Uma ‘app’ para praxantes e praxados

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A praxe académica é um clássico, que as críticas mais recentes colocaram na ribalta. As notícias de abusos e humilhações aos jovens caloiros tornaram esta tradição um tema de debate que divide a sociedade: de um lado os que a defendem, do outro os que a gostariam de ver substituída por outro tipo de rituais de iniciação que não pusessem em causa a dignidade daqueles a quem são dirigidos. É neste contexto que nasce a Dura Praxis, uma aplicação disponível para Android, criada por estudantes nacionais com o desejo de evidenciar aquilo que a define, pelo menos na sua génese – um momento de integração dos jovens alunos.

Garantir a continuidade da tradição académica é outro dos desejos de um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra que, no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e de Inovação, lançaram mãos à obra. Foi assim que nasceu a Dura Praxis, que dispõem de diferentes funcionalidades, como o acesso rápido a informação essencial para diferentes estatutos na Praxe, procurando contrariar o facto de o Código da Praxe ser extenso e muitas vezes ignorado.

A transmissão da informação relativa aos dias em que pode haver Praxe, assim como a denúncia de más práticas ao Conselho de Veteranos são outras das vertentes disponíveis nesta aplicação que, segundo os seus criadores, “facilitará a entrada de novos membros interessados nesta tradição e permitirá aprimorar velhos conhecimentos daqueles que já a praticam”. Pelo menos na Universidade de Coimbra.

Mais informações aqui e aqui.

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Livros que não devem faltar na biblioteca dos empreendedores

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Livros sobre inovação, empreendedorismo e temas afins há muitos. Tantos, que o difícil é escolher. É para facilitar a tarefa que deixamos esta lista, com muitas páginas interessantes de leitura, sugeridas por quem mais sabe sobre estes temas e cujos nomes dispensam apresentações.

  • Daymond John é conhecido por ser um dos júris do programa Shark Tank, tarefa que desempenha graças à experiência – e fortuna – que resulta do facto de ser o cofundador de um negócio no ramo dos têxteis, a multimilionária marca de roupa FUBU. E é ele que recomenda o livro Pense e Fique Rico, da autoria do jornalista Napoleon Hill, uma prosa que, segundo Daymond, lhe mudou a vida. O livro é o resultado de um trabalho de mais de 20 anos, ao longo dos quais Hill entrevistou 500 milionários para descobrir o que tinham em comum, partilhando depois a receita para a fama e fortuna.

 

  • Refinery29 é o título de uma revista online que em poucos anos passou de uma startup com quatro fundadores para um negócio de milhões. Piera Gelardi é uma dessas fundadoras e elege o livro Criatividade – Como vencer as forças que bloqueiam a inspiração, de Ed Catmull, como um dos seus preferidos, recomendando-o a todos os empreendedores. Um livro que conta a história da Pixar e identifica o que a tornou uma empresa de sucesso, receita que pode ser replicada em vários outro setores.

 

  • É um nome recorrente na lista dos mais ricos do mundo e é também conhecido por ser um ávido leitor. E é de Warren Buffet que vem a próxima sugestão de leitura: Sonho Grande, de Cristiane Correa, que relata a trajetória de três dos mais bem-sucedidos empresários brasileiros (Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira).

 

  • Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, chama a atenção para De Bom a Excelente, um livro da autoria de Jim Collins que, juntamente com uma equipa de investigadores, olhou de forma mais atenta para 1.435 empresas em busca do que as tornava verdadeiros sucessos. E depois partilhou uma lista dessas características.

 

  • De Zero a Um é o nome do livro sugerido por Elon Musk, um dos fundadores e CEO da Tesla Motors e da SpaceX. Neste livro, Peter Thiel e Blake Masters escrevem sobre a concorrência, que é uma das principais ameaças aos negócios dos empresários. E tentam perceber porque é que, ainda assim, continuam a criar-se empresas em áreas onde a concorrência é feroz.

 

  • Mark Zuckerberg, o ‘pai’ do Facebook, elege O Fim do Poder, de Moisés Naím, como sendo de leitura obrigatória. Nele, revela como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia.

