A tecnologia ao serviço de uma pesca mais sustentável… e rentável

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“Melhorar a transparência da indústria da pesca através de tecnologias digitais.” O desejo, transformado em missão, é da BitCliq, uma startup nacional que conseguiu, graças ao seu trabalho, conquistar um dos 40 lugares na final da competição mundial ‘Fish 2.0 2017’, um concurso que liga empresas do setor das pescas a investidores, tornando mais sustentável o crescimento deste setor.

A empresa lusa levou a concurso o ‘Big Eye – Smart Fishing’, uma ferramenta que faz a gestão de frotas de pesca em tempo real, graças a um software e um hardware que “apresenta todas as atividades de viagens de pesca e atividades em terra”.

São as novas tecnologias ao serviço de um setor tradicional, que se quer mais moderno e capaz de dar resposta aos desafios atuais. Com esta plataforma, é possível ter acesso a “todos os indicadores de performance, painéis, fontes de dados e relatórios consolidados”, que dão informações sobre as operações da frota, como o peixe a bordo, o custo por tonelada, incidentes da tripulação, posição da frota, entre muitas outras. A tudo isto junta ainda a possibilidade de “garantir a sustentabilidade do peixe através da rastreabilidade digital do Prato até ao Mar”. Ou seja, fornece ao consumidor informação “desde a primeira milha, incentivando-o à realização de comentários e classificações”.

A grande final da competição realiza-se a 7 e 8 de novembro, na Califórnia, EUA, dias durante os quais a BitCliq vai poder apresentar-se, e mostrar o que vale, perante um painel de jurados e um grupo de investidores.

Fonte: BitCliq

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Em busca de um combustível mais amigo do ambiente

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Nunca como agora se falou tanto sobre as alterações climáticas e os seus efeitos, que já se fazem sentir. E ainda que alguns continuem a negá-las, muitos mais há que se preocupam, com a ajuda da ciência, em criar formas de as manter sob controlo, de as mitigar ou até mesmo de as reverter. É o caso de uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que decidiu lançar mãos à obra e tentar criar uma nova forma de produção de combustível que, para além de ser economicamente mais viável, tem uma outra missão: ser mais amiga do ambiente. E isto tendo em conta que propõe uma redução nos níveis de enxofre, que torna os combustíveis menos poluentes e menos consumidores de energia.

Algo que não acontece por acaso. É que regulamentações têm vindo a ser cada vez mais apertadas, sobretudo no que diz respeito aos níveis de enxofre permitidos nos combustíveis, uma vez que os gases poluentes que resultam do dióxido de enxofre são dos principais responsáveis pelo ácido sulfúrico presente na atmosfera. E por muitos dos seus efeitos (a chuva ácida, por exemplo).

O trabalho continua e, depois do financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, é agora a vez do REQUIMTE (Rede de Química e Tecnologia) dar o seu contributo.

Fonte: Universidade do Porto

Ideias inovadoras procuram-se!

O Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) está à procura das melhores ideias na área de energia sustentável, em Portugal e Espanha. Com um prémio de 18 mil euros, as candidaturas ao Prémio Ibéria da KIC InnoEnergy (a comunidade de conhecimento e inovação do EIT para a área da energia sustentável) estão abertas até 18 de Outubro.

Esta edição abrange, pela primeira vez, empreendedores e startups portuguesas, a iniciativa pretende promover a inovação e empreendedorismo no sector da energia e cleantech. Para além do prémio de 18 mil euros, o vencedor desta edição fará parte do programa de aceleração de startups KIC InnoEnergy Highway.

Nesta edição poder-se-á contar com projetos focados nas áreas de atuação da KIC, cuja tecnologia esteja apta a chegar ao mercado em menos de dois anos, e como será a primeira vez que portugueses podem experienciar esta iniciativa, Renato Braz, Business Creation Manager da KIC InnoEnergy em Portugal acredita que a participação nacional “irá ser consistente”. “A nossa experiência com os projectos que temos analisado e apoiado em Portugal mostra-nos pessoas muito bem formadas e atentas ao mundo, com uma excelente capacidade de analisar problemas e construir soluções globais

As candidaturas ao prémio podem ser feitas online. Depois disso, a Grande Final do prémio terá lugar no Smart City Expo World Congress, em Barcelona, a 18 de Novembro. Além do prémio de 18 mil euros para o vencedor, os restantes dois finalistas também terão direito a um valor monetário: cinco mil euros para a segunda melhor ideia e dois mil euros para a terceira.

