Inovação ao serviço dos invisuais: uma bengala, um smartphone e um sistema de visão artificial

 

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O uso de uma bengala não é novidade para os cegos. De resto, este é mesmo um dos equipamentos sem o qual não costumam passar. Mas a bengala que os investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveram não é igual às outras. É uma bengala eletrónica, desenvolvida de forma a estender a funcionalidade da bengala branca tradicional, adicionando novidades que permitem ao cego interagir com uma aplicação móvel (a aplicação de navegação) e, ao mesmo tempo, ajudar esta aplicação a localizar o utilizador.

O objetivo é, afirmam em comunicado, “aumentar a autonomia dos cegos ou de pessoas com visão reduzida, permitindo a sua inclusão num maior conjunto de atividades e melhorando a sua qualidade de vida”. É desta necessidade identificada que nasce um sistema composto por vários módulos de informação geográfica, visão artificial e a nova bengala, que vai começar a ser testada.  

Esta novidade, que João Barroso, investigador do INESC TEC e docente da UTAD, garante ter um custo “relativamente baixo se compararmos com outras bengalas para cegos que são muito mais limitadas nas suas funcionalidades”, inclui um punho (impressão 3D) que incorpora toda a eletrónica, um leitor de etiquetas de radiofrequência (RFID) e uma antena na ponta, que ajuda a estimar a localização do utilizador, um joystick de cinco direções para fazer o interface com a aplicação móvel, um emissor de sinais sonoros (beep), um atuador háptico (emissão de vibrações com várias durações e frequências), um transmissor Bluetooth (para comunicação com o smartphone) e uma bateria.

Uma ideia reconhecida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que lhe atribuiu o Prémio Inclusão e Literacia Digital 2015, no valor de 29 mil euros.

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Acelerar a Inovação na Europa, um objetivo transformado em repto

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A ideia partiu do presidente francês, mas conquistou a atenção do comissário europeu Carlos Moedas, responsável pelas pastas da Investigação, Ciência e Inovação, que está já a trabalhar na criação de uma agência europeia para a inovação. Macron considera que a Europa está a perder esta corrida; Moedas concorda. E um estudo recente apresentou mesmo as recomendações essenciais para colocar o Velho Continente na proa da inovação.

São quatro os pilares. Todos juntos forma a palavra FAST, que os especialistas considera ser essencial para a Europa, ou seja, agir com rapidez e, também com rapidez, tornar-se o novo berço da inovação.

E tudo começa com o financiamento (Funding), requisito fundamental para as novas descobertas, sobretudo aquelas que estão mais associadas à tecnologia. E, de acordo com os especialistas, é o financiamento em larga escala que mais tem faltado na Europa.

Reconhecimento (Awareness) é a ação que se segue e que traduz a necessidade de atrair dos maiores investidores e colocá-los em contacto com os ecossistemas locais e dos diferentes setores.

Dimensão (Scale) é também o que a Europa precisa para competir a nível global com países como a China ou os Estados Unidos, evitando que start-ups europeias sejam obrigadas a deslocar-se para os países atrás.

O talento (Talent) existe e é dele que a Europa também precisa, de campeões da inovação que sirvam de modelo, porta-vozes de uma cultura de empreendimento que se quer estimular.

“A chave para o sucesso não reside na substituição de mercados privados, mas na remoção de falhas e lacunas do mercado e ecossistema de inovação europeu”, lê-se no documento, apresentado recentemente.

Fonte: Comissão Europeia

Diagnóstico da depressão à distância de um exame de sangue

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E se, para diagnosticar a depressão, não fosse preciso mais do que uma simples análise ao sangue? É esta a proposta de uma equipa do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (UP), que quer facilitar a vida a quem sofre com a doença e a quem tem que a diagnosticar.

Chama-se ‘MyRNA Depression Diagnostics’ e trata-se de “um kit para detetar e quantificar um painel específico de biomarcadores moleculares numa amostra de sangue, o que permite um diagnóstico quantitativo e uma melhor monitorização da doença”, explica ao site de notícias da UP Susana Santos, um dos elementos da equipa que está a trabalhar nesta inovação. Uma forma de dar mais facilmente nome a um problema que afeta milhares de portugueses e milhões de pessoas em todo o mundo, e que é possível graças à análise feita por um algoritmo, que fornece os resultados entre 24 a 48 horas após a colheita de sangue.

A ideia acabou mesmo por ser escolhida para participar no programa COHiTEC deste ano, uma iniciativa da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, que visa dar apoio na avaliação do potencial comercial das ideias e ajudar a transformá-las em produtos.

Fonte: Notícias Universidade do Porto

Seis bolsas de investigação na NASA

nasaA Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) vai abrir concurso para seis bolsas de investigação para estágios na National Aeronautics and Space Administration of the USA (NASA).

O concurso, que está aberto até dia 30 de janeiro, decorre de um acordo de cooperação celebrado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES, liderado por Manuel Heitor, na foto), a FCT e a NASA em Março de 2016 que integrou Portugal no programa internacional de estágios da agência espacial.

Podem candidatar-se alunos que estejam a frequentar um doutoramento ou mestrado nas áreas das ciências, tecnologias, engenharias e matemática, e a desenvolver trabalho académico sobretudo na área espacial.

