Cascais testa sistema inovador de prevenção de incêndios

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A cicatriz continua aberta, não só porque a investigação às causas dos incêndios que fizeram mais de cem mortos em Portugal este ano, consumindo milhares e milhares de hectares de área verde, ainda não foi concluída, mas também porque a recuperação é um processo que se avizinha longo. Para evitar outras cicatrizes e porque a prevenção tem que ser aqui a palavra de ordem, entra em cena o projeto Smart-Forest, uma ideia nacional, que já passou do papel para o terreno.

A ideia é, lê-se no site da iniciativa, “desenvolver aplicações para proprietários de parques florestais, que fazem a monitorização em tempo real das suas propriedades. Através de uma rede de sensores de baixo custo, pretendemos antecipar as condições ambientais favoráveis à ocorrência de incêndios e detetá-los no início”. A isto juntam outro objetivo: melhorar o tempo de resposta do dispositivo de combate aos incêndios, conseguido através dos alertas gerados pelo sistema.

Uma ideia que se encontra a ser testada na Quinta do Pisão, em Cascais. “O projeto-piloto visa a prevenção de fogos florestais através da utilização de sensores que recolhem dados para criar alertas em caso de risco de incêndio, uma nova monitorização que permite alertas aos tradicionais agentes envolvidos na prevenção e combate aos fogos florestais”, explica a autarquia, que confirma a instalação de cinco sensores na Quinta do Pisão, que proporcionam a recolha de informação, como os níveis de dióxido de carbono, humidade, força e direção do vento. “Os dados são instantaneamente transmitidos pela rede móvel para um portal que analisa e interpreta essas informações através de sistemas de inteligência artificial, desencadeando avisos em caso de ameaça de risco iminente de incêndio.”

Fonte: Câmara de Cascais e Smart-Forest

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Startups portuguesas marcam presença no Cleantech Camp

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Há 4 projetos portugueses entre as 14 propostas selecionadas para participar no programa de aceleração Cleantech Camp, evento a decorrer em Lisboa e Barcelona. Focado nas ideias de negócio no campo das energias limpas, a Cleantech Camp apresentará 4 projetos com ADN português – Picma, Rocket Farm, Trigger Systems e a Fuelsave.io.

As ideias portuguesas irão competir entre elas e com mais 10 empresas espanholas. Esta posição representa um marco importante para estas startups ao terem conseguido sobressair entre 50 candidaturas.

O programa de aceleração Cleantech Camp contará com sessões de formação, eventos com players relevantes no setor das energias limpas e ainda com “os melhores profissionais de apoio ao empreendedorismo e com Albert Bosch, empreendedor, aventureiro, que fará uma sessão motivacional” – organização do Cleantech Camp.

Fonte: Eco

Inovação Pré-Universitária

spring-1272145_1920Mentes inovadores existem em todas as idades e a prova disso são Milene Pereira e Francisca Costa que ainda estavam a concluir o ensino secundário, na Escola Secundária Dona Maria II, em Braga, quando criaram uma solução tecnológica inovadora para um problema corrente: os ataques das vespas asiáticas às abelhas nas colmeias, no norte de Portugal.

Este projeto vai levar as duas estudantes ao Brasil para representarem Portugal na Mostratec, uma das maiores mostras de ciência e tecnologia do mundo. Este ano, entre os 640 projetos, só há um português: o de Milena e Francisca.

Como funciona?

Milene e Francisca criaram uma “harpa elétrica” que é colocada à entrada das colmeias, uma espécie de rede composta por fios elétricos. A diferença de envergadura de asas entre a abelha e a vespa é o que faz ativar o mecanismo, criou-se uma malha mais larga que as abelhas, mas mais estreita do que as vespas. Esta rede tem uma particularidade, ao tocar num dos fios não acontece nada, mas ao tocar em dois fios em simultâneo dá-se uma descarga de 10 mil volts. Desta forma, sendo a vespa maior que a abelha, irá tocar sempre na malha ativando este sistema, morrendo eletrocutada antes de entrar na colmeia.

As estudante fazem questão de sublinhar que a espécie de vespas ser aniquilada desta forma não é um problema, uma vez que não é natural em Portugal e coloca em causa o ecossistema que invade.

