A inovação como motor de desenvolvimento

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A revolução tecnológica e os novos modelos de negócios nunca ameaçaram tanto as grandes organizações. Por outro lado, nunca foi tão fácil como hoje desenvolver um novo negócio. É por isso crucial que as empresas antecipem cenários, respondam eficazmente e adaptem-se de forma eficaz. A inovação tem aqui um papel preponderante.

No seio de uma empresa ou organização a inovação pode ser executada segundo três modelos. Um primeiro é a inovação ser desenvolvida como articulador da própria inovação, onde esta área suporta as de negócio (BU’s) através da incorporação de metodologias, ferramentas e práticas para que a inovação aconteça efetivamente. Depois existe também a inovação como executor de projetos em que esta através de uma equipa e budget próprios chama a si a responsabilidade da execução dos projetos, deixando as BU’s num papel secundário. Por fim, um terceiro modelo é um mix dos anteriores. Isto exige à partida uma clara definição de papéis no que compete à área da inovação e aos BU’s. Por norma os primeiros encarregam-se de implementar as iniciativas de inovação radical, e os segundos a inovação de natureza incremental.

Independentemente do modelo a seguir, todos eles válidos se estiverem bem claros e forem executados com rigor, a inovação tem maior probabilidade de sucesso se existirem os seguintes pressupostos:

» Conhecimento de como inovar;

» Existir uma estrutura adaptada para cada estratégia/empresa;

» Terem um alvo para inovar;

» Envolvimento de todos os colaboradores;

» Abertura para colaborar com pessoas e organizações externas à empresa;

» Tempo alocado para os processos de inovação, tal como qualquer outra tarefa;

» Cultura de risco na empresa para que os colaboradores saiam da sua zona de conforto e não tenham medo de errar.

Se é líder de uma empresa e não está a atingir os resultados que ambiciona, é importante que tenha em conta o que aqui transmiti de forma resumida. Não “empurre com a barriga” os problemas e as questões prementes para o evoluir da sua organização. A solução poderá estar muito provavelmente na inovação.

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Empresa de Coimbra cria robots para tarefas de vigilância

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E se, de repente, encontrasse um robot a fazer a vigilância de uma loja, de um museu ou um centro comercial? Qual seria a sua reação? Embora pareça o cenário de um filme futurista, esta é uma ideia que ganha forma e que pode estar bem mais próximo da realidade graças ao trabalho de uma startup de engenharia de Coimbra, que até já apresentou o primeiro protótipo, no âmbito do Projeto STOP – Seguranças robóTicos coOPerativos. O objetivo é, explica a empresa, “dar um contributo para aumentar a aceitação das tecnologias de robótica móvel na área de serviços, focando-se na instalação de equipas de robots móveis em grandes espaços interiores frequentados por pessoas (ex., lojas de grande dimensão, áreas comuns de centros comerciais, escritórios e serviços, museus, etc.) para executarem autonomamente missões de patrulhamento e vigilância”.

Unidos os esforços, uma empresa (a Ingeniarius) e duas entidades do sistema científico (CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro e o Instituto de Sistemas e Robótica, da Universidade de Coimbra) lançaram mãos à obra e criaram máquinas capazes de realizar trabalhos até aqui levados apenas a cabo pelos humanos.

E isto porque, defendem, o uso de robots em algumas áreas “permite reduzir a exposição humanas em tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, que nalguns cenários acarretam risco para a saúde humana”, como é o caso do patrulhamento de superfícies ou instalações com atmosfera tóxica, explosiva ou radioativa.

Fonte: Ingeniarius, CTVC e ISR-UC

O empreendedorismo não é um exclusivo das grandes cidades

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O empreendedorismo não tem nem deve ser uma tendência exclusiva às maiores cidades do país. Infelizmente, é o que se tem vindo a assumir: o público associa o empreendedorismo a Lisboa, Porto, e talvez Braga.” O alerta é feito por Francisco Costa Leite, empreendedor e fundador do TheNetwork, uma iniciativa que juntou o tecido industrial e as startups num concelho que costuma estar arredado da ribalta, pelo menos quando o tema é empreendedorismo: São João da Madeira.

Segundo este jovem empreendedor, há tendência para esquecer que “quem concebe e desenvolve as ideias que originam grandes negócios são as pessoas, não o local onde elas nasceram. O que faz o empreendedorismo são as pessoas que investem o seu tempo e dinheiro, que arriscam com uma atitude extremamente otimista, porque o seu sucesso apenas depende da sua capacidade de superação e força de vontade”.

É por isso que, numa crónica publicada no Jornal Económico, defende a descentralização do empreendedorismo e inovação, que até já existe, mas que precisa de ser reconhecida, assim como a certeza de que muitos outros locais, que não as grandes capitais, “têm tanta ou mais inovação, uma capacidade de receber melhor, impactar mais e, inclusive, sediar mais atenções pela diferenciação”. “Hoje em dia, preferimos falar de tendências com mais sex-appeal, falamos menos de produtos e mais de tecnologias – medtech, fintech, agrotech e afins. Mas aquilo que leva uma startup a tornar-se uma Google e um negócio familiar num líder do seu mercado são, em grande parte, as mesmas capacidades, e são as mesmas capacidades de sempre”, acrescenta.

Um texto para ler e refletir.

