Acelerar a Inovação na Europa, um objetivo transformado em repto

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A ideia partiu do presidente francês, mas conquistou a atenção do comissário europeu Carlos Moedas, responsável pelas pastas da Investigação, Ciência e Inovação, que está já a trabalhar na criação de uma agência europeia para a inovação. Macron considera que a Europa está a perder esta corrida; Moedas concorda. E um estudo recente apresentou mesmo as recomendações essenciais para colocar o Velho Continente na proa da inovação.

São quatro os pilares. Todos juntos forma a palavra FAST, que os especialistas considera ser essencial para a Europa, ou seja, agir com rapidez e, também com rapidez, tornar-se o novo berço da inovação.

E tudo começa com o financiamento (Funding), requisito fundamental para as novas descobertas, sobretudo aquelas que estão mais associadas à tecnologia. E, de acordo com os especialistas, é o financiamento em larga escala que mais tem faltado na Europa.

Reconhecimento (Awareness) é a ação que se segue e que traduz a necessidade de atrair dos maiores investidores e colocá-los em contacto com os ecossistemas locais e dos diferentes setores.

Dimensão (Scale) é também o que a Europa precisa para competir a nível global com países como a China ou os Estados Unidos, evitando que start-ups europeias sejam obrigadas a deslocar-se para os países atrás.

O talento (Talent) existe e é dele que a Europa também precisa, de campeões da inovação que sirvam de modelo, porta-vozes de uma cultura de empreendimento que se quer estimular.

“A chave para o sucesso não reside na substituição de mercados privados, mas na remoção de falhas e lacunas do mercado e ecossistema de inovação europeu”, lê-se no documento, apresentado recentemente.

Fonte: Comissão Europeia

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Experiência gourmet sem sair de casa

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Não há melhor restaurante do que a nossa casa. É verdade que a expressão não é bem assim, mas se não há melhor lugar do que a nossa casa, então não deve ser preciso sair dela para ter a melhor experiência gastronómica. É pelo menos este o desafio que a Supper Stars, uma startup nacional, decidiu aceitar. Como? Levando o talento dos chefs aos cenários mais exclusivos, ou seja, a casa de cada um.

Existe há pouco mais de um ano e, depois dos primeiros passos dados na zona da Grande Lisboa, chegou ao Algarve, à Comporta e ao Grande Porto, adquirindo uma dimensão nacional. São, ao todo, 40 chefs, que passaram por mais de 60 estrelas Michelin em mais de 25 países, garantia de uma experiência conferida pelos melhores restaurantes de Portugal e do mundo. Especialistas que vão a casa ou ao espaço de escolha do cliente preparar e servir a refeição, deixando no fim tudo como encontraram.

Quanto aos menus disponíveis, há três opções, com preços diferentes, todas eles pratos de autor. O difícil será mesmo escolher. Depois, no dia do evento, o chef leva os ingredientes e os utensílios necessários para a preparação do repasto, prepara e serve a refeição e, antes da despedida, arruma a cozinha.

Mais informações aqui

Uma ‘app’ para praxantes e praxados

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A praxe académica é um clássico, que as críticas mais recentes colocaram na ribalta. As notícias de abusos e humilhações aos jovens caloiros tornaram esta tradição um tema de debate que divide a sociedade: de um lado os que a defendem, do outro os que a gostariam de ver substituída por outro tipo de rituais de iniciação que não pusessem em causa a dignidade daqueles a quem são dirigidos. É neste contexto que nasce a Dura Praxis, uma aplicação disponível para Android, criada por estudantes nacionais com o desejo de evidenciar aquilo que a define, pelo menos na sua génese – um momento de integração dos jovens alunos.

Garantir a continuidade da tradição académica é outro dos desejos de um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra que, no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e de Inovação, lançaram mãos à obra. Foi assim que nasceu a Dura Praxis, que dispõem de diferentes funcionalidades, como o acesso rápido a informação essencial para diferentes estatutos na Praxe, procurando contrariar o facto de o Código da Praxe ser extenso e muitas vezes ignorado.

A transmissão da informação relativa aos dias em que pode haver Praxe, assim como a denúncia de más práticas ao Conselho de Veteranos são outras das vertentes disponíveis nesta aplicação que, segundo os seus criadores, “facilitará a entrada de novos membros interessados nesta tradição e permitirá aprimorar velhos conhecimentos daqueles que já a praticam”. Pelo menos na Universidade de Coimbra.

Mais informações aqui e aqui.

Livros que não devem faltar na biblioteca dos empreendedores

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Livros sobre inovação, empreendedorismo e temas afins há muitos. Tantos, que o difícil é escolher. É para facilitar a tarefa que deixamos esta lista, com muitas páginas interessantes de leitura, sugeridas por quem mais sabe sobre estes temas e cujos nomes dispensam apresentações.

  • Daymond John é conhecido por ser um dos júris do programa Shark Tank, tarefa que desempenha graças à experiência – e fortuna – que resulta do facto de ser o cofundador de um negócio no ramo dos têxteis, a multimilionária marca de roupa FUBU. E é ele que recomenda o livro Pense e Fique Rico, da autoria do jornalista Napoleon Hill, uma prosa que, segundo Daymond, lhe mudou a vida. O livro é o resultado de um trabalho de mais de 20 anos, ao longo dos quais Hill entrevistou 500 milionários para descobrir o que tinham em comum, partilhando depois a receita para a fama e fortuna.

