas deslocações. A CHOFER é a mais recente, a concorrer com nomes bem conhecidos como a Uber ou Cabify. A diferença? É uma ideia nacional, desenvolvida integralmente por alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que, num mês de atividade, já se instalou em Lisboa, Porto e no Algarve, contando com mais de 500 motoristas e 3.000 utilizadores e traçando planos para chegar mais longe.

O sistema de funcionamento é semelhante ao da concorrência: “para viajar, basta abrir a aplicação, confirmar o local onde quer iniciar e terminar a viagem e confirmar a chamada do veículo”. Depois, chega o motorista, ou seja, o chofer e a viagem pode então ter início. E também tal como a concorrência, chegado ao destino o pagamento é feito de forma automática e eletrónica (cartão de crédito), ainda que, para breve, estejam na calha outras formas de pagamento.

Entre as vantagens que a empresa destaca, para além do emprego apenas de motoristas licenciados, a possibilidade dada ao cliente de saber sempre quanto vai pagar (é facultado o valor estimado da viagem), assim como o agendamento da viagem com até 24 horas de antecedência. A estas junta outra: o transporte, para além dos passageiros, de objetos, documentos e cargas.

Fonte: Chofer

 

Como a Inteligência Artificial pode mudar o mundo das compras

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No Encontro Português de Inteligência Artificial (EPIA), que decorreu no Porto, foram apresentadas várias ideias. E vários projetos. A Shelf.AI foi um deles, mais uma ideia nacional que se define como “uma plataforma inovadora de vendas e comunicação”, que pretende facilitar e tornar mais rápida a relação entre os retalhistas online e os consumidores.

Para estes últimos, fazer compras torna-se ainda mais fácil, à distância de apenas um clique; a inteligência artificial torna possível, para quem vende, conhecer os clientes, os seus hábitos, as suas preferências (seja de produtos ou marcas) e as suas necessidades, e com estes manter uma linha de comunicação e gestão das suas despensas, através das aplicações Amazon Alexa, Google, Home, Microsoft Cortana ou Facebook Messenger. Ou seja, permite que os retalhistas online melhorem as suas vendas, personalizando a experiência de compra dos clientes. E aumentando os lucros.

Selecionada, de entre centenas, para um financiamento na última ronda do programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia, a Shelf.AI foi também escolhida para o Global Startup Program da Universidade do Texas, Estados Unidos. Trata-se de um programa de aceleração, que tem como objetivo ajudar as empresas portuguesas a aceder ao mercado norte-americano e ao capital de risco nele existente. Tratou-se de uma semana de orientação e trabalho, que culminou com a criação de uma filial por terras do Tio Sam.

Fonte: Shelf.AI

Estudantes criam bebida que combate desperdício e beneficia a saúde

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As universidades são o palco de muitas ideias. E se algumas não passam disso mesmo, outras arriscam-se a ganhar prémios e conquistar a atenção mediática. Foi o que aconteceu com o projeto liderado por Daniela Costa e Rita Martins, alunas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, que decidiram criar duas bebidas. E o que é que as Toal têm que as torna merecedoras de um prémio? São capazes de juntar o útil ao agradável, ou seja, combatem o desperdício alimentar e, ao mesmo tempo,  têm benefícios para a saúde.

Derivadas do soro excedente que resulta do fabrico do queijo, são constituídas por polpa de morangos, mas não de uns morangos quaisquer. Estes morangos são ‘feios’, ou seja, fazem parte daquele grupo de fruta que, pela sua forma ou calibre, não tem lugar nos supermercados. Para além de tudo isto, são ainda ricas em antioxidantes e probióticos e têm baixo teor de gordura e lactose. E uma delas tem um elevado valor energético, mas não tem proteína, enquanto a outra tem um valor proteico alto.

Motivos de sobra para que este tivesse sido um dos projetos vencedores do prémio Ecotrophelia Portugal 2017, uma iniciativa da PortugalFoods e da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, que tem como grande objetivo premiar a inovação do meio académico no setor agroalimentar.

Fonte: SapoTek e fipa

Ivaware, porque nem todos temos que ser especialistas em contabilidade

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É, como descreve no site onde se apresenta, “uma aplicação móvel para trabalhadores independentes com regime de IVA simplificado”. E é no Observador, para onde deu uma entrevista, que o seu criador explica que a aplicação Ivaware surgiu de uma necessidade do próprio que, enquanto trabalhador independente, tinha que lidar com contas e mais contas, papéis e formulários, prazos e afins, associados ao pagamento do IVA.

Sem contabilidade organizada, como de resto muitos dos profissionais liberais que trabalham em regime de freelancer, o controlo das despesas e das receitas, assim como do valor do imposto, era feito numa folha de papel, muitas vezes em cima do joelho e dos prazos, que não se compadecem com as dificuldades de quem, não sendo especialista em contabilidade, tem de passar a saber tudo sobre impostos para poder cumprir as suas obrigações.

Foi este o contexto para a criação de uma aplicação, por enquanto disponível apenas para Android, mas que em breve espera chegar ao iOS, onde se podem inserir todas as despesas e saber qual o valor da dedução do IVA correspondente. Entre as suas funcionalidades contam-se a separação das despesas em três categorias, o acesso rápido e fácil a resumos e gráficos, a proteção dos dados armazenados e a possibilidade de exportação dos mesmos para um ficheiro EXCEL, em caso de necessidade. Disponível gratuitamente na versão Business, a ‘app’ é paga na versão Premium (€1,99).

Fontes: Ivaware e Observador

Contagem decrescente para “a maior conferência de tecnologia do mundo”: bem-vindos à Web Summit

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A cerca de dois meses do início da Web Summit, que vai ocupar vários palcos da MEO Arena e da FIL Lisboa, no Parque das Nações, são já conhecidos muitos dos oradores que prometem tornar este evento, que se decorre pela segunda vez na capital, mais impressionante do que aquele realizado em 2016. Pelo menos em números. Senão veja-se: na edição anterior estiveram presentes 53.056 pessoas de 166 países; este ano são esperadas mais de 60 mil, de 170 países diferentes. De 1.490, o número de startups sobe para as 1.600.

Investidores e representantes de capital de risco também não vão faltar, assim como oportunidades para as mais de cem startups portuguesas já inscritas no evento. Ou tão pouco nomes conhecidos da política, economia, sociedade, tecnologia e muitas outras áreas. As confirmações sucedem-se. Da lista já fazem parte nomes como Brad Smith (Microsoft), Ze Frank (Buzzfeed), Sean Rad (Tinder), David Karp (Tumblr), estes apenas na área das tecnologias. Al Gore, vice-presidente dos EUA durante a presidência de Bill Clinton, François Hollande, ex-presidente francês, Caitlyn Jenner, ex-atleta transexual norte-americana, também conhecida por ter sido padrasto de Kim Kardashian, Dr. Oz, conhecido médico dos EUA, Liam Cunningham, ator que recentemente desempenha o papel de Davos Seaworth, na série Game of Thrones, Tawakel Karman, ativista dos direitos humanos iemenita, vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2011 são apenas mais alguns nomes, de entre os primeiros 500 que foram anunciados e que fazem parte de uma lista que, segundo a organização, vai ultrapassar os mil e na qual se incluem dois robôs.

Figuras nacionais também as há. Carlos Moedas, comissário europeu para a Ciência e Inovação, António Horta-Osório, banqueiro, Luís Figo, que volta a marcar presença, o primeiro-ministro António Costa, o surfista Tiago Pires, entre muitos outros.

Fonte: Web Summit