Como inovar na sua empresa

Resolvemos problemas através da inovação.

Inovação: processo estruturado

Muito se fala hoje de empreendedorismo. Com a crise económica e financeira nos últimos anos e o crescimento do digital, muitos foram os novos negócios surgidos entretanto pela mão de empreendedores. Independentemente da sua área de formação ou do setor onde investem profissionalmente, o que todos os empreendedores de sucesso têm em comum é a prática sistémica da inovação.

Existem muitas definições ou interpretações do que é a inovação. Eu defendo, por exemplo, que se trata de uma função do empreendedorismo, quer seja numa empresa existente, numa organização de serviço público ou um qualquer novo negócio criado por um cidadão comum. O que têm em comum é sempre a criação de valor.

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Ideias Inovadoras precisam-se

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Chama-se “Elevator Pitch – IdeiasQueMarcam” e é uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal, que quer premiar projetos e ideias inovadoras. Para isso, oferece não só dinheiro, que serve para dar apoio ao arranque destes projetos, mas também formação, essencial para uma ideia que se quer bem-sucedida.

Não é uma estreia, mas a edição deste ano é diferente das anteriores. São, ao todo, dois os prémios a atribuir, o primeiro no valor de 6.000€, que contempla projetos de base tecnológica e digital em áreas como a indústria 4.0 e e-commerce, cibersegurança e economia de dados europeia, cidades inteligentes e tecnologias de rede, saúde e bem-estar, agricultura inteligente e economia circular, media e cultura digital, sociedade digital e sustentabilidade e a inteligência artificial.

A este junta-se outro, o prémio especial “Democracia Digital”, no valor de 4.000€, que visa destacar projetos de base tecnológica e digital, capazes de promover a capacitação cívica e a participação ativa dos cidadãos na vida democrática.

As candidaturas estão abertas até 25 de março e, entre os dias 6 e 16 também de março, serão realizadas seedcamps, ou seja, sessões compostas por esclarecimento sobre a preparação das candidaturas e formação e mentoria na conceção do modelo de negócio.

A agenda já está definida:

  • 6 de março – Scale Up Porto
  • 7 de março – Startup Braga
  • 8 de março – Instituto Empresarial do Tâmega, em Amarante
  • 14 de março – Universidade de Aveiro
  • 15 de março – Instituto Pedro Nunes, Coimbra
  • 16 de março – Parque de Ciência e Tecnologia, Évora

Depois, caberá ao júri a seleção dos 12 projetos finalistas, que terão acesso a várias ações de formação, nomeadamente ao Bootcamp, onde se pretendem abordar temas de gestão, fundamentais para a capacitação para o empreendedorismo; ao Coaching, que abordará os modelos de negócio e ao Pitch Review, oportunidade para as equipas apresentarem o seu projeto a um júri de feedback, que tem a seu cargo a missão de fazer uma crítica construtiva das apresentações, ajudando a melhorá-las antes das apresentações finais.

Mais informações em www.bolsadoempreendedorismo.pt

Inovação ao serviço dos invisuais: uma bengala, um smartphone e um sistema de visão artificial

 

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O uso de uma bengala não é novidade para os cegos. De resto, este é mesmo um dos equipamentos sem o qual não costumam passar. Mas a bengala que os investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveram não é igual às outras. É uma bengala eletrónica, desenvolvida de forma a estender a funcionalidade da bengala branca tradicional, adicionando novidades que permitem ao cego interagir com uma aplicação móvel (a aplicação de navegação) e, ao mesmo tempo, ajudar esta aplicação a localizar o utilizador.

O objetivo é, afirmam em comunicado, “aumentar a autonomia dos cegos ou de pessoas com visão reduzida, permitindo a sua inclusão num maior conjunto de atividades e melhorando a sua qualidade de vida”. É desta necessidade identificada que nasce um sistema composto por vários módulos de informação geográfica, visão artificial e a nova bengala, que vai começar a ser testada.  

