Uma ‘app’ para praxantes e praxados

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A praxe académica é um clássico, que as críticas mais recentes colocaram na ribalta. As notícias de abusos e humilhações aos jovens caloiros tornaram esta tradição um tema de debate que divide a sociedade: de um lado os que a defendem, do outro os que a gostariam de ver substituída por outro tipo de rituais de iniciação que não pusessem em causa a dignidade daqueles a quem são dirigidos. É neste contexto que nasce a Dura Praxis, uma aplicação disponível para Android, criada por estudantes nacionais com o desejo de evidenciar aquilo que a define, pelo menos na sua génese – um momento de integração dos jovens alunos.

Garantir a continuidade da tradição académica é outro dos desejos de um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra que, no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e de Inovação, lançaram mãos à obra. Foi assim que nasceu a Dura Praxis, que dispõem de diferentes funcionalidades, como o acesso rápido a informação essencial para diferentes estatutos na Praxe, procurando contrariar o facto de o Código da Praxe ser extenso e muitas vezes ignorado.

A transmissão da informação relativa aos dias em que pode haver Praxe, assim como a denúncia de más práticas ao Conselho de Veteranos são outras das vertentes disponíveis nesta aplicação que, segundo os seus criadores, “facilitará a entrada de novos membros interessados nesta tradição e permitirá aprimorar velhos conhecimentos daqueles que já a praticam”. Pelo menos na Universidade de Coimbra.

Mais informações aqui e aqui.

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Cascais testa sistema inovador de prevenção de incêndios

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A cicatriz continua aberta, não só porque a investigação às causas dos incêndios que fizeram mais de cem mortos em Portugal este ano, consumindo milhares e milhares de hectares de área verde, ainda não foi concluída, mas também porque a recuperação é um processo que se avizinha longo. Para evitar outras cicatrizes e porque a prevenção tem que ser aqui a palavra de ordem, entra em cena o projeto Smart-Forest, uma ideia nacional, que já passou do papel para o terreno.

A ideia é, lê-se no site da iniciativa, “desenvolver aplicações para proprietários de parques florestais, que fazem a monitorização em tempo real das suas propriedades. Através de uma rede de sensores de baixo custo, pretendemos antecipar as condições ambientais favoráveis à ocorrência de incêndios e detetá-los no início”. A isto juntam outro objetivo: melhorar o tempo de resposta do dispositivo de combate aos incêndios, conseguido através dos alertas gerados pelo sistema.

Uma ideia que se encontra a ser testada na Quinta do Pisão, em Cascais. “O projeto-piloto visa a prevenção de fogos florestais através da utilização de sensores que recolhem dados para criar alertas em caso de risco de incêndio, uma nova monitorização que permite alertas aos tradicionais agentes envolvidos na prevenção e combate aos fogos florestais”, explica a autarquia, que confirma a instalação de cinco sensores na Quinta do Pisão, que proporcionam a recolha de informação, como os níveis de dióxido de carbono, humidade, força e direção do vento. “Os dados são instantaneamente transmitidos pela rede móvel para um portal que analisa e interpreta essas informações através de sistemas de inteligência artificial, desencadeando avisos em caso de ameaça de risco iminente de incêndio.”

Fonte: Câmara de Cascais e Smart-Forest

VEEDEEO GURU: serviços à distância de um clique

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Seja contratar um explicador para o filho, encontrar aconselhamento jurídico ou ter uma consulta de nutrição, tudo e isto e mais está disponível numa plataforma portuguesa online que junta os prestadores de diferentes serviços a quem os procura. Chama-se VEEDEEO GURU e apresenta-se como “a maior montra de profissionais online de Portugal”, tendo como missão “fornecer aos consumidores a possibilidade de recorrer aos serviços de profissionais de qualquer área e de todo o país, sem sair do conforto do sofá”. Como? A resposta é simples: todas as consultas, aulas ou sessões de esclarecimento são feitas através de videochamada, do PC ou smartphone, o que permite, assegura a plataforma, “poupar tempo e dinheiro em deslocações e filas de espera”.

