Inovação ao serviço dos invisuais: uma bengala, um smartphone e um sistema de visão artificial

 

17991476_1310490515664872_6583990486977303308_o

O uso de uma bengala não é novidade para os cegos. De resto, este é mesmo um dos equipamentos sem o qual não costumam passar. Mas a bengala que os investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveram não é igual às outras. É uma bengala eletrónica, desenvolvida de forma a estender a funcionalidade da bengala branca tradicional, adicionando novidades que permitem ao cego interagir com uma aplicação móvel (a aplicação de navegação) e, ao mesmo tempo, ajudar esta aplicação a localizar o utilizador.

O objetivo é, afirmam em comunicado, “aumentar a autonomia dos cegos ou de pessoas com visão reduzida, permitindo a sua inclusão num maior conjunto de atividades e melhorando a sua qualidade de vida”. É desta necessidade identificada que nasce um sistema composto por vários módulos de informação geográfica, visão artificial e a nova bengala, que vai começar a ser testada.  

Esta novidade, que João Barroso, investigador do INESC TEC e docente da UTAD, garante ter um custo “relativamente baixo se compararmos com outras bengalas para cegos que são muito mais limitadas nas suas funcionalidades”, inclui um punho (impressão 3D) que incorpora toda a eletrónica, um leitor de etiquetas de radiofrequência (RFID) e uma antena na ponta, que ajuda a estimar a localização do utilizador, um joystick de cinco direções para fazer o interface com a aplicação móvel, um emissor de sinais sonoros (beep), um atuador háptico (emissão de vibrações com várias durações e frequências), um transmissor Bluetooth (para comunicação com o smartphone) e uma bateria.

Uma ideia reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que lhe atribuiu o Prémio Inclusão e Literacia Digital 2015, no valor de 29 mil euros.

Anúncios

Uma ‘app’ para praxantes e praxados

23131715_527414644274037_8060725274091975998_n

A praxe académica é um clássico, que as críticas mais recentes colocaram na ribalta. As notícias de abusos e humilhações aos jovens caloiros tornaram esta tradição um tema de debate que divide a sociedade: de um lado os que a defendem, do outro os que a gostariam de ver substituída por outro tipo de rituais de iniciação que não pusessem em causa a dignidade daqueles a quem são dirigidos. É neste contexto que nasce a Dura Praxis, uma aplicação disponível para Android, criada por estudantes nacionais com o desejo de evidenciar aquilo que a define, pelo menos na sua génese – um momento de integração dos jovens alunos.

Garantir a continuidade da tradição académica é outro dos desejos de um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra que, no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e de Inovação, lançaram mãos à obra. Foi assim que nasceu a Dura Praxis, que dispõem de diferentes funcionalidades, como o acesso rápido a informação essencial para diferentes estatutos na Praxe, procurando contrariar o facto de o Código da Praxe ser extenso e muitas vezes ignorado.

A transmissão da informação relativa aos dias em que pode haver Praxe, assim como a denúncia de más práticas ao Conselho de Veteranos são outras das vertentes disponíveis nesta aplicação que, segundo os seus criadores, “facilitará a entrada de novos membros interessados nesta tradição e permitirá aprimorar velhos conhecimentos daqueles que já a praticam”. Pelo menos na Universidade de Coimbra.

Mais informações aqui e aqui.

As características dos inovadores

o time
Segundo Felipe Ost Scherer, cofundador da Innoscience (parceiro internacional da Improve) e de acordo com o seu livro “O Time dos Sonhos da Inovação”, são 14 as principais características de uma pessoa com perfil altamente inovador.

Qual a sua opinião?

1) Colocar o sonho à frente do dinheiro;
2) Criar um modelo de negócio único;
3) Não ter medo de correr riscos;
4) A cabeça nas nuvens e os pés no chão;
5) Dar atenção a todas as dimensões da inovação e não somente a ligada ao produto;
6) Conectar os pontos;
7) Formar equipas de alto nível;
8) Facilitar a colaboração e o trabalho em equipa;
9) Fomentar uma cultura incomparável;
10) Colocar as pessoas certas para fazer as coisas certas;
11) Manter o motor da inovação permanentemente ligado;
12) Senso de urgência e execução;
13) Atenção aos detalhes;
14) Comunicar a inovação.

bewarket – Vendas via Facebook

bewarket

Fonte: Sapo

Bewarket é um projecto português, e caracteriza-se por ser uma plataforma de compra e venda online, semelhante ao já conhecido ebay. No Bewarket o utilizador tem um leque de opções e pode comprar, vender, doar, leiloar e ainda revender os seus produtos. Não necessita de se dirigir ou aceder a nenhum site, e basta ter acesso à sua conta no Facebook uma vez que o serviço funciona como uma aplicação para esta rede social.

O ‘social commerce’ Bewarket, surgiu a partir da tese de Mestrado de um dos criadores, Marco Barbosa, que teve como tema a utilização do comércio electrónico no mercado social. Para o autor “existe uma convergência no associar das redes sociais às compras e venda online […] esse é o futuro do comércio electrónico”.

Nova Entrepreneurship Society promove Pizza Night com foco em design de interfaces

 

Deixo-vos aqui uma nota recebida da NOVA Entrepreneurship Society – Clube de Empreendedores da Universidade NOVA de Lisboa.

