Como inovar na sua empresa

Resolvemos problemas através da inovação.

Inovação: processo estruturado

Muito se fala hoje de empreendedorismo. Com a crise económica e financeira nos últimos anos e o crescimento do digital, muitos foram os novos negócios surgidos entretanto pela mão de empreendedores. Independentemente da sua área de formação ou do setor onde investem profissionalmente, o que todos os empreendedores de sucesso têm em comum é a prática sistémica da inovação.

Existem muitas definições ou interpretações do que é a inovação. Eu defendo, por exemplo, que se trata de uma função do empreendedorismo, quer seja numa empresa existente, numa organização de serviço público ou um qualquer novo negócio criado por um cidadão comum. O que têm em comum é sempre a criação de valor.

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HydrUStent, o dispositivo biodegradável que elimina a necessidade de uma nova cirurgia

 

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É de uma empresa portuguesa que vem a ideia de melhorar a vida dos doentes com pedras no rins e dos médicos que os tratam, com o HydrUStent, um dispositivo médico biodegradável destinado a reduzir os índices de infeção e acelerar os tratamentos associados a problemas urológicos. Problemas que obrigam à colocação de um stent e que exigem uma segunda intervenção para o retirar.

Os longos períodos de implantação aumentam o risco de infeção, situação que se torna ainda mais grave quando o stent é ‘esquecido’ no corpo, resultado, muitas vezes, da falta de disponibilidade do urologista e que pode mesmo resultar na perda do rim ou até, eventualmente, na morte do doente.

É aqui que entra o HydrUStent, um stent urológico biodegradável, antibacteriano, que elimina a necessidade de uma segunda cirurgia (qualquer coisa como menos um milhão de cirurgias por ano), evitando várias complicações e reduzindo o custo dos tratamentos.

Em entrevista ao site Dinheiro Vivo, um dos responsáveis pela empresa explica que o hidrogel é o material utilizado para construir estes dispositivos, capaz de se degradar “em duas semanas ou num mês”.

Tudo começou com um projeto de investigação na universidade do Minho, com ligação ao laboratório português 3B’s, (Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos). Em 2016 foram aprovadas as patentes, sendo o passo final, para o qual é necessário mais investimento, o fabrico em série dos cateteres e a validação da ideia em ensaios clínicos.

 

Fonte: https://hydrustent.com/#

Ideias Inovadoras precisam-se

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Chama-se “Elevator Pitch – IdeiasQueMarcam” e é uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal, que quer premiar projetos e ideias inovadoras. Para isso, oferece não só dinheiro, que serve para dar apoio ao arranque destes projetos, mas também formação, essencial para uma ideia que se quer bem-sucedida.

Não é uma estreia, mas a edição deste ano é diferente das anteriores. São, ao todo, dois os prémios a atribuir, o primeiro no valor de 6.000€, que contempla projetos de base tecnológica e digital em áreas como a indústria 4.0 e e-commerce, cibersegurança e economia de dados europeia, cidades inteligentes e tecnologias de rede, saúde e bem-estar, agricultura inteligente e economia circular, media e cultura digital, sociedade digital e sustentabilidade e a inteligência artificial.

A este junta-se outro, o prémio especial “Democracia Digital”, no valor de 4.000€, que visa destacar projetos de base tecnológica e digital, capazes de promover a capacitação cívica e a participação ativa dos cidadãos na vida democrática.

As candidaturas estão abertas até 25 de março e, entre os dias 6 e 16 também de março, serão realizadas seedcamps, ou seja, sessões compostas por esclarecimento sobre a preparação das candidaturas e formação e mentoria na conceção do modelo de negócio.

