Há uma empresa portuguesa em destaque na luta contras as infeções bacterianas

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O nome Bill Gates dispensa apresentações. Um dos homens mais ricos do mundo, Gates tem sido muito mais do que o fundador da Microsoft, tornando-se, através da fundação a que dá nome, juntamente com a mulher – a Fundação Bill & Melinda Gates -, um financiador de projetos na área social, da saúde, humanitária e por aí fora. É isso que significa, para a Immunethep, uma spin-off da Universidade do Porto nascida em 2014, o nome Gates. E isto porque o seu trabalho foi reconhecido pela fundação que preside, traduzido na atribuição de uma verba que ajuda a que a empresa possa continuar com os projetos que tem em mãos, que visam o combate às infeções bacterianas.

A abordagem é totalmente científica e é graças à ciência que, de resto, esta empresa da área da biotecnologia tem conseguido avanços importantes na área das imunoterapias antibacterianas, com o desenvolvimento de estratégias capazes de proteger vários grupos da população, dos mais aos menos jovens, deste tipo de infeções, que são das que mais matam em todo o mundo.

Desde 2015 que a Immunethep realiza ensaios pré-clínicos com uma vacina, a PNV1, que resulta dos avanços no conhecimento das bactérias, sobretudo as multirresistentes, e que permite a prevenção de infeções causadas por estes agentes.

Fonte: Universidade do Porto

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Conversas de saúde descomplicadas

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Na relação médico/doente, a comunicação é essencial. Mas há momentos em que esta deixa muito a desejar. Seja porque o especialista usa termos que o doente não conhece, porque este último está desatento e não retém as informações, ou simplesmente porque o ‘ruído’ presente na comunicação o impede. É para dar resposta a estes desafios que nasce a HealthTalks, uma aplicação desenvolvida por dois investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Porto, e que tem como objetivo ajudar os doentes e melhorar a informação referente à sua saúde.

“Relembrar as informações que o seu médico lhe deu e perceber melhor as suas condições médicas” são as duas grandes missões desta tecnologia nacional, cujas principais funcionalidades passam pela gravação do áudio de uma consulta médica, a transcrição da mesma para texto, para que mais tarde seja fácil recordar as recomendações médicas, a ‘tradução’ dos termos médicos, ajudando os doentes a perceber do que se trata, e a gestão e organização das consultas.

Funções que se transformam em vantagens, às quais se juntam a facilidade de ter toda a informação (as consultas, a informação pessoal de saúde, etc) concentrada num só sítio, ou seja, na aplicação, assim como a facilidade de pesquisa, uma vez que a cada consulta pode ser associado o nome do médico e a sua especialidade, o que torna mais simples identificá-la mais tarde.

A privacidade nunca é aqui esquecida, estando toda a informação armazenada apenas no dispositivo, impedindo o acesso por parte de terceiros. E também não se esquece a necessidade de facilitar o uso, para que esta possa ser uma aplicação adaptada a todo o tipo de utilizadores. Para isso, disponibiliza-se também um conjunto de definições que ajudam a desconstruir os termos usados pelos profissionais de saúde.

A aplicação, com versões em português e inglês, está ainda em fase de afinação, mas deverá chegar em breve ao mercado.

Fonte: HealthTalks

Oppala, equilíbrio 100% nacional

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O produto é 100% nacional, assim como a OneLove EcoSport, empresa que concebeu e que dá vida à prancha Oppala que, ao contrário de outras pranchas disponíveis no mercado, é usada para muito mais do que surf ou snowboard. Apostada no desenvolvimento de equipamentos desportivos e fisioterapêuticos ecológicos e artesanais através de processos de manufatura sustentáveis, com baixo impacto ambiental, a empresa recorre a materiais naturais e reciclados, como a madeira de agave ou a cortiça que é, de resto, a ‘rainha’ da prancha de equilíbrio Oppala, uma placa oval, feita à mão, que combina, como referem os seus criadores, “métodos de produção artesanais com uma tecnologia avançada”.  

E que tem múltiplos usos: pode ser usada para melhorar a aptidão física em desportos como o surf, longboard, skate ou patinagem, aumentando o desempenho e estabilidade de quem se arrisca nas atividades radicais; tem também vantagens na área do ioga ou pilates e em vários outros tipos de atividade de fitness, onde se pode tornar um acessório desafiante. Mas há mais. A prancha de equilíbrio Oppala auxilia no treino de equilíbrio, coordenação motora e concentração, pode servir como um jogo de divertimento para crianças e jovens, potenciando, ao mesmo tempo, divertimento e coordenação motora e consegue ajudar na prevenção e reabilitação de lesões musculares, articulações e ligamentos.

Feita em madeira, é revestida com cortiça que, para além de a tornar única na aparência, proporciona uma sensação de conforto e segurança a quem a usa, “devido às suas propriedades antiderrapantes, hipoalergénicas e de absorção de impactos”. À prancha junta-se um rolo, constituído por aglomerado de cortiça, aplicado pela primeira vez a pranchas de equilíbrio, que serve ainda para a realização de massagens.