O empreendedorismo exige uma grande capacidade de flexibilidade, resiliência e planeamento. Todos os meses, a Nova Entrepreneurship Society recebe convidados na sua já tradicional Pizza Night para uma conversa informal sobre estes e outros aspetos que tangenciam diversos setores do mercado. Nesta quarta-feira (21/11) o designer João Ferreira desloca-se ao clube para um encontro sobre o tema Design de Interfaces: desenvolvimento de aplicações e negócios web based.

João Ferreira atua como designer na Kwamecorp e professor convidado na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. O desenvolvimento da sua trajetória profissional passa pelo contacto com diversas empresas de relevo tais como Pepsi, Nissan, 20th Century Fox e Nespresso.

A presente edição da Pizza Night faz parte da Semana Global de Empreendedorismo que acontece simultaneamente em 136 países. A Pizza Night é um evento promovido pelo Clube de Empreendedores da Universidade Nova de Lisboa. Desde maio de 2011, a Nova Entrepreneurship Society realiza encontros mensais que tem como objetivo aproximar empreendedores, estimular o networking e facilitar a interação entre diversos setores.

Aos interessados em participar, a Pizza Night tem início as 19h30 na Residência Alfredo de Sousa, Piso -1, Campus de Campolide, 1099-032, Lisboa, sendo 5€ para sócios e participantes pela primeira vez e 8€ para não sócios. O evento possui um limite restrito de participantes sendo assim imprescindível a inscrição e a confirmação de presença em: http://alturl.com/2jhww

Peças de roupa com colunas de som

Fonte: Correio do Minho

João Oliveira e Pedro Filipe são dois jovens bracarenses empreendedores que se lançaram na aventura de criar um produto e uma marca completamente inovadores. EarBox é o nome pelo qual são conhecidas as peças de roupa com colunas de som, um produto produzido em Braga. O sucesso já é tanto, que os empresários estão a preparar uma parca para lançar no mercado.

Os jovens, que já mereceram o elogio do secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, durante uma visita, em Maio passado, à Universidade do Minho, garantem que trabalham todos os dias para procurar novas soluções, “até porque estamos a falar de um gadget, não é só uma sweatshirt”. Por isso, o objectivo é apresentar sempre novos produtos. “E a parca é uma novidade porque ainda não temos um produto preparado para a chuva”, justificou Pedro Filipe.

Viciados em música, até porque ela está em todo o lado, os empresários descobriram uma maneira da música os acompanhar diariamente sem ter de recorrer a headphones e sem ter de se isolarem. “Os headphones são bons para ouvirmos uma música com atenção, já que não há nada que nos permita ouvir música com tanta atenção como os headphones, é bom para nos isolarmos do mundo à nossa volta, quando isso faz falta. Contudo, é um produto que não funciona, ou pelo menos não é o ideal, para andarmos de bicicleta, para nos deslocarmos na rua, para conversarmos e estarmos com amigos”, assim, e para evitar “esta funcionalidade errada que tem os headphones”, surgiu durante o Verão de 2010 a ideia de criar esta empresa, sediada no Parque Industrial de Frossos.

Os dois jovens empreendedores ao criarem esta marca procuravam “inovar no mercado do vestuário musical, desenvolvendo peças de roupa tradicionais, onde as novas tecnologias e arte se fundem e convidam a uma perfeita sintonia com o mundo que nos rodeia”.

As sweatshirts e os casacos são os produtos mais vendidos, mas existe uma gama bastante mais vasta de produtos, entre os quais podemos encontrar por exemplo os cachecool, vestidos, t-shirt, todos com colunas revestidas a cortiça e escondidas no capuz.

Portugueses inventam seringa sem agulha

Fonte: TVI24

Uma seringa a laser, sem agulha, está a ser desenvolvida em Coimbra e deve chegar ao mercado dentro de um ano, anunciou Carlos Serpa, um dos investigadores envolvidos.
O Laserleap (seringa a laser) é um sistema em nada semelhante às tradicionais seringas com agulha, mas que, tal como estas, permite fazer chegar o medicamento ao destino pretendido, só que sem picada e recorrendo a laser.

O protótipo da «seringa» foi hoje apresentado na Universidade de Coimbra (UC), onde o projeto nasceu, em 2008, por um grupo de três investigadores do Departamento de Química, que inclui também Luís Arnaut e Gonçalo Sá.

Através do laser, é criada uma onda de pressão que, ao chegar à pele, gera uma «espécie de tremor de terra», deixando-a «durante alguns segundos permeável», o que facilita a aplicação do fármaco, administrado em creme ou gel, explicou Carlos Serpa, citado pela Lusa. O fármaco «surte efeito mais rapidamente, nomeadamente no caso dos analgésicos tópicos», acrescentou.
Aplicações no tratamento do cancro da pele e de determinadas doenças dermatológicas, administração de vacinas ou aplicações em cosmética são algumas das utilizações da tecnologia Laserleap.

Testado em três dezenas de estudantes do Departamento de Química, o sistema «não provoca dor nem vermelhidão», de uma maneira geral – «apenas cinco por cento dos casos, mas passa rapidamente» – e é considerado «seguro para os humanos».

Vencedor da primeira edição do prémio RedEmprendia (2010), no valor de 200 mil euros, o Laserleap, levou já à criação de uma empresa – LaserLeap Tecnologies, em setembro de 2011, e atualmente incubada no Instituto Pedro Nunes – e a um pedido de patente internacional, em abril de 2011.