A agenda já está definida:

  • 6 de março – Scale Up Porto
  • 7 de março – Startup Braga
  • 8 de março – Instituto Empresarial do Tâmega, em Amarante
  • 14 de março – Universidade de Aveiro
  • 15 de março – Instituto Pedro Nunes, Coimbra
  • 16 de março – Parque de Ciência e Tecnologia, Évora

Depois, caberá ao júri a seleção dos 12 projetos finalistas, que terão acesso a várias ações de formação, nomeadamente ao Bootcamp, onde se pretendem abordar temas de gestão, fundamentais para a capacitação para o empreendedorismo; ao Coaching, que abordará os modelos de negócio e ao Pitch Review, oportunidade para as equipas apresentarem o seu projeto a um júri de feedback, que tem a seu cargo a missão de fazer uma crítica construtiva das apresentações, ajudando a melhorá-las antes das apresentações finais.

Mais informações em www.bolsadoempreendedorismo.pt

Inovação ao serviço dos invisuais: uma bengala, um smartphone e um sistema de visão artificial

 

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O uso de uma bengala não é novidade para os cegos. De resto, este é mesmo um dos equipamentos sem o qual não costumam passar. Mas a bengala que os investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveram não é igual às outras. É uma bengala eletrónica, desenvolvida de forma a estender a funcionalidade da bengala branca tradicional, adicionando novidades que permitem ao cego interagir com uma aplicação móvel (a aplicação de navegação) e, ao mesmo tempo, ajudar esta aplicação a localizar o utilizador.

O objetivo é, afirmam em comunicado, “aumentar a autonomia dos cegos ou de pessoas com visão reduzida, permitindo a sua inclusão num maior conjunto de atividades e melhorando a sua qualidade de vida”. É desta necessidade identificada que nasce um sistema composto por vários módulos de informação geográfica, visão artificial e a nova bengala, que vai começar a ser testada.  

Esta novidade, que João Barroso, investigador do INESC TEC e docente da UTAD, garante ter um custo “relativamente baixo se compararmos com outras bengalas para cegos que são muito mais limitadas nas suas funcionalidades”, inclui um punho (impressão 3D) que incorpora toda a eletrónica, um leitor de etiquetas de radiofrequência (RFID) e uma antena na ponta, que ajuda a estimar a localização do utilizador, um joystick de cinco direções para fazer o interface com a aplicação móvel, um emissor de sinais sonoros (beep), um atuador háptico (emissão de vibrações com várias durações e frequências), um transmissor Bluetooth (para comunicação com o smartphone) e uma bateria.

Uma ideia reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que lhe atribuiu o Prémio Inclusão e Literacia Digital 2015, no valor de 29 mil euros.

Falta a Portugal uma aposta concertada para a inovação

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Que Portugal é já um país de empreendedorismo não há dúvidas. E basta olhar para as notícias que, quase diariamente, dão conta da criação de uma nova empresa, do nascimento de uma nova ideia, de conceitos inovadores, de vontade para empreender. Mas isso pode não ser suficiente. Ou melhor, não é suficiente e a garantia é dada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que, através de um estudo feito a pedido do Governo, olhou para a ciência, inovação e ensino superior nacionais e confirmou a falta de uma estratégia concertada. Tradução disso mesmo são as “medidas inconsistentes” que, ainda de acordo com a mesma fonte, exigem uma solução.

Tendo em conta a falta desta estratégia harmonizada, os peritos da OCDE apontam como caminho a criação de uma Estratégia Nacional para o Conhecimento e a Inovação, que sirva de orientador para as três áreas já referidas: a ciência, a inovação e o ensino superior.

Este plano, que servirá de base para uma “nova geração” de programas operacionais de apoio à competitividade e ao “capital humano”, deverá ter como base uma maior sistematização dos apoios dados pelo Estado a projetos inovadores.

Fonte: Lusa

Acelerar a Inovação na Europa, um objetivo transformado em repto

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A ideia partiu do presidente francês, mas conquistou a atenção do comissário europeu Carlos Moedas, responsável pelas pastas da Investigação, Ciência e Inovação, que está já a trabalhar na criação de uma agência europeia para a inovação. Macron considera que a Europa está a perder esta corrida; Moedas concorda. E um estudo recente apresentou mesmo as recomendações essenciais para colocar o Velho Continente na proa da inovação.

