O dicionário dos empreendedores

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Pitch, startup, incubadora, seed capital, unicórnio… Os termos são muitos. Alguns mais estranhos, outros mais familiares, todos integrantes de uma cultura que se quer ver desenvolvida, a do empreendedorismo. Em vésperas da Web Summit, que promete ‘inundar’ os meios de comunicação com estes termos e mais alguns, a Agência Lusa decidiu criar uma espécie de dicionário capaz de orientar até os mais distraídos. Reproduzimos aqui alguns destes termos, os mais frequentemente utilizados, para que ninguém se perca nestas coisas da linguagem dos empreendedores.

Aceleradora – São já muitas as que existem disponíveis no país, sobretudo em Lisboa, cidade que abraçou definitivamente a cultura empreendedora. E aquilo que faz, como o próprio nome indica, é acelerar, ou seja, ajudar as startups “na transição do arranque para o amadurecimento, através de programas que dão orientação”.

Incubadora – Também as há, espalhadas pela capital e não só, que têm uma missão diferente das acima referidas. As incubadoras “dão às startups a oportunidade de desenvolverem as suas ideias de negócio, apoiando-as na prática em termos de infraestrutura e aconselhamento, por um determinado período de tempo, sobretudo nas primeiras etapas da sua vida”.

Love Capital – O capital que é conseguido através do apoio de familiares ou amigos, destinado a ajudar no arranque da empresa, ou seja, o Love Capital, é diferente de outro, o Venture Capital, também conhecido por capital de risco, “um termo usado para todas as classes de investidores de risco”. São sobretudo fundos, que investem em empresas que consideram ter grande potencial e em que o retorno esperado é semelhante ao risco que decidem correr.

Pitch – Trata-se de uma apresentação, curta (três a cinco minutos), da empresa ou da ideia de negócio. O objetivo é conquistar o interesse de quem ouve, sejam estes eventuais parceiros ou potenciais investidores.

Meetup – Trata-se de um encontro informal entre empreendedores, programadores, presidente de empresa, etc, para troca de ideias.

Fonte: Diário de Notícias

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A inovação como motor de desenvolvimento

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A revolução tecnológica e os novos modelos de negócios nunca ameaçaram tanto as grandes organizações. Por outro lado, nunca foi tão fácil como hoje desenvolver um novo negócio. É por isso crucial que as empresas antecipem cenários, respondam eficazmente e adaptem-se de forma eficaz. A inovação tem aqui um papel preponderante.

No seio de uma empresa ou organização a inovação pode ser executada segundo três modelos. Um primeiro é a inovação ser desenvolvida como articulador da própria inovação, onde esta área suporta as de negócio (BU’s) através da incorporação de metodologias, ferramentas e práticas para que a inovação aconteça efetivamente. Depois existe também a inovação como executor de projetos em que esta através de uma equipa e budget próprios chama a si a responsabilidade da execução dos projetos, deixando as BU’s num papel secundário. Por fim, um terceiro modelo é um mix dos anteriores. Isto exige à partida uma clara definição de papéis no que compete à área da inovação e aos BU’s. Por norma os primeiros encarregam-se de implementar as iniciativas de inovação radical, e os segundos a inovação de natureza incremental.

Independentemente do modelo a seguir, todos eles válidos se estiverem bem claros e forem executados com rigor, a inovação tem maior probabilidade de sucesso se existirem os seguintes pressupostos:

» Conhecimento de como inovar;

» Existir uma estrutura adaptada para cada estratégia/empresa;

» Terem um alvo para inovar;

» Envolvimento de todos os colaboradores;

» Abertura para colaborar com pessoas e organizações externas à empresa;

» Tempo alocado para os processos de inovação, tal como qualquer outra tarefa;

» Cultura de risco na empresa para que os colaboradores saiam da sua zona de conforto e não tenham medo de errar.

Se é líder de uma empresa e não está a atingir os resultados que ambiciona, é importante que tenha em conta o que aqui transmiti de forma resumida. Não “empurre com a barriga” os problemas e as questões prementes para o evoluir da sua organização. A solução poderá estar muito provavelmente na inovação.

O empreendedorismo não é um exclusivo das grandes cidades

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O empreendedorismo não tem nem deve ser uma tendência exclusiva às maiores cidades do país. Infelizmente, é o que se tem vindo a assumir: o público associa o empreendedorismo a Lisboa, Porto, e talvez Braga.” O alerta é feito por Francisco Costa Leite, empreendedor e fundador do TheNetwork, uma iniciativa que juntou o tecido industrial e as startups num concelho que costuma estar arredado da ribalta, pelo menos quando o tema é empreendedorismo: São João da Madeira.