Fonte: Jornal Económico

A tecnologia ao serviço de uma pesca mais sustentável… e rentável

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“Melhorar a transparência da indústria da pesca através de tecnologias digitais.” O desejo, transformado em missão, é da BitCliq, uma startup nacional que conseguiu, graças ao seu trabalho, conquistar um dos 40 lugares na final da competição mundial ‘Fish 2.0 2017’, um concurso que liga empresas do setor das pescas a investidores, tornando mais sustentável o crescimento deste setor.

A empresa lusa levou a concurso o ‘Big Eye – Smart Fishing’, uma ferramenta que faz a gestão de frotas de pesca em tempo real, graças a um software e um hardware que “apresenta todas as atividades de viagens de pesca e atividades em terra”.

São as novas tecnologias ao serviço de um setor tradicional, que se quer mais moderno e capaz de dar resposta aos desafios atuais. Com esta plataforma, é possível ter acesso a “todos os indicadores de performance, painéis, fontes de dados e relatórios consolidados”, que dão informações sobre as operações da frota, como o peixe a bordo, o custo por tonelada, incidentes da tripulação, posição da frota, entre muitas outras. A tudo isto junta ainda a possibilidade de “garantir a sustentabilidade do peixe através da rastreabilidade digital do Prato até ao Mar”. Ou seja, fornece ao consumidor informação “desde a primeira milha, incentivando-o à realização de comentários e classificações”.

A grande final da competição realiza-se a 7 e 8 de novembro, na Califórnia, EUA, dias durante os quais a BitCliq vai poder apresentar-se, e mostrar o que vale, perante um painel de jurados e um grupo de investidores.

Fonte: BitCliq

Como a Inteligência Artificial pode mudar o mundo das compras

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No Encontro Português de Inteligência Artificial (EPIA), que decorreu no Porto, foram apresentadas várias ideias. E vários projetos. A Shelf.AI foi um deles, mais uma ideia nacional que se define como “uma plataforma inovadora de vendas e comunicação”, que pretende facilitar e tornar mais rápida a relação entre os retalhistas online e os consumidores.

Para estes últimos, fazer compras torna-se ainda mais fácil, à distância de apenas um clique; a inteligência artificial torna possível, para quem vende, conhecer os clientes, os seus hábitos, as suas preferências (seja de produtos ou marcas) e as suas necessidades, e com estes manter uma linha de comunicação e gestão das suas despensas, através das aplicações Amazon Alexa, Google, Home, Microsoft Cortana ou Facebook Messenger. Ou seja, permite que os retalhistas online melhorem as suas vendas, personalizando a experiência de compra dos clientes. E aumentando os lucros.

Selecionada, de entre centenas, para um financiamento na última ronda do programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia, a Shelf.AI foi também escolhida para o Global Startup Program da Universidade do Texas, Estados Unidos. Trata-se de um programa de aceleração, que tem como objetivo ajudar as empresas portuguesas a aceder ao mercado norte-americano e ao capital de risco nele existente. Tratou-se de uma semana de orientação e trabalho, que culminou com a criação de uma filial por terras do Tio Sam.

Fonte: Shelf.AI

Ivaware, porque nem todos temos que ser especialistas em contabilidade

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É, como descreve no site onde se apresenta, “uma aplicação móvel para trabalhadores independentes com regime de IVA simplificado”. E é no Observador, para onde deu uma entrevista, que o seu criador explica que a aplicação Ivaware surgiu de uma necessidade do próprio que, enquanto trabalhador independente, tinha que lidar com contas e mais contas, papéis e formulários, prazos e afins, associados ao pagamento do IVA.

Sem contabilidade organizada, como de resto muitos dos profissionais liberais que trabalham em regime de freelancer, o controlo das despesas e das receitas, assim como do valor do imposto, era feito numa folha de papel, muitas vezes em cima do joelho e dos prazos, que não se compadecem com as dificuldades de quem, não sendo especialista em contabilidade, tem de passar a saber tudo sobre impostos para poder cumprir as suas obrigações.

Foi este o contexto para a criação de uma aplicação, por enquanto disponível apenas para Android, mas que em breve espera chegar ao iOS, onde se podem inserir todas as despesas e saber qual o valor da dedução do IVA correspondente. Entre as suas funcionalidades contam-se a separação das despesas em três categorias, o acesso rápido e fácil a resumos e gráficos, a proteção dos dados armazenados e a possibilidade de exportação dos mesmos para um ficheiro EXCEL, em caso de necessidade. Disponível gratuitamente na versão Business, a ‘app’ é paga na versão Premium (€1,99).

Fontes: Ivaware e Observador

Didimo vence concurso internacional Women Startup Challenge

A Didimo, startup liderada por Verónica Orvalho, ficou em primeiro lugar na competição internacional Women Startup Challenge VR and AI.

Esta startup, nascida na Universidade do Porto,  desenvolveu uma tecnologia que permite criar personagens virtuais 3D (avatares) a partir de uma fotografia tirada com um telemóvel. Esta tecnologia permite a cada pessoa ter a sua identidade virtual e pode ser usada no cinema, jogos de vídeo, mas também na medicina, desporto ou retalho.

O concurso, promovido pela organização norte-americana Women Who Tech, com a parceria de Craig Newmark, fundador da Craiglist (rede de comunidades online que disponibiliza classificados e fóruns locais para empregos, vendas, relações, serviços), teve como alvo projetos disruptivos desenvolvidos por mulheres, nas áreas da realidade virtual e inteligência artificial.

A Didimo foi única finalista portuguesa na competição e voltou para casa com um prémio no valor de 50 mil dólares (cerca de 47 mil euros).

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Fonte: Observador