 

  • Refinery29 é o título de uma revista online que em poucos anos passou de uma startup com quatro fundadores para um negócio de milhões. Piera Gelardi é uma dessas fundadoras e elege o livro Criatividade – Como vencer as forças que bloqueiam a inspiração, de Ed Catmull, como um dos seus preferidos, recomendando-o a todos os empreendedores. Um livro que conta a história da Pixar e identifica o que a tornou uma empresa de sucesso, receita que pode ser replicada em vários outro setores.

 

  • É um nome recorrente na lista dos mais ricos do mundo e é também conhecido por ser um ávido leitor. E é de Warren Buffet que vem a próxima sugestão de leitura: Sonho Grande, de Cristiane Correa, que relata a trajetória de três dos mais bem-sucedidos empresários brasileiros (Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira).

 

  • Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, chama a atenção para De Bom a Excelente, um livro da autoria de Jim Collins que, juntamente com uma equipa de investigadores, olhou de forma mais atenta para 1.435 empresas em busca do que as tornava verdadeiros sucessos. E depois partilhou uma lista dessas características.

 

  • De Zero a Um é o nome do livro sugerido por Elon Musk, um dos fundadores e CEO da Tesla Motors e da SpaceX. Neste livro, Peter Thiel e Blake Masters escrevem sobre a concorrência, que é uma das principais ameaças aos negócios dos empresários. E tentam perceber porque é que, ainda assim, continuam a criar-se empresas em áreas onde a concorrência é feroz.

 

  • Mark Zuckerberg, o ‘pai’ do Facebook, elege O Fim do Poder, de Moisés Naím, como sendo de leitura obrigatória. Nele, revela como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia.

Receita para um ‘pitch’ perfeito

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O ‘pitch’ é um conceito a que os empreendedores se têm que habituar. É nada mais do que uma apresentação destinada a ‘vender’ um produto, um projeto ou uma ideia. Mas se em teoria esta não parece uma tarefa complicada, a prática desmente as facilidades e aconselha que se tenham em atenção algumas dicas para transformar um ‘pitch’ no ‘pitch’ perfeito. É isso mesmo que oferece o especialista alemão Christoph Sollich, conhecido como o ‘The Pitch Doctor’.

Nada melhor do que começar por perceber que um ‘pitch’ não é um bicho de sete cabeças mas antes algo que fazemos constantemente, seja a nível profissional, seja pessoal. De facto, podemos dar-lhe um outro nome, mas quando precisamos de alguma coisa é isso mesmo que fazemos, ou seja, um ‘pitch’.

Este é o ponto de partida, que se deve fazer acompanhar por outro: o de que “a prática faz a perfeição”. O mesmo é dizer: treine, treine muito e vai com toda a certeza conseguir um bom resultado. E não se esqueça de se preparar com a devida antecedência.

Na hora da apresentação procure ir para além dos factos. Diz quem sabe que o melhor caminho é um apelo direto ao coração! E atenção ao tempo. Um ‘pitch’ quer-se curto, rápido, com não mais de cinco minutos de duração, uma vez que aqui a capacidade de síntese é um fator fundamental.

Não se esqueça também de identificar o problema para o qual o seu produto ou ideia funciona como solução. Procure criar entusiasmo à volta daquilo que está a apresentar e deixe-se contagiar por esse entusiasmo. E boa sorte!

 

Fonte: Expresso

Cascais testa sistema inovador de prevenção de incêndios

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A cicatriz continua aberta, não só porque a investigação às causas dos incêndios que fizeram mais de cem mortos em Portugal este ano, consumindo milhares e milhares de hectares de área verde, ainda não foi concluída, mas também porque a recuperação é um processo que se avizinha longo. Para evitar outras cicatrizes e porque a prevenção tem que ser aqui a palavra de ordem, entra em cena o projeto Smart-Forest, uma ideia nacional, que já passou do papel para o terreno.

A ideia é, lê-se no site da iniciativa, “desenvolver aplicações para proprietários de parques florestais, que fazem a monitorização em tempo real das suas propriedades. Através de uma rede de sensores de baixo custo, pretendemos antecipar as condições ambientais favoráveis à ocorrência de incêndios e detetá-los no início”. A isto juntam outro objetivo: melhorar o tempo de resposta do dispositivo de combate aos incêndios, conseguido através dos alertas gerados pelo sistema.

Uma ideia que se encontra a ser testada na Quinta do Pisão, em Cascais. “O projeto-piloto visa a prevenção de fogos florestais através da utilização de sensores que recolhem dados para criar alertas em caso de risco de incêndio, uma nova monitorização que permite alertas aos tradicionais agentes envolvidos na prevenção e combate aos fogos florestais”, explica a autarquia, que confirma a instalação de cinco sensores na Quinta do Pisão, que proporcionam a recolha de informação, como os níveis de dióxido de carbono, humidade, força e direção do vento. “Os dados são instantaneamente transmitidos pela rede móvel para um portal que analisa e interpreta essas informações através de sistemas de inteligência artificial, desencadeando avisos em caso de ameaça de risco iminente de incêndio.”

Fonte: Câmara de Cascais e Smart-Forest