Cascais testa sistema inovador de prevenção de incêndios

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A cicatriz continua aberta, não só porque a investigação às causas dos incêndios que fizeram mais de cem mortos em Portugal este ano, consumindo milhares e milhares de hectares de área verde, ainda não foi concluída, mas também porque a recuperação é um processo que se avizinha longo. Para evitar outras cicatrizes e porque a prevenção tem que ser aqui a palavra de ordem, entra em cena o projeto Smart-Forest, uma ideia nacional, que já passou do papel para o terreno.

A ideia é, lê-se no site da iniciativa, “desenvolver aplicações para proprietários de parques florestais, que fazem a monitorização em tempo real das suas propriedades. Através de uma rede de sensores de baixo custo, pretendemos antecipar as condições ambientais favoráveis à ocorrência de incêndios e detetá-los no início”. A isto juntam outro objetivo: melhorar o tempo de resposta do dispositivo de combate aos incêndios, conseguido através dos alertas gerados pelo sistema.

Uma ideia que se encontra a ser testada na Quinta do Pisão, em Cascais. “O projeto-piloto visa a prevenção de fogos florestais através da utilização de sensores que recolhem dados para criar alertas em caso de risco de incêndio, uma nova monitorização que permite alertas aos tradicionais agentes envolvidos na prevenção e combate aos fogos florestais”, explica a autarquia, que confirma a instalação de cinco sensores na Quinta do Pisão, que proporcionam a recolha de informação, como os níveis de dióxido de carbono, humidade, força e direção do vento. “Os dados são instantaneamente transmitidos pela rede móvel para um portal que analisa e interpreta essas informações através de sistemas de inteligência artificial, desencadeando avisos em caso de ameaça de risco iminente de incêndio.”

Fonte: Câmara de Cascais e Smart-Forest

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Conheça a Trigger.Systems

A Trigger.Systems é uma startup sediada no Fundão que se dedica à criação de diversas soluções baseadas em IoT (Internet of Things) para vários sistemas aplicados à agricultura e ao ambiente. Foi fundada em 2016, pelo atual CEO da empresa, Francisco Manso, Sara Gonçalves (COO) e Márcio Martins (CTO).

A plataforma Trigger.Systems permite aceder, acionar, ler e programar remotamente e em tempo real todo o tipo de dispositivos. A Trigger está focada no desenvolvimento e aplicação de modelos de inteligência que permitem controlar sistemas automaticamente. No caso da rega, esta pode ser decidida diariamente pelo sistema de forma eficiente e automática. Trata-se de uma plataforma de gestão full-stack que facilita tomada de decisão em sistemas de rega, bombagem, lagos, fertilização, pessoal e equipamentos.

Este sistema muito simples e poderoso permite que, remotamente, consumidores e empresas acabem com o desperdício de milhares de litros de água, acedendo e gerindo, em tempo real, diversos tipos de dispositivos. Desta forma, contribuem para a sustentabilidade do planeta, resultando, simultaneamente, numa poupança avultada na conta da água, que ronda os 45%. Atualmente, com perto de 2000 dispositivos controlados pela plataforma, a startup tem como principal foco a otimização do consumo de água e de energia de uma forma eficiente e sustentável.

A solução também aposta na eficiência energética de edifícios, controlo de fontes e iluminação pública, leitura de contadores, instalações artísticas integradas e outros. Esta solução está totalmente disponível na Cloud (WEB) e adaptada para smartphones e tablets.

O contrato formalizado recentemente entre a Trigger.Systems e a Portugal Ventures, a maior Sociedade de Capital de Risco em Portugal, vai permitir um elevado aumento de capital e expandir o negócio para outros países. A política da Portugal Ventures passa pelo investimento em projetos inovadores de base científica e tecnológica com uma qualidade excecional e por isso, para a Trigger.Systems, trata-se do reconhecimento público da qualidade e importância dos softwares desenvolvidos até agora, apoiando assim a melhoria e continuação do desenvolvimento de novos sistemas de forma constante.