Fonte: OneLove EcoSport

Diagnóstico da depressão à distância de um exame de sangue

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E se, para diagnosticar a depressão, não fosse preciso mais do que uma simples análise ao sangue? É esta a proposta de uma equipa do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (UP), que quer facilitar a vida a quem sofre com a doença e a quem tem que a diagnosticar.

Chama-se ‘MyRNA Depression Diagnostics’ e trata-se de “um kit para detetar e quantificar um painel específico de biomarcadores moleculares numa amostra de sangue, o que permite um diagnóstico quantitativo e uma melhor monitorização da doença”, explica ao site de notícias da UP Susana Santos, um dos elementos da equipa que está a trabalhar nesta inovação. Uma forma de dar mais facilmente nome a um problema que afeta milhares de portugueses e milhões de pessoas em todo o mundo, e que é possível graças à análise feita por um algoritmo, que fornece os resultados entre 24 a 48 horas após a colheita de sangue.

A ideia acabou mesmo por ser escolhida para participar no programa COHiTEC deste ano, uma iniciativa da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, que visa dar apoio na avaliação do potencial comercial das ideias e ajudar a transformá-las em produtos.

Fonte: Notícias Universidade do Porto

Fisioterapia em casa com SWORD Health

SWORD Arya, um sistema digital que permite acelerar a recuperação em processos de fisioterapia de doentes de AVC ou com problemas músculo-esqueléticos sem terem de sair de casa, o projeto apresentado pela startup SWORD Health.

Esta estrutura ‘user-friendly’ permite acelerar a recuperação destes doentes pelo próprio paciente ou cuidador sem sair de casa, é uma “abordagem revolucionária” que possibilita “avanços mais rápidos” e “uma redução de custos até cinco vezes”, através do acompanhamento online permanente e presencial, segundo diz a empresa em comunicado.

Com sensores de movimento, são digitalizados e registados todos os movimentos do doente, na sua frequência e amplitude, sendo estes transferidos para um tablet, o que permite assistir por um lado o doente na correção imediata do exercício e, por outro, dar indicações à equipa clínica sobre a evolução do tratamento e ajustar procedimentos.

Saiba mais aqui: Notícias ao Minuto

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Inovação no SNS

A partir de agora já pode saber o tempo de espera na urgência sem sequer sair de casa. Para isso basta aceder ao novo portal do SNS e assim tem acesso aos tempos de espera, conseguindo escolher o hospital ao qual se deve deslocar para esperar o menor tempo possível por uma consulta.

Esta nova ferramenta do Serviço Nacional de Saúde surge no seguimento de um despacho, que foi apresentado em meados de janeiro, o qual obriga a que se tornem públicos os tempos de espera de todos os serviços de urgência do país. Com esta nova mecânica é dada a hipótese ao utente de escolher o hospital com o menor tempo de espera para ser atendido o mais rapidamente possível.

Para além dos utentes, também os médicos de família conseguirão facilmente perceber para que hospital devem encaminhar os doentes, quer se trate de uma consulta de urgência, quer seja uma consulta de especialidade.

Os hospitais, que ainda não tenham esta funcionalidade ativa, terão que apresentar os tempos de espera nas urgências até dia 1 março, data limite fixada pela lei. Podem-se contar mais de 60 instituições abrangidas pela nova medida.

Este novo portal foi apresentando esta segunda-feira pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e está disponível no seguinte endereço: sns.gov.pt.

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Fonte: Notícia ao Minuto

Projetos portugueses dedicados a idosos destacados no fórum internacional de inovação

Dois projetos coordenados pelo investigador Jorge Dias, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), GrowMeUp e Social Robot estiveram em destaque no AAL Forum 2015, este evento reúne profissionais e cientistas que estejam envolvidos em projetos tecnológicos inovadores para apoiar idosos (Ambiente Assisted Living) e decorreu entre entre os dias 22 e 25 de Setembro na Bélgica.

O projeto GrowMeUp  foi desenvolvido com o objetivo de melhorar a qualidade de vidas de pessoas de terceira idade (acima dos 65 anos) que sofram de um ligeiro défice físico e /ou cognitivo, estimulando-as a serem independentes e a terem uma vida ativa. O sistema pretende auxiliar cidadãos que vivam sozinhos a encontrar nova motivação e estímulo na realização das suas tarefas diárias. O projeto está ainda a desenvolver um robot que irá chegar ao mercado, com um baixo custo, que vai detetando certas mudanças nos hábitos das pessoas ao longo do tempo.

O Social Robot já  é um projeto europeu que reúne em consórcio quatro parceiros de dois países da União Europeia: Portugal e Chipre. É financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Sétimo Programa-Quadro FP7, pelo Programa Pessoas – que apoia parcerias entre empresas e universidades (IAPP) –, este projeto quer dar uma resposta ao desafio da mudança demográfica, através do desenvolvimento de um sistema robótico integrado para fomentar o envelhecimento ativo.

Fonte: PTJornal