Acelerar a Inovação na Europa, um objetivo transformado em repto

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A ideia partiu do presidente francês, mas conquistou a atenção do comissário europeu Carlos Moedas, responsável pelas pastas da Investigação, Ciência e Inovação, que está já a trabalhar na criação de uma agência europeia para a inovação. Macron considera que a Europa está a perder esta corrida; Moedas concorda. E um estudo recente apresentou mesmo as recomendações essenciais para colocar o Velho Continente na proa da inovação.

São quatro os pilares. Todos juntos forma a palavra FAST, que os especialistas considera ser essencial para a Europa, ou seja, agir com rapidez e, também com rapidez, tornar-se o novo berço da inovação.

E tudo começa com o financiamento (Funding), requisito fundamental para as novas descobertas, sobretudo aquelas que estão mais associadas à tecnologia. E, de acordo com os especialistas, é o financiamento em larga escala que mais tem faltado na Europa.

Reconhecimento (Awareness) é a ação que se segue e que traduz a necessidade de atrair dos maiores investidores e colocá-los em contacto com os ecossistemas locais e dos diferentes setores.

Dimensão (Scale) é também o que a Europa precisa para competir a nível global com países como a China ou os Estados Unidos, evitando que start-ups europeias sejam obrigadas a deslocar-se para os países atrás.

O talento (Talent) existe e é dele que a Europa também precisa, de campeões da inovação que sirvam de modelo, porta-vozes de uma cultura de empreendimento que se quer estimular.

“A chave para o sucesso não reside na substituição de mercados privados, mas na remoção de falhas e lacunas do mercado e ecossistema de inovação europeu”, lê-se no documento, apresentado recentemente.

Fonte: Comissão Europeia

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StartUp Portugal com taxa de execução de quase 90%

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O secretário de estado da indústria, João Vasconcelos, avançou que quase todas as medidas do StartUp Portugal já foram aplicadas e que contam, neste momento, com uma taxa de execução de quase 90%.

Durante a próxima semana já serão pagos os primeiros startup vouchers e, ainda este mês, também os primeiros vales de incubação.

O StartUp Portugal, lançado em maio do ano passado, é a estratégia do Governo de apoio ao empreendedorismo e prevê o estabelecimento da Rede Nacional de Incubadoras, tornar o país numa zona tecnológica franca, promover a inovação no Estado, com o Startup Simplex, e criar uma estratégia de emprego assente na criação de negócios próprios.

Esta iniciativa pretende, também, apoiar as startups, levando-as a eventos nacionais, internacionais e oficiais e ajudar com financiamento através de apoios ao investimento, criando um regime fiscal mais favorável, e ajudando todos aqueles que têm ideias inovadoras, através de programas como o Momentum, para jovens recém-licenciados, o startup voucher e o vale incubação.

Fonte: Dinheiro Vivo

Guess What e Improve criam fundo de um milhão para start-ups

Guess What, em parceria com a Improve, empresa do grupo Guess What, acabou de criar um fundo de um milhão de euros, a distribuir nos próximos quatro anos por start-ups com ADN inovador e, tendencialmente tecnológico. Os fundos serão alocados em serviços de comunicação e inovação, destacando-se o apoio ao nível da comunicação, processos de internacionalização, obtenção de financiamento, inovação e transformação do negócio, registo de patentes, entre outros relevantes ao crescimento das start-ups apoiadas. A contrapartida deste apoio prevê a cedência de uma percentagem da sociedade ao grupo Guess What, a rever após quatro anos.

Este investimento prende-se com dois aspetos: a crença, da Guess What, no desenvolvimento empresarial através da inovação e, em muitos casos, de base tecnológica, que permitem adicionar valor ao ecossistema de negócio, entre parceiros e, por fim, ao consumidor. Por outro lado, acredita que estas empresas, que arriscam iniciar-se num ambiente económico e empresarial tão desafiante como o atual, têm provavelmente um tremendo potencial para fazer a diferença e estão dotadas de um forte know-how técnico, mas apresentam por vezes lacunas ao nível de recursos complementares à atividade que empresa pretende suprir, com os apoios previstos neste fundo.

A Guess What vai selecionar e apoiar o desenvolvimento de empresas com estas características e necessidades, com a certeza de que, através deste modelo de colaboração, serão parceiros de boas estórias empresariais de sucesso.

Fonte: Meios e Publicidade

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Plataforma de registo da disfagia vence Start Aveiro Region 2015

A Universidade de Aveiro, em parceria com a plataforma Massivemov Crowdfunding, no âmbito da  Incubadora de Empresas da Região de Aveiro (IERA), promoveu o concurso de ideias de negócio Start Aveiro Region 2015, que decorreu de 10 de março a 30 de junho. O Start Aveiro Region 2015 pretende estimular o aparecimento de ideias de negócio inovadoras e com elevado potencial de aplicabilidade, que contribuam para o desenvolvimento económico da Região de Aveiro.Start Aveiro Region

O projeto vencedor foi uma plataforma de registo de avaliação da dificuldade de deglutição de alimentos ou bebidas, denominado Disfagi.

O Disfagi consiste no desenvolvimento de uma plataforma (com acesso online ou local) de registo eletrónico de avaliação da disfagia, de informação e apoio terapêutico a doentes que estão em unidades de saúde ou no domicílio, foi o único projeto que conseguiu 100% do financiamento solicitado na plataforma Massivemo, condição necessária para passar à fase seguinte do concurso Start Aveiro Region. A ideia da criação da DISFAGI nasceu da necessidade de melhorar a eficiência dos cuidados prestados a utentes com sinais e sintomas de Disfagia, durante a prática profissional da promotora Rosa Henriques, formada em Terapia da Fala pela Escola Superior de Saúde da UA, e Vítor Ferreira, formado em Engenharia Informática pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Este projeto surgiu com os objetivos os  de melhorar a eficiência dos cuidados de saúde prestados a utentes com Disfagia, potenciando a qualidade de vida dos mesmos e reduzindo os custos (internamento, reabilitação e medicação) para as instituições de prestação de cuidados de saúde.

Para além do projeto Disfagi, no evento “IERA – Impacto gerado, oportunidades e desafios 2020”, foram ainda apresentados os projetos Jornalix, ProfitApple, Team U&Us e Vitaplena.

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Google financia projecto da Universidade de Coimbra de reconstrução 3D de cidades

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra desenvolveu um modelo informático destinado a sistemas de reconstrução 3D de ambientes urbanos. O projeto foi seleccionado pelo Google, que atualmente está a financiar o trabalho iniciado por investigadores portugueses.
Google 3d Logo
O Google Street View já permite visitar grande parte do planeta através de uma perspectiva tridimensional. Mas a visualização de uma rua, por exemplo, fica limitada ao que foi captado pela câmara do Google montada num carro. O projeto, que começou a ser desenvolvido em 2014 por dois grupos de investigação do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Universidade de Coimbra, tem como objectivo proporcionar “uma experiência imersiva, em que o utilizador navega livremente pelas ruas”, indica a instituição em comunicado.