São quatro os pilares. Todos juntos forma a palavra FAST, que os especialistas considera ser essencial para a Europa, ou seja, agir com rapidez e, também com rapidez, tornar-se o novo berço da inovação.

E tudo começa com o financiamento (Funding), requisito fundamental para as novas descobertas, sobretudo aquelas que estão mais associadas à tecnologia. E, de acordo com os especialistas, é o financiamento em larga escala que mais tem faltado na Europa.

Reconhecimento (Awareness) é a ação que se segue e que traduz a necessidade de atrair dos maiores investidores e colocá-los em contacto com os ecossistemas locais e dos diferentes setores.

Dimensão (Scale) é também o que a Europa precisa para competir a nível global com países como a China ou os Estados Unidos, evitando que start-ups europeias sejam obrigadas a deslocar-se para os países atrás.

O talento (Talent) existe e é dele que a Europa também precisa, de campeões da inovação que sirvam de modelo, porta-vozes de uma cultura de empreendimento que se quer estimular.

“A chave para o sucesso não reside na substituição de mercados privados, mas na remoção de falhas e lacunas do mercado e ecossistema de inovação europeu”, lê-se no documento, apresentado recentemente.

Fonte: Comissão Europeia

Livros que não devem faltar na biblioteca dos empreendedores

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Livros sobre inovação, empreendedorismo e temas afins há muitos. Tantos, que o difícil é escolher. É para facilitar a tarefa que deixamos esta lista, com muitas páginas interessantes de leitura, sugeridas por quem mais sabe sobre estes temas e cujos nomes dispensam apresentações.

  • Daymond John é conhecido por ser um dos júris do programa Shark Tank, tarefa que desempenha graças à experiência – e fortuna – que resulta do facto de ser o cofundador de um negócio no ramo dos têxteis, a multimilionária marca de roupa FUBU. E é ele que recomenda o livro Pense e Fique Rico, da autoria do jornalista Napoleon Hill, uma prosa que, segundo Daymond, lhe mudou a vida. O livro é o resultado de um trabalho de mais de 20 anos, ao longo dos quais Hill entrevistou 500 milionários para descobrir o que tinham em comum, partilhando depois a receita para a fama e fortuna.

 

  • Refinery29 é o título de uma revista online que em poucos anos passou de uma startup com quatro fundadores para um negócio de milhões. Piera Gelardi é uma dessas fundadoras e elege o livro Criatividade – Como vencer as forças que bloqueiam a inspiração, de Ed Catmull, como um dos seus preferidos, recomendando-o a todos os empreendedores. Um livro que conta a história da Pixar e identifica o que a tornou uma empresa de sucesso, receita que pode ser replicada em vários outro setores.

 

  • É um nome recorrente na lista dos mais ricos do mundo e é também conhecido por ser um ávido leitor. E é de Warren Buffet que vem a próxima sugestão de leitura: Sonho Grande, de Cristiane Correa, que relata a trajetória de três dos mais bem-sucedidos empresários brasileiros (Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira).

 

  • Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, chama a atenção para De Bom a Excelente, um livro da autoria de Jim Collins que, juntamente com uma equipa de investigadores, olhou de forma mais atenta para 1.435 empresas em busca do que as tornava verdadeiros sucessos. E depois partilhou uma lista dessas características.

 

  • De Zero a Um é o nome do livro sugerido por Elon Musk, um dos fundadores e CEO da Tesla Motors e da SpaceX. Neste livro, Peter Thiel e Blake Masters escrevem sobre a concorrência, que é uma das principais ameaças aos negócios dos empresários. E tentam perceber porque é que, ainda assim, continuam a criar-se empresas em áreas onde a concorrência é feroz.

 

  • Mark Zuckerberg, o ‘pai’ do Facebook, elege O Fim do Poder, de Moisés Naím, como sendo de leitura obrigatória. Nele, revela como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia.