HydrUStent, o dispositivo biodegradável que elimina a necessidade de uma nova cirurgia

 

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É de uma empresa portuguesa que vem a ideia de melhorar a vida dos doentes com pedras no rins e dos médicos que os tratam, com o HydrUStent, um dispositivo médico biodegradável destinado a reduzir os índices de infeção e acelerar os tratamentos associados a problemas urológicos. Problemas que obrigam à colocação de um stent e que exigem uma segunda intervenção para o retirar.

Os longos períodos de implantação aumentam o risco de infeção, situação que se torna ainda mais grave quando o stent é ‘esquecido’ no corpo, resultado, muitas vezes, da falta de disponibilidade do urologista e que pode mesmo resultar na perda do rim ou até, eventualmente, na morte do doente.

É aqui que entra o HydrUStent, um stent urológico biodegradável, antibacteriano, que elimina a necessidade de uma segunda cirurgia (qualquer coisa como menos um milhão de cirurgias por ano), evitando várias complicações e reduzindo o custo dos tratamentos.

Em entrevista ao site Dinheiro Vivo, um dos responsáveis pela empresa explica que o hidrogel é o material utilizado para construir estes dispositivos, capaz de se degradar “em duas semanas ou num mês”.

Tudo começou com um projeto de investigação na universidade do Minho, com ligação ao laboratório português 3B’s, (Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos). Em 2016 foram aprovadas as patentes, sendo o passo final, para o qual é necessário mais investimento, o fabrico em série dos cateteres e a validação da ideia em ensaios clínicos.

 

Fonte: https://hydrustent.com/#

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O primeiro acelerador de startups de nanotecnologia em Portugal

Startup Nano, é o nome deste primeiro acelerador de startups de nanotecnologia, foi pensado em conjunto pelo Laboratório Ibérico de Nanotecnologia (INL) e o Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CeNTI), com o apoio da Startup Braga e a Universidade do Minho. Arrancou com quatro startups – Easy Biopsy, Go Clean, Best Health and Graphenest.

Estas quatro startups  recebem desde a ideia até à concretização do negócio para o mercado global, acesso a laboratórios e equipas especializadas em nanotecnologia e é no INL onde se fixam: uma infraestrutura internacional singular em nanotecnologia construída em Braga, pelos Governos de Portugal e Espanha.

Este primeiro acelerador, focado em nanotecnologia, consiste numa primeira fase – Launchpad –  que estará reservada à apresentação das ideias, para validação quer da tecnologia, quer do potencial de mercado. E só depois as equipas entram no programa de aceleração para desenvolver o produto e entrar no mercado. Durante quatro meses intensivos, as startups usam os apoios do programa para desenvolver o produtos e o negócio, com o apoio de mentores e especialistas nacionais e internacionais, antes de se juntarem a programas de imersão nos EUA e Reino Unido.

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Fonte: Jornal Económico

Calças de ganga tecnológicas? Uma evolução do têxtil?

Não vamos começar a vestir tecnologia, mas sim adaptar a tecnologia ao que vestimos. Confuso? Miguel Carvalho, professor de Engenharia Têxtil na Universidade do Minho, pensou em criar funcionalidade, e foi assim que surgiu a ideia de adaptar a tecnologia ao vestuário e posteriormente a um produto, concebido no MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Desde 25 de novembro que se pode contribuir para esta reinvenção das calças de ganga no Kickstarter, a marca FYT Jeans tenciona conquistar , no primeiro mês, um mínimo de 30 mil euros para financiar o arranque da produção destinada à Europa e aos EUA.

O projeto FYT Jeans surge a partir do estudo do comportamento das pessoas. Nos dias de hoje seria de estranhar que fossem as pessoas a adaptar-se ao que vestem e não o inverso.

Em 2011, quando Miguel Carvalho se tornou professor convidado no MIT, nos EUA, conheceu Elazer Edelman, médico cardiologista, diretor de Centro de Engenharia Biomédica do MIT e diretor do Centro de Ciências da Saúde e Tecnologia da Harvard Medical School. Juntos, passaram os anos seguintes nos laboratórios a estudar engenharia têxtil e anatomia. Usaram scanners 3D, imagens termográficas e sensores termodinâmicos para medir tensão, pressão e temperatura com diferentes posições do corpo. A partir desta informação, desenvolveram umas calças de ganga que reduzem até 90% a compressão e minimizam a concentração localizada de temperatura e pressão. Mais informações no vídeo aqui.

Após vários protótipos, na busca da otimização de materiais e do design, foram já registadas patentes para o design final dos FYT Jeans, com modelos para homem e mulher, na Europa e nos EUA.

Apesar da startup estar sediada em Cambridge, a produção será feita em Portugal.

