HydrUStent, o dispositivo biodegradável que elimina a necessidade de uma nova cirurgia

 

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É de uma empresa portuguesa que vem a ideia de melhorar a vida dos doentes com pedras no rins e dos médicos que os tratam, com o HydrUStent, um dispositivo médico biodegradável destinado a reduzir os índices de infeção e acelerar os tratamentos associados a problemas urológicos. Problemas que obrigam à colocação de um stent e que exigem uma segunda intervenção para o retirar.

Os longos períodos de implantação aumentam o risco de infeção, situação que se torna ainda mais grave quando o stent é ‘esquecido’ no corpo, resultado, muitas vezes, da falta de disponibilidade do urologista e que pode mesmo resultar na perda do rim ou até, eventualmente, na morte do doente.

É aqui que entra o HydrUStent, um stent urológico biodegradável, antibacteriano, que elimina a necessidade de uma segunda cirurgia (qualquer coisa como menos um milhão de cirurgias por ano), evitando várias complicações e reduzindo o custo dos tratamentos.

Em entrevista ao site Dinheiro Vivo, um dos responsáveis pela empresa explica que o hidrogel é o material utilizado para construir estes dispositivos, capaz de se degradar “em duas semanas ou num mês”.

Tudo começou com um projeto de investigação na universidade do Minho, com ligação ao laboratório português 3B’s, (Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos). Em 2016 foram aprovadas as patentes, sendo o passo final, para o qual é necessário mais investimento, o fabrico em série dos cateteres e a validação da ideia em ensaios clínicos.

 

Fonte: https://hydrustent.com/#

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Inovação ao serviço dos invisuais: uma bengala, um smartphone e um sistema de visão artificial

 

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O uso de uma bengala não é novidade para os cegos. De resto, este é mesmo um dos equipamentos sem o qual não costumam passar. Mas a bengala que os investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveram não é igual às outras. É uma bengala eletrónica, desenvolvida de forma a estender a funcionalidade da bengala branca tradicional, adicionando novidades que permitem ao cego interagir com uma aplicação móvel (a aplicação de navegação) e, ao mesmo tempo, ajudar esta aplicação a localizar o utilizador.

O objetivo é, afirmam em comunicado, “aumentar a autonomia dos cegos ou de pessoas com visão reduzida, permitindo a sua inclusão num maior conjunto de atividades e melhorando a sua qualidade de vida”. É desta necessidade identificada que nasce um sistema composto por vários módulos de informação geográfica, visão artificial e a nova bengala, que vai começar a ser testada.  

Esta novidade, que João Barroso, investigador do INESC TEC e docente da UTAD, garante ter um custo “relativamente baixo se compararmos com outras bengalas para cegos que são muito mais limitadas nas suas funcionalidades”, inclui um punho (impressão 3D) que incorpora toda a eletrónica, um leitor de etiquetas de radiofrequência (RFID) e uma antena na ponta, que ajuda a estimar a localização do utilizador, um joystick de cinco direções para fazer o interface com a aplicação móvel, um emissor de sinais sonoros (beep), um atuador háptico (emissão de vibrações com várias durações e frequências), um transmissor Bluetooth (para comunicação com o smartphone) e uma bateria.

Uma ideia reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que lhe atribuiu o Prémio Inclusão e Literacia Digital 2015, no valor de 29 mil euros.

Falta a Portugal uma aposta concertada para a inovação

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Que Portugal é já um país de empreendedorismo não há dúvidas. E basta olhar para as notícias que, quase diariamente, dão conta da criação de uma nova empresa, do nascimento de uma nova ideia, de conceitos inovadores, de vontade para empreender. Mas isso pode não ser suficiente. Ou melhor, não é suficiente e a garantia é dada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que, através de um estudo feito a pedido do Governo, olhou para a ciência, inovação e ensino superior nacionais e confirmou a falta de uma estratégia concertada. Tradução disso mesmo são as “medidas inconsistentes” que, ainda de acordo com a mesma fonte, exigem uma solução.