Receita para um ‘pitch’ perfeito

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O ‘pitch’ é um conceito a que os empreendedores se têm que habituar. É nada mais do que uma apresentação destinada a ‘vender’ um produto, um projeto ou uma ideia. Mas se em teoria esta não parece uma tarefa complicada, a prática desmente as facilidades e aconselha que se tenham em atenção algumas dicas para transformar um ‘pitch’ no ‘pitch’ perfeito. É isso mesmo que oferece o especialista alemão Christoph Sollich, conhecido como o ‘The Pitch Doctor’.

Nada melhor do que começar por perceber que um ‘pitch’ não é um bicho de sete cabeças mas antes algo que fazemos constantemente, seja a nível profissional, seja pessoal. De facto, podemos dar-lhe um outro nome, mas quando precisamos de alguma coisa é isso mesmo que fazemos, ou seja, um ‘pitch’.

Este é o ponto de partida, que se deve fazer acompanhar por outro: o de que “a prática faz a perfeição”. O mesmo é dizer: treine, treine muito e vai com toda a certeza conseguir um bom resultado. E não se esqueça de se preparar com a devida antecedência.

Na hora da apresentação procure ir para além dos factos. Diz quem sabe que o melhor caminho é um apelo direto ao coração! E atenção ao tempo. Um ‘pitch’ quer-se curto, rápido, com não mais de cinco minutos de duração, uma vez que aqui a capacidade de síntese é um fator fundamental.

Não se esqueça também de identificar o problema para o qual o seu produto ou ideia funciona como solução. Procure criar entusiasmo à volta daquilo que está a apresentar e deixe-se contagiar por esse entusiasmo. E boa sorte!

 

Fonte: Expresso

O que é preciso para termos mais empreendedores

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O empreendedorismo está na moda. Nuno Agostinho, presidente da Associação de Jovens Empresários da Madeira sabe disso e, numa crónica de opinião recentemente publicada, salienta esse facto, alertando, no entanto, que tem que ser mais do que isso. E no que apelida de “ecossistema do empreendedorismo”, que se quer repleto de empreendedores, todos temos um papel a desempenhar para fomentar a criação de condições que permitam que mais se possam transformar em empreendedores.

Tudo começa, ou deveria começar, com as políticas de incentivo. Já existem algumas, é certo, mas Nuno Agostinho considera que deveriam haver mais, muito mais. E a estas junta a necessidade de maior tolerância por parte da sociedade, que é rápida a condenar o fracasso, indiferente ao facto de ser, muitas vezes, de fracasso em fracasso que se chega ao sucesso.

A família tem também um papel nesta equação, através da educação de valores e do incentivo aos sonhos dos jovens. Assim como o sistema educativo e um Estado “menos interventivo, mais eficiente, desburocratizado”.

 

Fonte: Jornal Económico

Lisboa é uma das cidades europeias preferidas para começar um negócio

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Foi, segundo a Atomico, uma sociedade de capital de risco que publica, há três anos, um relatório sobre o cenário tecnológico europeu, o olhar mais completo e profundo sobre o panorama atual desde que o estudo é feito. Foram inquiridas mais de 3.500 pessoas em toda a Europa e entrevistados alguns dos nomes mais sonantes da tecnologia do velho continente. Tudo isto para concluir que Lisboa está entre as dez cidades da Europa preferidas para se começar um novo negócio.

É, mais uma vez, o reconhecimento da capital, do seu potencial empreendedor e das possibilidades que são um segredo cada vez menos bem guardado. Não só de Lisboa, mas de Portugal que, nesta área da tecnologia, se destaca no 10º lugar na lista de nações europeias onde as populações de trabalhadores tecnológicos mais têm crescido na Europa – e estão a crescer ainda mais. E a este dado junta-se outro: o facto de o país ser um dos que é identificado como tendo maior potencial em termos de capital investido per capita.

Não há dúvidas que a inovação e o desenvolvimento tecnológico são uma aposta cada vez maior da Europa que, de acordo com este relatório, fez um investimento de mais de 19 mil milhões de dólares nesta área, este ano. Verbas que se fizeram acompanhar por uma procura crescente de profissionais, destinados a ocupar um número crescente de vagas.