Fonte: pplware SAPO

Investigador da UMinho que estuda resistência de próteses distinguido nos EUA

Um investigador da Universidade do Minho (UMinho) foi distinguido com o prémio “The Graduate Student Awards” pela investigação que visa “potenciar a resistência” dos implantes ortopédicos à corrosão e ao desgaste, através da utilização de um “revestimento multifuncional inovador”.
A academia minhota explica que o trabalho de Sebastian Calderon, intitulado “Resposta Eletroquímica de revestimentos de ZrCN-Ag-a (C,N) em fluidos sinoviai” pretende aplicar um biomaterial a um “conjunto variado de próteses ortopédicas”, como do joelho e da anca, “reduzindo a probabilidade de infeções e a rejeição destes implantes por parte do organismo humano”.
O investigador, a trabalhar do Centro de Física da UMinho, foi distinguido na 42ª Conferência Internacional em Revestimentos Metalúrgicos e Filmes Finos, em San Diego, nos EUA, adianta a UMinho.Universidade do Minho

Peças de roupa com colunas de som

Fonte: Correio do Minho

João Oliveira e Pedro Filipe são dois jovens bracarenses empreendedores que se lançaram na aventura de criar um produto e uma marca completamente inovadores. EarBox é o nome pelo qual são conhecidas as peças de roupa com colunas de som, um produto produzido em Braga. O sucesso já é tanto, que os empresários estão a preparar uma parca para lançar no mercado.

Os jovens, que já mereceram o elogio do secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, durante uma visita, em Maio passado, à Universidade do Minho, garantem que trabalham todos os dias para procurar novas soluções, “até porque estamos a falar de um gadget, não é só uma sweatshirt”. Por isso, o objectivo é apresentar sempre novos produtos. “E a parca é uma novidade porque ainda não temos um produto preparado para a chuva”, justificou Pedro Filipe.

Viciados em música, até porque ela está em todo o lado, os empresários descobriram uma maneira da música os acompanhar diariamente sem ter de recorrer a headphones e sem ter de se isolarem. “Os headphones são bons para ouvirmos uma música com atenção, já que não há nada que nos permita ouvir música com tanta atenção como os headphones, é bom para nos isolarmos do mundo à nossa volta, quando isso faz falta. Contudo, é um produto que não funciona, ou pelo menos não é o ideal, para andarmos de bicicleta, para nos deslocarmos na rua, para conversarmos e estarmos com amigos”, assim, e para evitar “esta funcionalidade errada que tem os headphones”, surgiu durante o Verão de 2010 a ideia de criar esta empresa, sediada no Parque Industrial de Frossos.

Os dois jovens empreendedores ao criarem esta marca procuravam “inovar no mercado do vestuário musical, desenvolvendo peças de roupa tradicionais, onde as novas tecnologias e arte se fundem e convidam a uma perfeita sintonia com o mundo que nos rodeia”.

As sweatshirts e os casacos são os produtos mais vendidos, mas existe uma gama bastante mais vasta de produtos, entre os quais podemos encontrar por exemplo os cachecool, vestidos, t-shirt, todos com colunas revestidas a cortiça e escondidas no capuz.

Intestino grosso à distância de um comprimido

Fonte: Agência Lusa

Um inovador “comprimido” que permite ao médico ver tudo o que se passa no intestino grosso ou no cólon do paciente está a ser “trabalhado” em Guimarães, numa parceria entre o hospital e a universidade.

Segundo os promotores, aquela cápsula endoscópica vai em breve ser testada em animais, para posteriormente poder ser aplicada ao homem.

A investigação envolve a Universidade do Minho e o Centro Hospitalar do Alto Ave.

Trata-se de uma espécie de comprimido, que incorpora uma bateria e um sistema de captura de imagens e que é telecomandável.

O paciente engole o comprimido e o médico pode conduzi-lo onde for necessário, para fazer o seu diagnóstico, ficando os dados gravados num sistema informático.

No final do exame, o comprimido é expelido naturalmente pelo organismo.

Este sistema já é usado para exames ao intestino delgado, mas para o intestino grosso ou cólon ainda se recorre ao sistema com fios, muitas vezes “temido” e até “rejeitado” por muitos pacientes.

Universidade do Minho desenvolve tecido para minimizar efeitos das lesões do menisco

Fonte: Agência Lusa

As lesões do menisco poderão deixar de ser um problema para os atletas de alta competição, graças a uma investigação da Universidade do Minho (UMinho) que pretende desenvolver um tecido para substituir as partes afetadas, foi hoje anunciado.

Segundo fonte da UMinho, a investigação visa encontrar um tecido “que ultrapasse as dificuldades atuais e que, de forma mais eficaz, reponha o que o atleta perdeu, devolvendo-lhe estabilidade e a performance biomecânica perdidas”.

O tecido já foi testado, com sucesso, em pequenos animais e em células humanas, faltando agora avançar para animais de grande porte.

Esta será a última etapa antes de entrar na fase decisiva dos ensaios clínicos.

Segundo os investigadores do projeto, as lesões do menisco são a mais frequente causa de cirurgia em ortopedia e têm “importante” impacto socioeconómico.

A remoção da parte lesada tem sido o tratamento mais frequente, mas “traz consequências a longo prazo”, como o desgaste articular e artrose precoce.

“Atualmente, é adquirido que a remoção total do menisco provoca o aparecimento de osteoartrite num período de 7 a 10 anos”, garante o investigador Hélder Pereira.

Destaca ainda a síndrome de dor pós-operatória “que impede o atleta de voltar à competição”.

Além disso, garante que cerca de 30 por cento das reparações do menisco são “mal sucedidas” e que o transplante “normalmente nunca devolve o atleta à alta competição”.

As mais recentes tendências para o tratamento das lesões do menisco são as abordagens de engenharia de tecidos e medicina regenerativa.

Os meniscos são cartilagens presentes no joelho que têm a função de diminuir o impacto e melhorar o encaixe entre as faces articulares do fémur e da tíbia.