Esta novidade, que João Barroso, investigador do INESC TEC e docente da UTAD, garante ter um custo “relativamente baixo se compararmos com outras bengalas para cegos que são muito mais limitadas nas suas funcionalidades”, inclui um punho (impressão 3D) que incorpora toda a eletrónica, um leitor de etiquetas de radiofrequência (RFID) e uma antena na ponta, que ajuda a estimar a localização do utilizador, um joystick de cinco direções para fazer o interface com a aplicação móvel, um emissor de sinais sonoros (beep), um atuador háptico (emissão de vibrações com várias durações e frequências), um transmissor Bluetooth (para comunicação com o smartphone) e uma bateria.

Uma ideia reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que lhe atribuiu o Prémio Inclusão e Literacia Digital 2015, no valor de 29 mil euros.

Falta a Portugal uma aposta concertada para a inovação

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Que Portugal é já um país de empreendedorismo não há dúvidas. E basta olhar para as notícias que, quase diariamente, dão conta da criação de uma nova empresa, do nascimento de uma nova ideia, de conceitos inovadores, de vontade para empreender. Mas isso pode não ser suficiente. Ou melhor, não é suficiente e a garantia é dada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que, através de um estudo feito a pedido do Governo, olhou para a ciência, inovação e ensino superior nacionais e confirmou a falta de uma estratégia concertada. Tradução disso mesmo são as “medidas inconsistentes” que, ainda de acordo com a mesma fonte, exigem uma solução.

Tendo em conta a falta desta estratégia harmonizada, os peritos da OCDE apontam como caminho a criação de uma Estratégia Nacional para o Conhecimento e a Inovação, que sirva de orientador para as três áreas já referidas: a ciência, a inovação e o ensino superior.

Este plano, que servirá de base para uma “nova geração” de programas operacionais de apoio à competitividade e ao “capital humano”, deverá ter como base uma maior sistematização dos apoios dados pelo Estado a projetos inovadores.

Fonte: Lusa

Uma ‘app’ para praxantes e praxados

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A praxe académica é um clássico, que as críticas mais recentes colocaram na ribalta. As notícias de abusos e humilhações aos jovens caloiros tornaram esta tradição um tema de debate que divide a sociedade: de um lado os que a defendem, do outro os que a gostariam de ver substituída por outro tipo de rituais de iniciação que não pusessem em causa a dignidade daqueles a quem são dirigidos. É neste contexto que nasce a Dura Praxis, uma aplicação disponível para Android, criada por estudantes nacionais com o desejo de evidenciar aquilo que a define, pelo menos na sua génese – um momento de integração dos jovens alunos.

Garantir a continuidade da tradição académica é outro dos desejos de um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra que, no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e de Inovação, lançaram mãos à obra. Foi assim que nasceu a Dura Praxis, que dispõem de diferentes funcionalidades, como o acesso rápido a informação essencial para diferentes estatutos na Praxe, procurando contrariar o facto de o Código da Praxe ser extenso e muitas vezes ignorado.

A transmissão da informação relativa aos dias em que pode haver Praxe, assim como a denúncia de más práticas ao Conselho de Veteranos são outras das vertentes disponíveis nesta aplicação que, segundo os seus criadores, “facilitará a entrada de novos membros interessados nesta tradição e permitirá aprimorar velhos conhecimentos daqueles que já a praticam”. Pelo menos na Universidade de Coimbra.

Mais informações aqui e aqui.

Livros que não devem faltar na biblioteca dos empreendedores

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Livros sobre inovação, empreendedorismo e temas afins há muitos. Tantos, que o difícil é escolher. É para facilitar a tarefa que deixamos esta lista, com muitas páginas interessantes de leitura, sugeridas por quem mais sabe sobre estes temas e cujos nomes dispensam apresentações.