Para os clientes, basta que acedam a www.veedeeo.guru, pesquisem os serviços desejados, escolham o profissional e agendem as sessões.

Ganham os consumidores, mas ganham também os diferentes prestadores, que vão de explicadores a psicólogos, passando por nutricionistas ou personal coaches, para quem a VEEDEEO GURU “funciona como uma sala de reunião virtual que podem utilizar sempre que um cliente preferir ter uma consulta ou aula à distância”.  

A VEEDEEO GURO é, explica em comunicado Carlos Tavares, responsável pelo projeto “como um centro comercial online com várias lojas, ou mercados. Há mercados de explicadores, psicólogos, terapeutas holísticos, professores de línguas, advogados, etc.”. As sessões de videochamada são realizadas mediante pagamento prévio, mas o cliente tem a garantia de devolução caso o profissional falhe o compromisso. “Já estava na altura de existir uma plataforma deste género, facilitadora de negócios entre profissionais e cliente final, que funcionasse como uma extensão virtual do escritório do profissional”.

A plataforma foi lançada em Portugal em novembro de 2017 e conta já com mais de uma centena de profissionais inscritos, estando previsto o lançamento no Brasil no início de 2018.

Fonte: VEEDEEO GURU

A inovação como motor de desenvolvimento

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A revolução tecnológica e os novos modelos de negócios nunca ameaçaram tanto as grandes organizações. Por outro lado, nunca foi tão fácil como hoje desenvolver um novo negócio. É por isso crucial que as empresas antecipem cenários, respondam eficazmente e adaptem-se de forma eficaz. A inovação tem aqui um papel preponderante.

No seio de uma empresa ou organização a inovação pode ser executada segundo três modelos. Um primeiro é a inovação ser desenvolvida como articulador da própria inovação, onde esta área suporta as de negócio (BU’s) através da incorporação de metodologias, ferramentas e práticas para que a inovação aconteça efetivamente. Depois existe também a inovação como executor de projetos em que esta através de uma equipa e budget próprios chama a si a responsabilidade da execução dos projetos, deixando as BU’s num papel secundário. Por fim, um terceiro modelo é um mix dos anteriores. Isto exige à partida uma clara definição de papéis no que compete à área da inovação e aos BU’s. Por norma os primeiros encarregam-se de implementar as iniciativas de inovação radical, e os segundos a inovação de natureza incremental.

Independentemente do modelo a seguir, todos eles válidos se estiverem bem claros e forem executados com rigor, a inovação tem maior probabilidade de sucesso se existirem os seguintes pressupostos:

» Conhecimento de como inovar;

» Existir uma estrutura adaptada para cada estratégia/empresa;

» Terem um alvo para inovar;

» Envolvimento de todos os colaboradores;

» Abertura para colaborar com pessoas e organizações externas à empresa;

» Tempo alocado para os processos de inovação, tal como qualquer outra tarefa;

» Cultura de risco na empresa para que os colaboradores saiam da sua zona de conforto e não tenham medo de errar.

Se é líder de uma empresa e não está a atingir os resultados que ambiciona, é importante que tenha em conta o que aqui transmiti de forma resumida. Não “empurre com a barriga” os problemas e as questões prementes para o evoluir da sua organização. A solução poderá estar muito provavelmente na inovação.

Empresa de Coimbra cria robots para tarefas de vigilância

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E se, de repente, encontrasse um robot a fazer a vigilância de uma loja, de um museu ou um centro comercial? Qual seria a sua reação? Embora pareça o cenário de um filme futurista, esta é uma ideia que ganha forma e que pode estar bem mais próximo da realidade graças ao trabalho de uma startup de engenharia de Coimbra, que até já apresentou o primeiro protótipo, no âmbito do Projeto STOP – Seguranças robóTicos coOPerativos. O objetivo é, explica a empresa, “dar um contributo para aumentar a aceitação das tecnologias de robótica móvel na área de serviços, focando-se na instalação de equipas de robots móveis em grandes espaços interiores frequentados por pessoas (ex., lojas de grande dimensão, áreas comuns de centros comerciais, escritórios e serviços, museus, etc.) para executarem autonomamente missões de patrulhamento e vigilância”.