Segundo este jovem empreendedor, há tendência para esquecer que “quem concebe e desenvolve as ideias que originam grandes negócios são as pessoas, não o local onde elas nasceram. O que faz o empreendedorismo são as pessoas que investem o seu tempo e dinheiro, que arriscam com uma atitude extremamente otimista, porque o seu sucesso apenas depende da sua capacidade de superação e força de vontade”.

É por isso que, numa crónica publicada no Jornal Económico, defende a descentralização do empreendedorismo e inovação, que até já existe, mas que precisa de ser reconhecida, assim como a certeza de que muitos outros locais, que não as grandes capitais, “têm tanta ou mais inovação, uma capacidade de receber melhor, impactar mais e, inclusive, sediar mais atenções pela diferenciação”. “Hoje em dia, preferimos falar de tendências com mais sex-appeal, falamos menos de produtos e mais de tecnologias – medtech, fintech, agrotech e afins. Mas aquilo que leva uma startup a tornar-se uma Google e um negócio familiar num líder do seu mercado são, em grande parte, as mesmas capacidades, e são as mesmas capacidades de sempre”, acrescenta.

Um texto para ler e refletir.

Fonte: Jornal Económico

CHOFER made in Portugal

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Já existem alguns serviços do género. Serviços que se propõem ligar pessoas que se querem deslocar àquelas que têm os meios – leia-se automóveis – para concretizar essas deslocações. A CHOFER é a mais recente, a concorrer com nomes bem conhecidos como a Uber ou Cabify. A diferença? É uma ideia nacional, desenvolvida integralmente por alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que, num mês de atividade, já se instalou em Lisboa, Porto e no Algarve, contando com mais de 500 motoristas e 3.000 utilizadores e traçando planos para chegar mais longe.

O sistema de funcionamento é semelhante ao da concorrência: “para viajar, basta abrir a aplicação, confirmar o local onde quer iniciar e terminar a viagem e confirmar a chamada do veículo”. Depois, chega o motorista, ou seja, o chofer e a viagem pode então ter início. E também tal como a concorrência, chegado ao destino o pagamento é feito de forma automática e eletrónica (cartão de crédito), ainda que, para breve, estejam na calha outras formas de pagamento.

Entre as vantagens que a empresa destaca, para além do emprego apenas de motoristas licenciados, a possibilidade dada ao cliente de saber sempre quanto vai pagar (é facultado o valor estimado da viagem), assim como o agendamento da viagem com até 24 horas de antecedência. A estas junta outra: o transporte, para além dos passageiros, de objetos, documentos e cargas.

Fonte: Chofer

 

Virgin de olhos postos na aventura do empreendedorismo nacional

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Empreender, inovar, criar, inventar são verbos cada vez mais presentes no léxico nacional. E que captaram a atenção internacional. E a razão é simples: Portugal deixou de ser apenas uma nação feita de História ou o porto de onde partiram as caravelas rumo ao desconhecido, para se tornar um país que tomou o leme do seu presente e foi capaz de o reinventar. Esse é, de resto, o tema de um artigo publicado no blog da Virgin, que tem como protagonista o nosso país.

“Portugal is a top destination to create, test, fail fast and try again” ou, na língua de Camões,  “Portugal é um destino de topo para criar, testar, falhar rapidamente e tentar novamente”, lê-se logo nas primeiras linhas. O texto prossegue, enumerando o que faz do País, e sobretudo da capital, o novo espaço de eleição para start-ups, novas empresas e empresas já com provas dadas no mercado, de tal forma que Lisboa acabou mesmo por destronar Berlim, na opinião de quem sabe, como palco principal da inovação.

Os apoios governamentais têm ajudado, assim com os incentivos locais, destinados a captar a atenção – e o trabalho – de quem se dedica ao empreendedorismo. Um trabalho que é cada vez mais reconhecido lá fora e que, segundo o artigo da Virgin, até nem deveria surpreender assim tanto. Afinal, descoberta e aventura nunca faltaram no nosso passado. É, por isso, apenas natural que definam o nosso presente.

Fonte: Virgin

Entrepreneurship School chegou a Lisboa

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A “Entrepreneurship School”, escola de empreendedorismo da ThinkYoung em colaboração com a Fundação Coca-Cola, chegou esta segunda-feira a Lisboa, esta iniciativa já decorre em 27 escolas em diferentes países e tem três pilares base:

Conhecimento, Motivação e Diversão.

Jovens entre os 18 e os 35 anos que pretendam lançar negócios próprios podem contar com a ajuda de vários empresários até sexta-feira, façam já a vossa inscrição e saibam mais aqui!

Fonte: Observador