Uma ‘app’ para praxantes e praxados

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A praxe académica é um clássico, que as críticas mais recentes colocaram na ribalta. As notícias de abusos e humilhações aos jovens caloiros tornaram esta tradição um tema de debate que divide a sociedade: de um lado os que a defendem, do outro os que a gostariam de ver substituída por outro tipo de rituais de iniciação que não pusessem em causa a dignidade daqueles a quem são dirigidos. É neste contexto que nasce a Dura Praxis, uma aplicação disponível para Android, criada por estudantes nacionais com o desejo de evidenciar aquilo que a define, pelo menos na sua génese – um momento de integração dos jovens alunos.

Garantir a continuidade da tradição académica é outro dos desejos de um grupo de alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra que, no âmbito da cadeira de Processos de Gestão e de Inovação, lançaram mãos à obra. Foi assim que nasceu a Dura Praxis, que dispõem de diferentes funcionalidades, como o acesso rápido a informação essencial para diferentes estatutos na Praxe, procurando contrariar o facto de o Código da Praxe ser extenso e muitas vezes ignorado.

A transmissão da informação relativa aos dias em que pode haver Praxe, assim como a denúncia de más práticas ao Conselho de Veteranos são outras das vertentes disponíveis nesta aplicação que, segundo os seus criadores, “facilitará a entrada de novos membros interessados nesta tradição e permitirá aprimorar velhos conhecimentos daqueles que já a praticam”. Pelo menos na Universidade de Coimbra.

Mais informações aqui e aqui.

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Uma das pessoas mais inovadoras do planeta

Maria Pereira tem 29 anos e um futuro ligado ao coração. Leiriense de gema desenvolveu um adesivo para reparar malformações cardíacas em recém-nascidos e faz agora parte de uma lista, de apenas 35 nomes, de pessoas mais inovadoras. Saibam mais aqui.

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Nanopartícula contra cancro da mama criada em Coimbra tem patente nos EUA

Portugal Inovador

 

Fonte: Lusa

A patente para uma nanopartícula de nova geração destinada ao tratamento do cancro da mama, desenvolvida por investigadores portugueses, foi concedida nos Estados Unidos, anunciou esta segunda-feira a Universidade de Coimbra.

Criada por especialistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, a nova nanopartícula teve ainda no seu desenvolvimento a colaboração do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, da Faculdade de Farmácia de Lisboa e da Faculdade de Medicina do Porto e dispõe de um apoio de meio milhão de euros, concedidos no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

A nanopartícula “previne os efeitos secundários associados à quimioterapia” e, simultaneamente, “aumenta a eficácia terapêutica” do tratamento, sublinhou à agência Lusa João Nuno Moreira, investigador envolvido no projecto. Além de “matar as células cancerosas”, a nanopartícula para o tratamento do cancro da mama também aniquila “os vasos sanguíneos que alimentam o tumor, evitando reincidências”.

A nanopartícula é revestida por um polímero que a torna invisível ao sistema de defesa do organismo e, na extremidade desse polímero, possui uma espécie de “chave” que permite abrir apenas as “portas” das células cancerosas e das células que revestem os vasos sanguíneos tumorais, explicou João Nuno Moreira.

Ao entrar no interior dessas células, o que acontece? “A nanopartícula liberta o conteúdo como se fosse uma granada – disponibilizando uma grande quantidade de fármaco num curto período de tempo – e que, além de matar as células cancerosas, destrói também os vasos sanguíneos do tumor”, salientou ainda o investigador.

Os testes já realizados em animais com cancro da mama humano demonstram que a nanopartícula cumpriu a sua missão: “Percorreu todo o organismo até atingir o tumor e matou as células responsáveis sem provocar toxicidade nos restantes órgãos.”

João Nuno Moreira, outro dos investigadores responsáveis pelo projecto, pensa ser possível iniciar os testes clínicos do novo produto dentro de três anos e o medicamento chegar ao mercado quatro anos depois.

Perspectivando o alargamento desta biotecnologia a outros tipos de cancro e a sua colocação no mercado, os investigadores criaram uma spin-off – a Treat U, incubada no Biocant – Centro de Inovação em Biotecnologia, em Cantanhede.

Portugueses inventam seringa sem agulha

Fonte: TVI24

Uma seringa a laser, sem agulha, está a ser desenvolvida em Coimbra e deve chegar ao mercado dentro de um ano, anunciou Carlos Serpa, um dos investigadores envolvidos.
O Laserleap (seringa a laser) é um sistema em nada semelhante às tradicionais seringas com agulha, mas que, tal como estas, permite fazer chegar o medicamento ao destino pretendido, só que sem picada e recorrendo a laser.

O protótipo da «seringa» foi hoje apresentado na Universidade de Coimbra (UC), onde o projeto nasceu, em 2008, por um grupo de três investigadores do Departamento de Química, que inclui também Luís Arnaut e Gonçalo Sá.

Através do laser, é criada uma onda de pressão que, ao chegar à pele, gera uma «espécie de tremor de terra», deixando-a «durante alguns segundos permeável», o que facilita a aplicação do fármaco, administrado em creme ou gel, explicou Carlos Serpa, citado pela Lusa. O fármaco «surte efeito mais rapidamente, nomeadamente no caso dos analgésicos tópicos», acrescentou.
Aplicações no tratamento do cancro da pele e de determinadas doenças dermatológicas, administração de vacinas ou aplicações em cosmética são algumas das utilizações da tecnologia Laserleap.

Testado em três dezenas de estudantes do Departamento de Química, o sistema «não provoca dor nem vermelhidão», de uma maneira geral – «apenas cinco por cento dos casos, mas passa rapidamente» – e é considerado «seguro para os humanos».

Vencedor da primeira edição do prémio RedEmprendia (2010), no valor de 200 mil euros, o Laserleap, levou já à criação de uma empresa – LaserLeap Tecnologies, em setembro de 2011, e atualmente incubada no Instituto Pedro Nunes – e a um pedido de patente internacional, em abril de 2011.

Primeiro rádio fármaco português apresentado hoje na Universidade de Coimbra

 

Fonte: Agência Lusa

A Universidade de Coimbra (UC) apresenta hoje um medicamento para o diagnóstico do cancro que poderá evitar o gasto anual de cinco milhões de euros na sua importação de Espanha. Este medicamento já está a ser fornecido aos centros privados existentes em Lisboa e Porto.

O primeiro rádio fármaco produzido por uma universidade portuguesa chega também ao mercado a cerca de metade do custo atual.

O denominado FDG (Fluodesoxiglucose[18f]), usado nos exames PET (Tomografia por Emissão de Positrões) para o diagnóstico de doenças oncológicas, já está a ser fornecido pelo Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC aos centro privados existentes em Portugal, em Lisboa e Porto, e a expectativa é que as unidades públicas o venham a comprar também, em breve, logo que cessem os contratos de importação com Espanha.

Além de tornar desnecessário o recurso à importação, e de fazer baixar os custos para os serviços de saúde, “há ganhos de eficiência” porque a molécula “tem uma atividade que decai a partir de duas horas após a sua produção”, na sua componente radioativa, o que pode obrigar a utilizar mais do que uma dose para conseguir o mesmo efeito, explicou à lusa o investigador Antero Abrunhosa.

A sessão de lançamento formal no mercado realiza-se hoje com a presença dos ministros da Saúde, Paulo Macedo, e da Educação e Ciência, Nuno Crato, acompanhados pelo secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró.