A Uber já chegou aos céus!

skyubber

Skyüber, a aplicação de origem portuguesa, põe em contacto donos de aviões até seis lugares e pessoas interessadas em fazer determinada viagem anunciada com antecedência.O Skyüber, ao contrário do Uber para viagens de automóvel, não permite a criação de percursos à medida do utilizador. “Funcionamos como uma plataforma de matchmaking, como o Airbnb ou o Blablacar. A Skyüber actua na área da economia partilhada, ao pretender fazer a ligação entre os donos dos aviões e pessoas interessadas em utilizar esses voos. Baseia-se na partilha de custos e na diminuição dos custos da viagem para o dono do avião”, explica Carlos Oliveira, responsável pela startup portuguesa.

O registo e utilização do serviço são gratuitos, sendo que é cobrado ao dono do avião “um pequeno valor” sobre o preço da viagem, quando a mesma se concretiza. A título de exemplo, a viagem poderá ser cancelada por questões atmosféricas ou porque o piloto não se sente confortável com o passageiro.  A Skyüber só permite que entrem na plataforma aviões que cumpram vários requisitos, como a existência de seguro ou licença de voo.

Portugal funciona como mercado-teste para este serviço, já que o Reino Unido, França e Alemanha são a prioridade “quer pela dimensão, quer pelo número de aviões privados”. Os mercados do Benelux e Brasil estão também a apresentar um feedback “interessante”. Apesar de não querer adiantar números, Carlos Oliveira refere que já foram realizados mais voos no estrangeiro que em Portugal, ligando aeródromos e aeroportos de pequena dimensão, dadas as características dos aviões.

Quatro meses depois da apresentação oficial da aplicação, estão já mais de cinco mil pessoas registadas e “algumas centenas de aeronaves”. O festival Vodafone Paredes de Coura está a servir de pretexto para promover o serviço. Quem for à app, disponível em iOs, descobre que pode ir de avião até ao coração do Alto Minho a partir de Benavente (Grande Lisboa) por 30 euros, de Vilar da Luz (Grande Porto) por 15 euros ou a partir de Braga por 12,50 euros.

Sky-UBER

Fonte: Meios e Publicidade

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Que tal uma viagem surpresa?

Waynabox-9
No ano em que completa 70 anos, a TAP aventurou-se à procura de ideias que vão escrever o futuro. Nesse sentido, juntou-se à Startup Lisboa e lançou, em Janeiro, o TAP Creative Launch, um intenso desafio aos empreendedores que durou quase seis meses e que culminou em Junho com o anúncio da ideia vencedora.

A Waynabox, um projecto que nasceu em Barcelona pela mão de Pau Moreno, de 23 anos, foi a ideia escolhida pelo júri. Um fim de semana, 150 euros e um bilhete sem destino. Até que dois dias antes, descobre em que cidade da Europa vai passar os próximos dias. A Waynabox é isto: um site que vende experiências de viagem por um preço fixo, incluindo duas noites de alojamento e voo, mas com uma contrapartida: o destino não está nas mãos do viajante.
Para usufruir da Waynabox, os viajantes só têm de inserir a data em que querem viajar e pagar os 150 euros. Dois dias antes, recebem informação com a cidade da Europa e o hotel em que vão ficar. “Desta forma, tira-se proveito dos lugares vazios nos voos e chega-se ao público mais jovem”, conta.

A Waynabox recebeu um prémio de 10 mil euros da TAP e da ANA Aeroportos, uma viagem em classe económica para duas pessoas, 3 meses de incubação na Startup Lisboa e telemóveis Microsoft Lumia, entre outros.
Os restantes 9 finalistas não saíram de mãos a abanar. A Bactera, a Business In The Air, a Flybox, a Aerogel, a Lisbon Tea Cup, a Pass Tag, a Easy Airport, a Tic Tac Tickets e a Virtual Phobia,  juntamente com a Waynabox, tiveram a  oportunidade de visitar o novo campus para startups que a Google  inaugurou no final de Junho em Madrid, bem como de reunir com a TAP para, em conjunto com a companhia aérea, encontrarem sinergias e formas de colocar as novas ideias em prática.

Tecnologia portuguesa vai integrar aviões da Airbus

Fonte: Boas Notícias

A Active Space Technologies nasceu em 2004 fruto do desejo de dois colegas em aplicar aquilo que aprenderam num estágio na Agência Espacial Europeia. Desde então, Ricardo Patrício e Bruno Carvalho já desenvolveram inúmeros projetos, um dos quais vai agora ser incorporado em aviões da Airbus.

Os sistemas Greenwake e Delicat, desenvolvidos numa parceria entre várias empresas, têm duas funções essenciais, explica ao Boas Notícias o CTO da Active Space Technologies, Ricardo Patrício: por um lado, permitem “reduzir os tempos de descolagem dos aviões” e, por outro, “diminuir a turbulência” sentida pelos passageiros e tripulação, aumentando assim a segurança.

Sediada em Coimbra, a empresa ficou, de acordo com o engenheiro português, responsável “por todo o desenvolvimento mecânico destes sistemas” incluídos num projeto que tem a fabricante de aviões Airbus como parceira. O projeto já está na fase final e os testes vão começar, em breve, no aeroporto de Charleroi, na Bélgica.

Sistema pode ajudar a diminuir a sobrelotação aeroportuária

“Se estivermos a trabalhar na plataforma do aeroporto”, explica Ricardo Patrício, “podemos determinar se existem ou não vórtices, ou seja, turbulência em cima da pista” – deixada após a descolagem de um avião – e, dessa forma, “minimizar os tempos entre descolagens de aviões”. Este avanço pode ser importante no caso de “plataformas aeroportuárias muito sobrelotadas”, como é o caso do aeroporto da Portela.