Fonte: Atomico

Os erros mais comuns que podem destruir uma startup

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Startups há muitas. Mas quantidade nunca foi sinónimo de qualidade e ainda que a vontade seja importante, por si só não é suficiente para levar uma ideia avante e torná-la vencedora, sobretudo num cenário como o de hoje, onde ideias não faltam. E foi com isto em mente que a revista Entrepreneur decidiu partilhar uma lista das oito razões mais comuns que conduzem ao falhanço de uma startup.

Tudo começa, afirma, com a falta de planeamento. Sim, é óbvio que antes de começar há sonhos que já se desenharam, ideias que se criaram com vista ao futuro, mas há planos concretos, como aqueles que dizem respeito aos potenciais consumidores ou ao dinheiro que se pode gastar todos os meses, que importa também ter em conta. A isto junta-se o uso da tecnologia, ou melhor, a poupança tecnológica, que o artigo considera uma falha importante. É que, ainda que este possa ser um investimento avultado, quase sempre acaba por compensar.

Um dos maiores erros que as novas empresas cometem diz respeito ao marketing. Identificar o consumidor alvo é essencial, assim como é também determinante escolher muito bem os locais onde se faz a divulgação ou publicitação do produto. Tudo sem gastar demais. É que se o investimento é importante, não menos é o cuidado com os gastos, sobretudo quando se está a dar os primeiros passos no mundo empresarial. Mas atenção que gastar de menos pode ter o mesmo efeito. Conta, peso e medida são aqui as palavras-chave.

Uma forte presença online é outros dos aspetos a ter em conta, assim como a capacidade de delegar. Por mais que o empreendedor acredite nas suas capacidades, a tentação de concentrar em si todos os aspetos da gestão pode custar caro. Finalmente, o artigo chama a atenção para a concorrência. Há que estar de olho no que os outros fazem, procurando aquilo que torna a sua empresa e o seu produto únicos.

Fonte: Entrepreneur

O dicionário dos empreendedores

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Pitch, startup, incubadora, seed capital, unicórnio… Os termos são muitos. Alguns mais estranhos, outros mais familiares, todos integrantes de uma cultura que se quer ver desenvolvida, a do empreendedorismo. Em vésperas da Web Summit, que promete ‘inundar’ os meios de comunicação com estes termos e mais alguns, a Agência Lusa decidiu criar uma espécie de dicionário capaz de orientar até os mais distraídos. Reproduzimos aqui alguns destes termos, os mais frequentemente utilizados, para que ninguém se perca nestas coisas da linguagem dos empreendedores.

Aceleradora – São já muitas as que existem disponíveis no país, sobretudo em Lisboa, cidade que abraçou definitivamente a cultura empreendedora. E aquilo que faz, como o próprio nome indica, é acelerar, ou seja, ajudar as startups “na transição do arranque para o amadurecimento, através de programas que dão orientação”.

Incubadora – Também as há, espalhadas pela capital e não só, que têm uma missão diferente das acima referidas. As incubadoras “dão às startups a oportunidade de desenvolverem as suas ideias de negócio, apoiando-as na prática em termos de infraestrutura e aconselhamento, por um determinado período de tempo, sobretudo nas primeiras etapas da sua vida”.

Love Capital – O capital que é conseguido através do apoio de familiares ou amigos, destinado a ajudar no arranque da empresa, ou seja, o Love Capital, é diferente de outro, o Venture Capital, também conhecido por capital de risco, “um termo usado para todas as classes de investidores de risco”. São sobretudo fundos, que investem em empresas que consideram ter grande potencial e em que o retorno esperado é semelhante ao risco que decidem correr.

Pitch – Trata-se de uma apresentação, curta (três a cinco minutos), da empresa ou da ideia de negócio. O objetivo é conquistar o interesse de quem ouve, sejam estes eventuais parceiros ou potenciais investidores.

Meetup – Trata-se de um encontro informal entre empreendedores, programadores, presidente de empresa, etc, para troca de ideias.

Fonte: Diário de Notícias