Agricultura natural e sustentável que dispensa o solo

 

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Plantas que purificam a água para os peixes que, por sua vez, contribuem para o crescimento das plantas. É um circuito, fechado, dinâmico e de benefício mútuo aquele que protagoniza a Aquaponics Iberia, uma empresa nacional constituída por especialistas em aquaponia, um sistema de produção de alimentos que combina a aquacultura (produção de peixes ou crustáceos) com a hidroponia (o cultivo de plantas sem solo, o mesmo é dizer, sobre a água). Isto significa que os resíduos dos peixes são convertidos em fertilizante natural, capaz de nutrir as plantas. Estas, ao consumirem esses nutrientes, purificam a água, permitindo aos peixes “crescerem saudavelmente”.

Sejam espaços públicos ou privados, maiores ou mais pequenos, o que esta empresa nacional disponibiliza, de forma pioneira, é o conhecimento nesta área e uma experiência que permite projetar, instalar e promover projetos desta natureza. Um trabalho que vai além das fronteiras nacionais, com a área de atuação a chegar já a Espanha, ilhas Canárias e países africanos de expressão portuguesa.

Esta é uma forma de cultivo de olhos postos num futuro, tornado presente, onde a proteção do ambiente e a sustentabilidade conquistam cada vez mais espaço. Senão veja-se: poupa água (a estimativa é de um consumo 95% inferior ao da agricultura convencional), uma vez que esta é reciclada; os fertilizantes usados são naturais (não há pesticidas, herbicidas ou antibióticos); consegue produzir-se, ao mesmo tempo, plantas e proteína animal, com uma poupança óbvia de recursos e de energia; há uma ocupação reduzida dos solos; um menor impacto nos oceanos e por aí fora.

Vantagens não faltam. E vontade de chegar mais longe também não, o que leva esta (ainda) microempresa a ser uma das startups presentes na Web Summit.

Fonte: Aquaponics Iberia

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Adelaide.farm, uma plataforma de venda de produtos hortofrutícolas

adelaide

Os produtores, em especial os de pequena dimensão, têm agora mais um meio para escoar os seus produtos. Chama-se Adelaide.farm e é uma plataforma online que disponibiliza hortofrutícolas no formato a granel ou cabaz. Os produtos são colocados pelos produtores e entregues por uma figura designada por organizador. Este pode ser um agricultor, uma cooperativa ou qualquer pessoa/entidade ligada à agricultura.

O objectivo é «apoiar os pequenos produtores no escoamento dos seus produtos e na gestão da sua actividade», explicam os promotores. Os consumidores podem «controlar os produtos agrícolas que consomem, assim como conhecer as hortas e interagir com quem as cultiva».

Os agricultores fazem um pedido para integrar a Adelaide.farm e devem aguardar validação por parte dos gestores da plataforma. Uma vez aprovados, devem descrever a sua história, modo de produção, tamanho das hortas. Podem ainda propor culturas ou produtos, prevendo quantidades e datas de colheita.

Além do consumidor, é possível ainda vender a profissionais do sector.

A Myfarm (uma empresa social que visa dinamizar a pequena agricultura), promotora da iniciativa, retém «5% das vendas a grosso, isto é, a profissionais, e 16% nas vendas domésticas [consumidor final]. O organizador poderá também cobrar uma percentagem que tem um limite. Deve ser assegurado que o agricultor recebe sempre mais de 50% dos valor da venda ao público», esclarece Alice Teixeira, da Myfarm.

O projecto foi desenvolvido em parceria com a PDM&fc (empresa de consultoria e soluções informáticas) e a Guess What (agência de comunicação).

A plataforma já está a actuar no Algarve, Beja, Évora, Montemor-o-Novo, Almeirim e Sintra.

Portuguesa vence concurso israelita de inovação

Liliana Marques, fundadora da CoolFarm, é a vencedora do concurso Startup Telavive.

A vencedora portuguesa vai participar no Festival de Inovação DLD de Telavive de 25 a 29 de setembro, juntamente com outras concorrentes de 30 países. O DLD conta com uma longa lista de eventos centrados, essencialmente, na inovação – digital, tecnológica, social e urbana.

Algumas das ‘startups’ mais famosas e mais usadas do mundo – ‘Viber’, ‘Fairfly’, ‘RoomsNinja’ ou ‘Moovit’ – são israelitas e nasceram em Telavive.

CoolFarm é uma startup que desenvolveu um sistema inteligente eu permite fazer crescer plantas sem intervenção do utilizador e que pode ser controlado através de uma app para smartphones, para além disso não precisa de terra apenas água é usada para cultura, chama-se a esta técnica de hidroponia.

A hidroponia, permite gastar 5 vezes menos água do que quando se cultiva com terra, em média, e ainda permite controlar exatamente quais os nutrientes que estão presentes da água.

Fonte: TVI24

OpenPD, uma app dedicada ao Agrobusiness

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O OpenPD é um projecto português selecionado para desenvolver, ao abrigo da FI-PPP  (Future Internet Public-Private Partnership), estabelecida entre a Comissão Europeia e vários gigantes mundiais da tecnologia para o desenvolvimento da Internet do Futuro, envolvendo um investimento conjunto de 90 milhões de euros. De um conjunto alargado de candidaturas, o OpenPD foi considerado relevante na linha do Agrobusiness, principalmente pela introdução da componente de Open Community, tendo sido selecionado para financiamento através do hub tecnológico SmartAgriFood, o qual tem por objectivo tornar a cadeia de valor alimentar mais inteligente.

O OpenPD é uma aplicação móvel distribuída em modelo fremium que visa acelerar a identificação de pragas e doenças na plantas através de uma comunidade, cuja partilha ativa de conteúdos e diagnósticos permite aproximar os seus membros de profissionais da agricultura com o objetivo comum de acelerar a identificação de pragas e doenças das culturas. Em última análise, evitam-se perdas económicas e, através de um sistema de alerta, surtos significativos de pragas e doenças.

Destina-se, essencialmente a agricultores, a profissionais das empresas de fitofármacos e das organizações de produtores e à comunidade académica, através dos cientistas e professores.

Neste momento, em fase de validação do protótipo, o site do OpenPD está online e disponível para todos os que se queiram registar, contando já com mais de 400 subscrições.