As oportunidades, em 12 projectos de investigação da NASA, abarcam áreas científicas como a matemática, a física, a engenharia, a biologia, a nanotecnologia, a aeromecânica ou a informática, entre outras. Os alunos seleccionados irão frequentar os estágios entre Junho e Dezembro de 2017.

Fonte: Jornal de Negócios

Calças de ganga tecnológicas? Uma evolução do têxtil?

Não vamos começar a vestir tecnologia, mas sim adaptar a tecnologia ao que vestimos. Confuso? Miguel Carvalho, professor de Engenharia Têxtil na Universidade do Minho, pensou em criar funcionalidade, e foi assim que surgiu a ideia de adaptar a tecnologia ao vestuário e posteriormente a um produto, concebido no MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Desde 25 de novembro que se pode contribuir para esta reinvenção das calças de ganga no Kickstarter, a marca FYT Jeans tenciona conquistar , no primeiro mês, um mínimo de 30 mil euros para financiar o arranque da produção destinada à Europa e aos EUA.

O projeto FYT Jeans surge a partir do estudo do comportamento das pessoas. Nos dias de hoje seria de estranhar que fossem as pessoas a adaptar-se ao que vestem e não o inverso.

Em 2011, quando Miguel Carvalho se tornou professor convidado no MIT, nos EUA, conheceu Elazer Edelman, médico cardiologista, diretor de Centro de Engenharia Biomédica do MIT e diretor do Centro de Ciências da Saúde e Tecnologia da Harvard Medical School. Juntos, passaram os anos seguintes nos laboratórios a estudar engenharia têxtil e anatomia. Usaram scanners 3D, imagens termográficas e sensores termodinâmicos para medir tensão, pressão e temperatura com diferentes posições do corpo. A partir desta informação, desenvolveram umas calças de ganga que reduzem até 90% a compressão e minimizam a concentração localizada de temperatura e pressão. Mais informações no vídeo aqui.

Após vários protótipos, na busca da otimização de materiais e do design, foram já registadas patentes para o design final dos FYT Jeans, com modelos para homem e mulher, na Europa e nos EUA.

Apesar da startup estar sediada em Cambridge, a produção será feita em Portugal.

Fonte: pplware SAPO

Projetos portugueses dedicados a idosos destacados no fórum internacional de inovação

Dois projetos coordenados pelo investigador Jorge Dias, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), GrowMeUp e Social Robot estiveram em destaque no AAL Forum 2015, este evento reúne profissionais e cientistas que estejam envolvidos em projetos tecnológicos inovadores para apoiar idosos (Ambiente Assisted Living) e decorreu entre entre os dias 22 e 25 de Setembro na Bélgica.

O projeto GrowMeUp  foi desenvolvido com o objetivo de melhorar a qualidade de vidas de pessoas de terceira idade (acima dos 65 anos) que sofram de um ligeiro défice físico e /ou cognitivo, estimulando-as a serem independentes e a terem uma vida ativa. O sistema pretende auxiliar cidadãos que vivam sozinhos a encontrar nova motivação e estímulo na realização das suas tarefas diárias. O projeto está ainda a desenvolver um robot que irá chegar ao mercado, com um baixo custo, que vai detetando certas mudanças nos hábitos das pessoas ao longo do tempo.

O Social Robot já  é um projeto europeu que reúne em consórcio quatro parceiros de dois países da União Europeia: Portugal e Chipre. É financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Sétimo Programa-Quadro FP7, pelo Programa Pessoas – que apoia parcerias entre empresas e universidades (IAPP) –, este projeto quer dar uma resposta ao desafio da mudança demográfica, através do desenvolvimento de um sistema robótico integrado para fomentar o envelhecimento ativo.

Fonte: PTJornal

Arranca hoje o TechDays Aveiro!

TechDaysTechDays, a maior montra nacional das Tecnologias da Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE)! Este evento vai reunir seis dezenas de centros de investigação, empresa de comunicação e eletrónica, investigadores e utilizadores para discutirem o que se de melhor em Portugal na área das tecnologias.

Organizado pelo Instituto de Telecomunicações (IT) em parceria com a Universidade de Aveiro (UA), a Associação Empresarial INOVARIA e o Pólo de Competitividade TICE, em cooperação com a Câmara Municipal de Aveiro, este evento encontra-se no Parque de Feiras e Exposições Aveiro Expo.

Durante o dia de hoje e amanhã, a TechDays Aveiro vai ser palco de conferências e debates para a discussão de temas relevantes para o setor TICE, de uma exposição de posters e demonstradores da tecnologia produzida nos centros nacionais de I&D, de uma feira de tecnologia dedicada à indústria das TICE, da Conferência Nacional de Telecomunicações e ainda de uma amostra tecnológica de Municípios e Smart Cities.

Vão estar presentes “mais de meia centena de expositores considerando que o setor de tecnologias de informação, as instituições de I&D nacionais e organismos públicos que vão estar na feira, representam uma boa amostra da capacidade de produção de tecnologia em Portugal”, segundo a organização.

O evento, de entrada livre, tem o Alto Patrocínio da Presidência da República. Assim como alguns nome mais sonantes como a Tekever, a Anacom, a Wavecom, a Uninova, a Força Aérea Portuguesa, a Evoleo Technologies, entre outras marcas.

Fonte Jornal Online