Tendo em conta a falta desta estratégia harmonizada, os peritos da OCDE apontam como caminho a criação de uma Estratégia Nacional para o Conhecimento e a Inovação, que sirva de orientador para as três áreas já referidas: a ciência, a inovação e o ensino superior.

Este plano, que servirá de base para uma “nova geração” de programas operacionais de apoio à competitividade e ao “capital humano”, deverá ter como base uma maior sistematização dos apoios dados pelo Estado a projetos inovadores.

Fonte: Lusa

Uma ‘app’ para praxantes e praxados

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A praxe académica é um clássico, que as críticas mais recentes colocaram na ribalta. As notícias de abusos e humilhações aos jovens caloiros tornaram esta tradição um tema de debate que divide a sociedade: de um lado os que a defendem, do outro os que a gostariam de ver substituída por outro tipo de rituais de iniciação que não pusessem em causa a dignidade daqueles a quem são dirigidos. É neste contexto que nasce a Dura Praxis, uma aplicação disponível para Android, criada por estudantes nacionais com o desejo de evidenciar aquilo que a define, pelo menos na sua génese – um momento de integração dos jovens alunos.

Garantir a continuidade da tradição académica é outro dos desejos de um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra que, no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e de Inovação, lançaram mãos à obra. Foi assim que nasceu a Dura Praxis, que dispõem de diferentes funcionalidades, como o acesso rápido a informação essencial para diferentes estatutos na Praxe, procurando contrariar o facto de o Código da Praxe ser extenso e muitas vezes ignorado.

A transmissão da informação relativa aos dias em que pode haver Praxe, assim como a denúncia de más práticas ao Conselho de Veteranos são outras das vertentes disponíveis nesta aplicação que, segundo os seus criadores, “facilitará a entrada de novos membros interessados nesta tradição e permitirá aprimorar velhos conhecimentos daqueles que já a praticam”. Pelo menos na Universidade de Coimbra.

Mais informações aqui e aqui.

Cascais testa sistema inovador de prevenção de incêndios

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A cicatriz continua aberta, não só porque a investigação às causas dos incêndios que fizeram mais de cem mortos em Portugal este ano, consumindo milhares e milhares de hectares de área verde, ainda não foi concluída, mas também porque a recuperação é um processo que se avizinha longo. Para evitar outras cicatrizes e porque a prevenção tem que ser aqui a palavra de ordem, entra em cena o projeto Smart-Forest, uma ideia nacional, que já passou do papel para o terreno.

A ideia é, lê-se no site da iniciativa, “desenvolver aplicações para proprietários de parques florestais, que fazem a monitorização em tempo real das suas propriedades. Através de uma rede de sensores de baixo custo, pretendemos antecipar as condições ambientais favoráveis à ocorrência de incêndios e detetá-los no início”. A isto juntam outro objetivo: melhorar o tempo de resposta do dispositivo de combate aos incêndios, conseguido através dos alertas gerados pelo sistema.

Uma ideia que se encontra a ser testada na Quinta do Pisão, em Cascais. “O projeto-piloto visa a prevenção de fogos florestais através da utilização de sensores que recolhem dados para criar alertas em caso de risco de incêndio, uma nova monitorização que permite alertas aos tradicionais agentes envolvidos na prevenção e combate aos fogos florestais”, explica a autarquia, que confirma a instalação de cinco sensores na Quinta do Pisão, que proporcionam a recolha de informação, como os níveis de dióxido de carbono, humidade, força e direção do vento. “Os dados são instantaneamente transmitidos pela rede móvel para um portal que analisa e interpreta essas informações através de sistemas de inteligência artificial, desencadeando avisos em caso de ameaça de risco iminente de incêndio.”