Unidos os esforços, uma empresa (a Ingeniarius) e duas entidades do sistema científico (CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro e o Instituto de Sistemas e Robótica, da Universidade de Coimbra) lançaram mãos à obra e criaram máquinas capazes de realizar trabalhos até aqui levados apenas a cabo pelos humanos.

E isto porque, defendem, o uso de robots em algumas áreas “permite reduzir a exposição humanas em tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, que nalguns cenários acarretam risco para a saúde humana”, como é o caso do patrulhamento de superfícies ou instalações com atmosfera tóxica, explosiva ou radioativa.

Fonte: Ingeniarius, CTVC e ISR-UC

O empreendedorismo não é um exclusivo das grandes cidades

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O empreendedorismo não tem nem deve ser uma tendência exclusiva às maiores cidades do país. Infelizmente, é o que se tem vindo a assumir: o público associa o empreendedorismo a Lisboa, Porto, e talvez Braga.” O alerta é feito por Francisco Costa Leite, empreendedor e fundador do TheNetwork, uma iniciativa que juntou o tecido industrial e as startups num concelho que costuma estar arredado da ribalta, pelo menos quando o tema é empreendedorismo: São João da Madeira.

Segundo este jovem empreendedor, há tendência para esquecer que “quem concebe e desenvolve as ideias que originam grandes negócios são as pessoas, não o local onde elas nasceram. O que faz o empreendedorismo são as pessoas que investem o seu tempo e dinheiro, que arriscam com uma atitude extremamente otimista, porque o seu sucesso apenas depende da sua capacidade de superação e força de vontade”.

É por isso que, numa crónica publicada no Jornal Económico, defende a descentralização do empreendedorismo e inovação, que até já existe, mas que precisa de ser reconhecida, assim como a certeza de que muitos outros locais, que não as grandes capitais, “têm tanta ou mais inovação, uma capacidade de receber melhor, impactar mais e, inclusive, sediar mais atenções pela diferenciação”. “Hoje em dia, preferimos falar de tendências com mais sex-appeal, falamos menos de produtos e mais de tecnologias – medtech, fintech, agrotech e afins. Mas aquilo que leva uma startup a tornar-se uma Google e um negócio familiar num líder do seu mercado são, em grande parte, as mesmas capacidades, e são as mesmas capacidades de sempre”, acrescenta.

Um texto para ler e refletir.

Fonte: Jornal Económico

A tecnologia ao serviço de uma pesca mais sustentável… e rentável

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“Melhorar a transparência da indústria da pesca através de tecnologias digitais.” O desejo, transformado em missão, é da BitCliq, uma startup nacional que conseguiu, graças ao seu trabalho, conquistar um dos 40 lugares na final da competição mundial ‘Fish 2.0 2017’, um concurso que liga empresas do setor das pescas a investidores, tornando mais sustentável o crescimento deste setor.

A empresa lusa levou a concurso o ‘Big Eye – Smart Fishing’, uma ferramenta que faz a gestão de frotas de pesca em tempo real, graças a um software e um hardware que “apresenta todas as atividades de viagens de pesca e atividades em terra”.

São as novas tecnologias ao serviço de um setor tradicional, que se quer mais moderno e capaz de dar resposta aos desafios atuais. Com esta plataforma, é possível ter acesso a “todos os indicadores de performance, painéis, fontes de dados e relatórios consolidados”, que dão informações sobre as operações da frota, como o peixe a bordo, o custo por tonelada, incidentes da tripulação, posição da frota, entre muitas outras. A tudo isto junta ainda a possibilidade de “garantir a sustentabilidade do peixe através da rastreabilidade digital do Prato até ao Mar”. Ou seja, fornece ao consumidor informação “desde a primeira milha, incentivando-o à realização de comentários e classificações”.

A grande final da competição realiza-se a 7 e 8 de novembro, na Califórnia, EUA, dias durante os quais a BitCliq vai poder apresentar-se, e mostrar o que vale, perante um painel de jurados e um grupo de investidores.

Fonte: BitCliq