Inovação ao serviço dos invisuais: uma bengala, um smartphone e um sistema de visão artificial

 

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O uso de uma bengala não é novidade para os cegos. De resto, este é mesmo um dos equipamentos sem o qual não costumam passar. Mas a bengala que os investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveram não é igual às outras. É uma bengala eletrónica, desenvolvida de forma a estender a funcionalidade da bengala branca tradicional, adicionando novidades que permitem ao cego interagir com uma aplicação móvel (a aplicação de navegação) e, ao mesmo tempo, ajudar esta aplicação a localizar o utilizador.

O objetivo é, afirmam em comunicado, “aumentar a autonomia dos cegos ou de pessoas com visão reduzida, permitindo a sua inclusão num maior conjunto de atividades e melhorando a sua qualidade de vida”. É desta necessidade identificada que nasce um sistema composto por vários módulos de informação geográfica, visão artificial e a nova bengala, que vai começar a ser testada.  

Esta novidade, que João Barroso, investigador do INESC TEC e docente da UTAD, garante ter um custo “relativamente baixo se compararmos com outras bengalas para cegos que são muito mais limitadas nas suas funcionalidades”, inclui um punho (impressão 3D) que incorpora toda a eletrónica, um leitor de etiquetas de radiofrequência (RFID) e uma antena na ponta, que ajuda a estimar a localização do utilizador, um joystick de cinco direções para fazer o interface com a aplicação móvel, um emissor de sinais sonoros (beep), um atuador háptico (emissão de vibrações com várias durações e frequências), um transmissor Bluetooth (para comunicação com o smartphone) e uma bateria.

Uma ideia reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que lhe atribuiu o Prémio Inclusão e Literacia Digital 2015, no valor de 29 mil euros.

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Falta a Portugal uma aposta concertada para a inovação

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Que Portugal é já um país de empreendedorismo não há dúvidas. E basta olhar para as notícias que, quase diariamente, dão conta da criação de uma nova empresa, do nascimento de uma nova ideia, de conceitos inovadores, de vontade para empreender. Mas isso pode não ser suficiente. Ou melhor, não é suficiente e a garantia é dada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que, através de um estudo feito a pedido do Governo, olhou para a ciência, inovação e ensino superior nacionais e confirmou a falta de uma estratégia concertada. Tradução disso mesmo são as “medidas inconsistentes” que, ainda de acordo com a mesma fonte, exigem uma solução.

Tendo em conta a falta desta estratégia harmonizada, os peritos da OCDE apontam como caminho a criação de uma Estratégia Nacional para o Conhecimento e a Inovação, que sirva de orientador para as três áreas já referidas: a ciência, a inovação e o ensino superior.

Este plano, que servirá de base para uma “nova geração” de programas operacionais de apoio à competitividade e ao “capital humano”, deverá ter como base uma maior sistematização dos apoios dados pelo Estado a projetos inovadores.

Fonte: Lusa

Imagens de bancada para mais tarde recordar

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Durante um jogo de futebol as estrelas costumam estar no relvado. Mas com esta ideia nacional, brilhar é acessível também a quem ocupa um lugar na bancada. Chama-se Match-Photos e tem como missão dar ao adepto momentos para mais tarde recordar.

Com o lema ‘Sorria, está a ser fotografado’, esta startup incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto fotografa o que se passa nas bancadas durante os 90 minutos da partida, imagens que disponibiliza, pouco tempo depois, no site criado para o efeito, permitindo ao adepto ficar com uma recordação do momento sem ter que perder tempo ou jogadas importantes a captar essas imagens. “Os golos são, muitas vezes, momentos de loucura e êxtase tal, que ninguém consegue recordar-se com exatidão a forma como viveu esse instante. Quem não gostava de ter uma fotografia sua a festejar do golo do Éder na final do Euro2016? Queremos dar a oportunidade a qualquer adepto de ver o seu festejo e reviver tudo que sentiu durante os 90 minutos”, explica ao Notícias da Universidade do Porto Duarte Magalhães, cofundador da Match-Photos.

No site criado para o efeito, a pesquisa de fotos é feita de forma simples: escolhe-se o jogo, identifica-se a localização no estádio (é disponibilizado um mapa que ajuda os mais distraídos) e é apresentada uma lista de fotografias, que podem ser descarregadas de forma gratuita e ser partilhadas nas redes sociais.

 

Fonte: Match-photos