Fonte: Observador

Portugueses a concorrer para o ClimateLaunchpad

A maior competição do mundo na área da inovação cleantech lançou o desafio para a criação de soluções, através da inovação, que contribuam para a diminuição dos problemas climáticos. Existem várias ideias de negócio a concorrer na final nacional do Climate Launchpad, entre elas estão uma micro habitação de cortiça, ecológica e transportável, uma comunidade de pontos de recarga elétrica para automóveis e uma plataforma para o controlo de sistemas de irrigação, que utiliza modelos de cálculo com base de alterações meteorológicas, o evento vai decorrer já no dia 7 de setembro, no Auditório do Edifício Central do UPTEC, no Porto.

A final europeia vai realizar-se em Tallin, Estónia, de 7 a 8 de outubro, e os três vencedores da competição nacional vão representar Portugal.

O grande vencedor europeu receberá um prémio no valor de 10 mil euros e o Top 10 terá acesso direto à Climate-KIC Accelerator.

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Fonte: Dinheiro Vivo

Autocarros elétricos? Sim! E são portugueses!

CaetanoECobusAlemanhaOs primeiros autocarros de aeroporto 100% elétricos são uma estreia mundial e têm selo português. Estes autocarros, que produzem zero emissões poluentes, foram produzidos em Vila Nova de Gaia e vão ser apresentados oficialmente em Estugarda

Vencedora do concurso lançado pelo aeroporto alemão para seis unidades, a Salvador Caetano Indústria vai entregar as chaves dos primeiros autocarros e.COBUS, até ao final do ano, outras quatro unidades vão sair da unidade de produção da CaetanoBus com destino ao aeroporto de Genebra e já existem negociações com outros aeroportos para o ano de 2016.

A empresa prevê lançar, também, no futuro uma nova unidade elétrica para o segmento urbano, depois de dois protótipos (Caetano 2500 EL, com uma parceria com a Efacec para o sistema elétrico) terem sido testados no município alemão de Wiesbaden.

Fonte: Ambiente Magazine

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OpenPD, uma app dedicada ao Agrobusiness

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O OpenPD é um projecto português selecionado para desenvolver, ao abrigo da FI-PPP  (Future Internet Public-Private Partnership), estabelecida entre a Comissão Europeia e vários gigantes mundiais da tecnologia para o desenvolvimento da Internet do Futuro, envolvendo um investimento conjunto de 90 milhões de euros. De um conjunto alargado de candidaturas, o OpenPD foi considerado relevante na linha do Agrobusiness, principalmente pela introdução da componente de Open Community, tendo sido selecionado para financiamento através do hub tecnológico SmartAgriFood, o qual tem por objectivo tornar a cadeia de valor alimentar mais inteligente.

O OpenPD é uma aplicação móvel distribuída em modelo fremium que visa acelerar a identificação de pragas e doenças na plantas através de uma comunidade, cuja partilha ativa de conteúdos e diagnósticos permite aproximar os seus membros de profissionais da agricultura com o objetivo comum de acelerar a identificação de pragas e doenças das culturas. Em última análise, evitam-se perdas económicas e, através de um sistema de alerta, surtos significativos de pragas e doenças.

Destina-se, essencialmente a agricultores, a profissionais das empresas de fitofármacos e das organizações de produtores e à comunidade académica, através dos cientistas e professores.

Neste momento, em fase de validação do protótipo, o site do OpenPD está online e disponível para todos os que se queiram registar, contando já com mais de 400 subscrições.

Sauna em Cortiça

Sauna Lusa Cortiça

 

A cortiça tem sido utilizada como um componente essencial no desenvolvimento dos mais diversos projetos industriais. Com criação em Portugal esta sauna de cortiça é renovável, não poluente, quimicamente inerte, inócuo para a saúde, resistente fricção, com baixa termo condutividade, luz, com um excelente comportamento acústico, alta impermeabilidade a líquidos e sem lançamentos de gases tóxicos. A cortiça foi inserida em protótipos ou produtos finais das aeronáuticas e empresas produtoras de automóveis, bem como em arquitetura, design de moda e interiores, entre outros.

Como o resultado de um processo de recriação de ascendência da sauna, este modelo é uma ideia de inovação que combina os detalhes de cortiça com os de madeira de cedro, resultando numa simbiose perfeita entre a tradição e a contemporaneidade. A luz, discreta e elegante, acentua as texturas e o design minimalista.