Fonte: Câmara de Cascais e Smart-Forest

VEEDEEO GURU: serviços à distância de um clique

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Seja contratar um explicador para o filho, encontrar aconselhamento jurídico ou ter uma consulta de nutrição, tudo e isto e mais está disponível numa plataforma portuguesa online que junta os prestadores de diferentes serviços a quem os procura. Chama-se VEEDEEO GURU e apresenta-se como “a maior montra de profissionais online de Portugal”, tendo como missão “fornecer aos consumidores a possibilidade de recorrer aos serviços de profissionais de qualquer área e de todo o país, sem sair do conforto do sofá”. Como? A resposta é simples: todas as consultas, aulas ou sessões de esclarecimento são feitas através de videochamada, do PC ou smartphone, o que permite, assegura a plataforma, “poupar tempo e dinheiro em deslocações e filas de espera”.

Para os clientes, basta que acedam a www.veedeeo.guru, pesquisem os serviços desejados, escolham o profissional e agendem as sessões.

Ganham os consumidores, mas ganham também os diferentes prestadores, que vão de explicadores a psicólogos, passando por nutricionistas ou personal coaches, para quem a VEEDEEO GURU “funciona como uma sala de reunião virtual que podem utilizar sempre que um cliente preferir ter uma consulta ou aula à distância”.  

A VEEDEEO GURO é, explica em comunicado Carlos Tavares, responsável pelo projeto “como um centro comercial online com várias lojas, ou mercados. Há mercados de explicadores, psicólogos, terapeutas holísticos, professores de línguas, advogados, etc.”. As sessões de videochamada são realizadas mediante pagamento prévio, mas o cliente tem a garantia de devolução caso o profissional falhe o compromisso. “Já estava na altura de existir uma plataforma deste género, facilitadora de negócios entre profissionais e cliente final, que funcionasse como uma extensão virtual do escritório do profissional”.

A plataforma foi lançada em Portugal em novembro de 2017 e conta já com mais de uma centena de profissionais inscritos, estando previsto o lançamento no Brasil no início de 2018.

Fonte: VEEDEEO GURU

A inovação como motor de desenvolvimento

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A revolução tecnológica e os novos modelos de negócios nunca ameaçaram tanto as grandes organizações. Por outro lado, nunca foi tão fácil como hoje desenvolver um novo negócio. É por isso crucial que as empresas antecipem cenários, respondam eficazmente e adaptem-se de forma eficaz. A inovação tem aqui um papel preponderante.

No seio de uma empresa ou organização a inovação pode ser executada segundo três modelos. Um primeiro é a inovação ser desenvolvida como articulador da própria inovação, onde esta área suporta as de negócio (BU’s) através da incorporação de metodologias, ferramentas e práticas para que a inovação aconteça efetivamente. Depois existe também a inovação como executor de projetos em que esta através de uma equipa e budget próprios chama a si a responsabilidade da execução dos projetos, deixando as BU’s num papel secundário. Por fim, um terceiro modelo é um mix dos anteriores. Isto exige à partida uma clara definição de papéis no que compete à área da inovação e aos BU’s. Por norma os primeiros encarregam-se de implementar as iniciativas de inovação radical, e os segundos a inovação de natureza incremental.

Independentemente do modelo a seguir, todos eles válidos se estiverem bem claros e forem executados com rigor, a inovação tem maior probabilidade de sucesso se existirem os seguintes pressupostos:

» Conhecimento de como inovar;

» Existir uma estrutura adaptada para cada estratégia/empresa;

» Terem um alvo para inovar;

» Envolvimento de todos os colaboradores;

» Abertura para colaborar com pessoas e organizações externas à empresa;

» Tempo alocado para os processos de inovação, tal como qualquer outra tarefa;

» Cultura de risco na empresa para que os colaboradores saiam da sua zona de conforto e não tenham medo de errar.

Se é líder de uma empresa e não está a atingir os resultados que ambiciona, é importante que tenha em conta o que aqui transmiti de forma resumida. Não “empurre com a barriga” os problemas e as questões prementes para o evoluir da sua organização. A solução poderá estar muito provavelmente na inovação.