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Fonte: Edifícios e Energia

Uma plataforma tecnológica de logística colaborativa

A Marlo, empresa luso-norueguesa de consultoria e desenvolvimento de tecnologia para logística e transportes, desenvolveu o serviço MixMoveMatch.com, uma plataforma tecnológica de logística colaborativa multi-carregador e multi-operador.
O MixMoveMatch é um serviço 100% português, desenvolvido no centro de competências e desenvolvimento da Marlo em Lisboa.
Atualmente, na Europa, “um em cada quatro camiões ou veículos de distribuição circulam vazios”. Além disso, “a taxa média de ocupação de camiões é de aproximadamente 52%, o que traduz um grande desperdício de recursos e dinheiro e um peso extra para a sociedade em termos ambientais”, refere a empresa.
Este serviço surge na sequência de um desafio lançado à Marlo pela 3M Europa e DHL para o desenvolvimento de uma solução baseada num modelo Software as a Service, ou seja, uma plataforma apoiada na cloud e na plataforma Azure da Microsoft.
Neste sentido, o MixMoveMatch “vem colmatar a falta de articulação entre os vários intervenientes na cadeia logística para otimizar a taxa de ocupação dos veículos para cerca de 90% da sua capacidade total, através da gestão inteligente do transporte, de acordo com a receção das mercadorias e respetivo tratamento, mediante a sua proveniência, tipo e destino final”.
Segundo a empresa, “ao invés de os fornecedores enviarem para os centros logísticos os camiões com carga de um único cliente (…), estes poderão ser encaminhados para os centros logísticos mais próximos ou convenientes, onde ocorre a desconsolidação, ordenamento (mix) e reenvio da carga, que reúne determinadas características para o centro logístico seguinte (move)”. O centro logístico seguinte “irá fazer novamente uma desconsolidação e posterior consolidação da carga que vai chegando, proveniente de diversas localizações, onde, com recurso ao MixMoveMatch, irá dar-se o processo de planeamento e reordenamento da mercadoria, mediante um conjunto de condições definidas pela hub (match)”. Por fim, a mercadoria segue para o cliente final ou para um novo centro logístico.

Sauna em Cortiça

Sauna Lusa Cortiça

 

A cortiça tem sido utilizada como um componente essencial no desenvolvimento dos mais diversos projetos industriais. Com criação em Portugal esta sauna de cortiça é renovável, não poluente, quimicamente inerte, inócuo para a saúde, resistente fricção, com baixa termo condutividade, luz, com um excelente comportamento acústico, alta impermeabilidade a líquidos e sem lançamentos de gases tóxicos. A cortiça foi inserida em protótipos ou produtos finais das aeronáuticas e empresas produtoras de automóveis, bem como em arquitetura, design de moda e interiores, entre outros.

Como o resultado de um processo de recriação de ascendência da sauna, este modelo é uma ideia de inovação que combina os detalhes de cortiça com os de madeira de cedro, resultando numa simbiose perfeita entre a tradição e a contemporaneidade. A luz, discreta e elegante, acentua as texturas e o design minimalista.

Investigadores portugueses criam “outdoors” biodegradáveis

Fonte: RTP Online

Investigadores das universidades do Minho (UMinho) e Fernando Pessoa (UFP) desenvolveram “outdoors” biodegradáveis, feitos à base de fibras de soja, milho e bambu, um projeto pioneiro que visa a proteção ambiental, foi hoje anunciado.

O projeto está a ser alvo de patente e conta com apoio de empresas nacionais e internacionais.

Segundo os investigadores, esta inovação surge 24 anos após a Lei 97/88, que proíbe o uso de materiais não biodegradáveis para publicidade, “mas que, na verdade, não está a ser cumprida”.

“Espero sinceramente que os anunciantes deixem de usar materiais com propriedades tóxicas e que são prejudiciais à saúde”, refere Jorge Neves, docente do Departamento de Engenharia Têxtil da UMinho.

O professor considera que os novos “outdoors” biodegradáveis poderão ter um custo “semelhante” ao dos suportes convencionais, que utilizam poliéster laminado ou revestido a resina de PVC (policloreto de vinilo).

“A União Europeia restringiu muito o uso do PVC, face aos danos causados no sistema imunitário, reprodutivo e endócrino”, realçou Fernanda Viana, doutorada em Engenharia Têxtil na UMinho e docente da UFP.

A engenheira publicitária confia na aceitação desta inovação, mas lembra que, face à situação económica atual, “o anunciante tende a optar pelo baixo custo, mesmo que acarrete consequências ambientais e legais”.

Os primeiros cartazes ecológicos deverão ser afixados “em breve”, estando igualmente prevista para dentro de pouco tempo a produção do material em série.

Torneira inovadora

Fonte: Oje

Uma torneira totalmente automática, que visa melhorar “a eficiência e a qualidade do processo de lavagem de mãos”, criada por um grupo de alunos da ATEC de Matosinhos venceu a edição nacional do programa “A Empresa” da Junior Achievement – Young Enterprise. Como prémio, os jovens da ATEC Matosinhos, agrupados no projeto ICTUS, vão representar Portugal na finalíssima da competição europeia da Junior Achievement em Bucareste, Roménia entre 19 e 22 de julho. O produto “Aqua Vere” criado pela “empresa” ICTUS foi desenvolvido para “combater o desperdício quer dos componentes utilizados (água, sabonete, líquido, desinfetante) quer da energia, como a eletricidade, e destina-se a todos aqueles que têm preocupações ambientais”.

O programa “A Empresa” destina-se a alunos entre os 15 e os 21 anos,que, nas escolas parceiras da Junior Achievement, criam uma empresa real com a ajuda de um voluntário e de um professor. Os alunos reúnem o capital através da venda de títulos de participação, criam um produto ou um serviço, colocam-no no mercado e, por último, liquidam a operação e pagam os dividendos aos titulares.