Uma casa ‘construída’ em 3 dias

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É um dos maiores e mais prestigiantes prémios de design mundiais. E, na edição deste ano do ‘Red Dot Design Award’, na categoria Habitat, a vencedora foi uma ideia portuguesa que simplifica o processo de construção de uma casa. A novidade chama-se Gomos Building System e é desenvolvida por um grupo de arquitetos do atelier Summary, uma startup que nasceu no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e que tem a seu cargo a tarefa de desconstruir a complexidade inerente à construção de uma habitação. E tudo graças a um sistema de módulos que, desde a caixilharia, isolamento, instalações de água ou eletricidade, deixam a fábrica completamente prontos, reduzindo os meses de construção a apenas três dias, o tempo necessário para a montagem no local escolhido, confirma o atelier.

Os módulos, de cimento, são combinados e adaptados consoante a necessidade dos clientes, sejam estas de espaços maiores ou mais pequenos. A estas vantagens junta-se outra: a atenção dada à eficiência energética, com uma aposta em soluções mais económica no que diz respeito ao isolamento, iluminação ou ventilação.

Depois de, em 2016, ter sido convidada a integrar a exposição principal da Bienal de Arquitetura de Veneza, a inovação ‘made in Portugal’ volta a merecer destaque, desta feita com um prémio oriundo de Singapura, onde vai estar em exposição, disponível para visita, no Red Dot Museum.

Fonte: Atelier Summary

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Tornar os aeroportos mais agradáveis: um desafio que vale um ‘pitch’ na Web Summit

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Mais do que infraestruturas, os aeroportos devem ser espaços agradáveis, capazes de satisfazer necessidades tão diferentes como as pessoas que por eles passam, sejam estas passageiros ou funcionários. É pelo menos esse um dos desejos da VINCI Airports, o grupo francês que faz a gestão de vários aeroportos, entre os quais os detidos pela ANA, transformado em desafio que vai além-fronteiras. No VINCI Airports ‘Challenge convidam-se as startups, portuguesas e internacionais, a criar iniciativas inovadoras, tecnologias ou conceitos capazes de dar resposta a esse objetivo, ou seja, tornar mais agradável a experiência dos clientes.

Desenvolvido e lançado no âmbito da Web Summit, que vai trazer a Lisboa milhares de pessoas entre os dias 6 e 9 de novembro, o concurso encontra-se atualmente na fase da recolha de candidaturas, que vão estar abertas até 31 de outubro. Entre os dias 1 e 5 de novembro, um júri internacional, composto por especialistas da VINCI Airports, vai escolher as melhores ideias, que vão ter direito a um ‘pitch’ e a dizer de sua justiça na Web Summit. A eleição do grande vencedor está marcada para o dia 9 de novembro.

Quanto ao prémio, para além de uma dotação de cinco mil euros, será ainda a oportunidade de participar no acelerador de empresas da VINCI e desenvolver a sua ideia, que será depois testada num dos aeroportos do grupo.

Fonte: VINCI Airports

A inovação como motor de desenvolvimento

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A revolução tecnológica e os novos modelos de negócios nunca ameaçaram tanto as grandes organizações. Por outro lado, nunca foi tão fácil como hoje desenvolver um novo negócio. É por isso crucial que as empresas antecipem cenários, respondam eficazmente e adaptem-se de forma eficaz. A inovação tem aqui um papel preponderante.

No seio de uma empresa ou organização a inovação pode ser executada segundo três modelos. Um primeiro é a inovação ser desenvolvida como articulador da própria inovação, onde esta área suporta as de negócio (BU’s) através da incorporação de metodologias, ferramentas e práticas para que a inovação aconteça efetivamente. Depois existe também a inovação como executor de projetos em que esta através de uma equipa e budget próprios chama a si a responsabilidade da execução dos projetos, deixando as BU’s num papel secundário. Por fim, um terceiro modelo é um mix dos anteriores. Isto exige à partida uma clara definição de papéis no que compete à área da inovação e aos BU’s. Por norma os primeiros encarregam-se de implementar as iniciativas de inovação radical, e os segundos a inovação de natureza incremental.

Independentemente do modelo a seguir, todos eles válidos se estiverem bem claros e forem executados com rigor, a inovação tem maior probabilidade de sucesso se existirem os seguintes pressupostos:

» Conhecimento de como inovar;

» Existir uma estrutura adaptada para cada estratégia/empresa;

» Terem um alvo para inovar;

» Envolvimento de todos os colaboradores;

» Abertura para colaborar com pessoas e organizações externas à empresa;

» Tempo alocado para os processos de inovação, tal como qualquer outra tarefa;

» Cultura de risco na empresa para que os colaboradores saiam da sua zona de conforto e não tenham medo de errar.

Se é líder de uma empresa e não está a atingir os resultados que ambiciona, é importante que tenha em conta o que aqui transmiti de forma resumida. Não “empurre com a barriga” os problemas e as questões prementes para o evoluir da sua organização. A solução poderá estar muito provavelmente na inovação.

O empreendedorismo não é um exclusivo das grandes cidades

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O empreendedorismo não tem nem deve ser uma tendência exclusiva às maiores cidades do país. Infelizmente, é o que se tem vindo a assumir: o público associa o empreendedorismo a Lisboa, Porto, e talvez Braga.” O alerta é feito por Francisco Costa Leite, empreendedor e fundador do TheNetwork, uma iniciativa que juntou o tecido industrial e as startups num concelho que costuma estar arredado da ribalta, pelo menos quando o tema é empreendedorismo: São João da Madeira.