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Portugueses a concorrer para o ClimateLaunchpad

A maior competição do mundo na área da inovação cleantech lançou o desafio para a criação de soluções, através da inovação, que contribuam para a diminuição dos problemas climáticos. Existem várias ideias de negócio a concorrer na final nacional do Climate Launchpad, entre elas estão uma micro habitação de cortiça, ecológica e transportável, uma comunidade de pontos de recarga elétrica para automóveis e uma plataforma para o controlo de sistemas de irrigação, que utiliza modelos de cálculo com base de alterações meteorológicas, o evento vai decorrer já no dia 7 de setembro, no Auditório do Edifício Central do UPTEC, no Porto.

A final europeia vai realizar-se em Tallin, Estónia, de 7 a 8 de outubro, e os três vencedores da competição nacional vão representar Portugal.

O grande vencedor europeu receberá um prémio no valor de 10 mil euros e o Top 10 terá acesso direto à Climate-KIC Accelerator.

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Fonte: Dinheiro Vivo

Autocarros elétricos? Sim! E são portugueses!

CaetanoECobusAlemanhaOs primeiros autocarros de aeroporto 100% elétricos são uma estreia mundial e têm selo português. Estes autocarros, que produzem zero emissões poluentes, foram produzidos em Vila Nova de Gaia e vão ser apresentados oficialmente em Estugarda

Vencedora do concurso lançado pelo aeroporto alemão para seis unidades, a Salvador Caetano Indústria vai entregar as chaves dos primeiros autocarros e.COBUS, até ao final do ano, outras quatro unidades vão sair da unidade de produção da CaetanoBus com destino ao aeroporto de Genebra e já existem negociações com outros aeroportos para o ano de 2016.

A empresa prevê lançar, também, no futuro uma nova unidade elétrica para o segmento urbano, depois de dois protótipos (Caetano 2500 EL, com uma parceria com a Efacec para o sistema elétrico) terem sido testados no município alemão de Wiesbaden.

Fonte: Ambiente Magazine

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Uma plataforma tecnológica de logística colaborativa

A Marlo, empresa luso-norueguesa de consultoria e desenvolvimento de tecnologia para logística e transportes, desenvolveu o serviço MixMoveMatch.com, uma plataforma tecnológica de logística colaborativa multi-carregador e multi-operador.
O MixMoveMatch é um serviço 100% português, desenvolvido no centro de competências e desenvolvimento da Marlo em Lisboa.
Atualmente, na Europa, “um em cada quatro camiões ou veículos de distribuição circulam vazios”. Além disso, “a taxa média de ocupação de camiões é de aproximadamente 52%, o que traduz um grande desperdício de recursos e dinheiro e um peso extra para a sociedade em termos ambientais”, refere a empresa.
Este serviço surge na sequência de um desafio lançado à Marlo pela 3M Europa e DHL para o desenvolvimento de uma solução baseada num modelo Software as a Service, ou seja, uma plataforma apoiada na cloud e na plataforma Azure da Microsoft.
Neste sentido, o MixMoveMatch “vem colmatar a falta de articulação entre os vários intervenientes na cadeia logística para otimizar a taxa de ocupação dos veículos para cerca de 90% da sua capacidade total, através da gestão inteligente do transporte, de acordo com a receção das mercadorias e respetivo tratamento, mediante a sua proveniência, tipo e destino final”.
Segundo a empresa, “ao invés de os fornecedores enviarem para os centros logísticos os camiões com carga de um único cliente (…), estes poderão ser encaminhados para os centros logísticos mais próximos ou convenientes, onde ocorre a desconsolidação, ordenamento (mix) e reenvio da carga, que reúne determinadas características para o centro logístico seguinte (move)”. O centro logístico seguinte “irá fazer novamente uma desconsolidação e posterior consolidação da carga que vai chegando, proveniente de diversas localizações, onde, com recurso ao MixMoveMatch, irá dar-se o processo de planeamento e reordenamento da mercadoria, mediante um conjunto de condições definidas pela hub (match)”. Por fim, a mercadoria segue para o cliente final ou para um novo centro logístico.