  • Daymond John é conhecido por ser um dos júris do programa Shark Tank, tarefa que desempenha graças à experiência – e fortuna – que resulta do facto de ser o cofundador de um negócio no ramo dos têxteis, a multimilionária marca de roupa FUBU. E é ele que recomenda o livro Pense e Fique Rico, da autoria do jornalista Napoleon Hill, uma prosa que, segundo Daymond, lhe mudou a vida. O livro é o resultado de um trabalho de mais de 20 anos, ao longo dos quais Hill entrevistou 500 milionários para descobrir o que tinham em comum, partilhando depois a receita para a fama e fortuna.

 

  • Refinery29 é o título de uma revista online que em poucos anos passou de uma startup com quatro fundadores para um negócio de milhões. Piera Gelardi é uma dessas fundadoras e elege o livro Criatividade – Como vencer as forças que bloqueiam a inspiração, de Ed Catmull, como um dos seus preferidos, recomendando-o a todos os empreendedores. Um livro que conta a história da Pixar e identifica o que a tornou uma empresa de sucesso, receita que pode ser replicada em vários outro setores.

 

  • É um nome recorrente na lista dos mais ricos do mundo e é também conhecido por ser um ávido leitor. E é de Warren Buffet que vem a próxima sugestão de leitura: Sonho Grande, de Cristiane Correa, que relata a trajetória de três dos mais bem-sucedidos empresários brasileiros (Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira).

 

  • Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, chama a atenção para De Bom a Excelente, um livro da autoria de Jim Collins que, juntamente com uma equipa de investigadores, olhou de forma mais atenta para 1.435 empresas em busca do que as tornava verdadeiros sucessos. E depois partilhou uma lista dessas características.

 

  • De Zero a Um é o nome do livro sugerido por Elon Musk, um dos fundadores e CEO da Tesla Motors e da SpaceX. Neste livro, Peter Thiel e Blake Masters escrevem sobre a concorrência, que é uma das principais ameaças aos negócios dos empresários. E tentam perceber porque é que, ainda assim, continuam a criar-se empresas em áreas onde a concorrência é feroz.

 

  • Mark Zuckerberg, o ‘pai’ do Facebook, elege O Fim do Poder, de Moisés Naím, como sendo de leitura obrigatória. Nele, revela como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia.

Receita para um ‘pitch’ perfeito

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O ‘pitch’ é um conceito a que os empreendedores se têm que habituar. É nada mais do que uma apresentação destinada a ‘vender’ um produto, um projeto ou uma ideia. Mas se em teoria esta não parece uma tarefa complicada, a prática desmente as facilidades e aconselha que se tenham em atenção algumas dicas para transformar um ‘pitch’ no ‘pitch’ perfeito. É isso mesmo que oferece o especialista alemão Christoph Sollich, conhecido como o ‘The Pitch Doctor’.

Nada melhor do que começar por perceber que um ‘pitch’ não é um bicho de sete cabeças mas antes algo que fazemos constantemente, seja a nível profissional, seja pessoal. De facto, podemos dar-lhe um outro nome, mas quando precisamos de alguma coisa é isso mesmo que fazemos, ou seja, um ‘pitch’.

Este é o ponto de partida, que se deve fazer acompanhar por outro: o de que “a prática faz a perfeição”. O mesmo é dizer: treine, treine muito e vai com toda a certeza conseguir um bom resultado. E não se esqueça de se preparar com a devida antecedência.

Na hora da apresentação procure ir para além dos factos. Diz quem sabe que o melhor caminho é um apelo direto ao coração! E atenção ao tempo. Um ‘pitch’ quer-se curto, rápido, com não mais de cinco minutos de duração, uma vez que aqui a capacidade de síntese é um fator fundamental.

Não se esqueça também de identificar o problema para o qual o seu produto ou ideia funciona como solução. Procure criar entusiasmo à volta daquilo que está a apresentar e deixe-se contagiar por esse entusiasmo. E boa sorte!

 

Fonte: Expresso