Segundo este jovem empreendedor, há tendência para esquecer que “quem concebe e desenvolve as ideias que originam grandes negócios são as pessoas, não o local onde elas nasceram. O que faz o empreendedorismo são as pessoas que investem o seu tempo e dinheiro, que arriscam com uma atitude extremamente otimista, porque o seu sucesso apenas depende da sua capacidade de superação e força de vontade”.

É por isso que, numa crónica publicada no Jornal Económico, defende a descentralização do empreendedorismo e inovação, que até já existe, mas que precisa de ser reconhecida, assim como a certeza de que muitos outros locais, que não as grandes capitais, “têm tanta ou mais inovação, uma capacidade de receber melhor, impactar mais e, inclusive, sediar mais atenções pela diferenciação”. “Hoje em dia, preferimos falar de tendências com mais sex-appeal, falamos menos de produtos e mais de tecnologias – medtech, fintech, agrotech e afins. Mas aquilo que leva uma startup a tornar-se uma Google e um negócio familiar num líder do seu mercado são, em grande parte, as mesmas capacidades, e são as mesmas capacidades de sempre”, acrescenta.

Um texto para ler e refletir.

Fonte: Jornal Económico

A tecnologia ao serviço de uma pesca mais sustentável… e rentável

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“Melhorar a transparência da indústria da pesca através de tecnologias digitais.” O desejo, transformado em missão, é da BitCliq, uma startup nacional que conseguiu, graças ao seu trabalho, conquistar um dos 40 lugares na final da competição mundial ‘Fish 2.0 2017’, um concurso que liga empresas do setor das pescas a investidores, tornando mais sustentável o crescimento deste setor.

A empresa lusa levou a concurso o ‘Big Eye – Smart Fishing’, uma ferramenta que faz a gestão de frotas de pesca em tempo real, graças a um software e um hardware que “apresenta todas as atividades de viagens de pesca e atividades em terra”.

São as novas tecnologias ao serviço de um setor tradicional, que se quer mais moderno e capaz de dar resposta aos desafios atuais. Com esta plataforma, é possível ter acesso a “todos os indicadores de performance, painéis, fontes de dados e relatórios consolidados”, que dão informações sobre as operações da frota, como o peixe a bordo, o custo por tonelada, incidentes da tripulação, posição da frota, entre muitas outras. A tudo isto junta ainda a possibilidade de “garantir a sustentabilidade do peixe através da rastreabilidade digital do Prato até ao Mar”. Ou seja, fornece ao consumidor informação “desde a primeira milha, incentivando-o à realização de comentários e classificações”.

A grande final da competição realiza-se a 7 e 8 de novembro, na Califórnia, EUA, dias durante os quais a BitCliq vai poder apresentar-se, e mostrar o que vale, perante um painel de jurados e um grupo de investidores.

Fonte: BitCliq

ANJE oferece sessões de coaching e prémio de cinco mil euros

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Chamam-se “Fix, Test & Flip to the Market” e não mais são do que sessões de coaching dirigidas a que tem uma ideia de negócio mas não dispõe das ferramentas que permitem passar da teoria à prática. Ao longo de 200 horas, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) oferece estas sessões, já a partir de dia 4 de setembro, na sua sede nacional, no Porto. E o melhor de tudo é que são gratuitas, bastando apenas uma inscrição prévia.

Inseridas no âmbito do projeto RESTARTUP, desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto e a TecMinho e financiadas pelo Portugal 2020, as sessões são “orientadas para o desenvolvimento de competências estratégicas e empreendedoras” e não só fornecem competências essenciais para quem quer tornar-se um empreendedor, como dão a possibilidade a quem nelas participa de conquistar cinco mil euros de um prémio de instalação, atribuído aos dez projetos que revelem os melhores índices de performance no decorrer da formação e que tenham como objetivo a criação de uma empresa.

Do programa fazem parte sessões como Avaliação do Mercado, Técnicas de Pitch e preparação do pitch ou Análise da Envolvente, podendo os participantes, ao longo das 200 horas de coaching, contactar com mentores e “oradores com provas dadas em diferentes setores de mercado”.

Fonte: ANJE

Incubadora abre portas em Nova Iorque de olhos postos nas startups europeias

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Chama-se B.New York e é uma incubadora de olhos postos em startups e empresas de tecnologia. Até aqui, nada de novo em relação a tantas outras incubadoras que por aí existem. Mas esta é diferente: primeiro, porque se encontra localizada em Brooklyn, na cidade norte-americana de Nova Iorque; e depois, porque oferece uma oportunidade para as empresas europeias, uma vez que é para startups e scale-ups internacionais que abre agora as suas portas, adicionando aos serviços normalmente disponibilizados vários outros (legais, de contabilidade e atribuição de vistos).

Um centro que, tal como se pode ler no site do projeto, “combina elementos de um espaço de co-working, incubadora, acelerador, escola e centro comunitário, visando empresas que estão a crescer dinamicamente e a expandir-se em todos os continentes”. Isto apesar de o foco principal serem as empresas europeias com desejo de entrar no mercado dos EUA e vice-versa.

O projeto resulta de uma parceria entre o NYC Economic Development Corporation e a B. Amsterdam, uma das mais bem-sucedidas incubadoras europeias, tendo sido atribuídos subsídios pelo governo holandês.

Fonte: B. Building Business