Há uma empresa portuguesa em destaque na luta contras as infeções bacterianas

immunethep

O nome Bill Gates dispensa apresentações. Um dos homens mais ricos do mundo, Gates tem sido muito mais do que o fundador da Microsoft, tornando-se, através da fundação a que dá nome, juntamente com a mulher – a Fundação Bill & Melinda Gates -, um financiador de projetos na área social, da saúde, humanitária e por aí fora. É isso que significa, para a Immunethep, uma spin-off da Universidade do Porto nascida em 2014, o nome Gates. E isto porque o seu trabalho foi reconhecido pela fundação que preside, traduzido na atribuição de uma verba que ajuda a que a empresa possa continuar com os projetos que tem em mãos, que visam o combate às infeções bacterianas.

A abordagem é totalmente científica e é graças à ciência que, de resto, esta empresa da área da biotecnologia tem conseguido avanços importantes na área das imunoterapias antibacterianas, com o desenvolvimento de estratégias capazes de proteger vários grupos da população, dos mais aos menos jovens, deste tipo de infeções, que são das que mais matam em todo o mundo.

Desde 2015 que a Immunethep realiza ensaios pré-clínicos com uma vacina, a PNV1, que resulta dos avanços no conhecimento das bactérias, sobretudo as multirresistentes, e que permite a prevenção de infeções causadas por estes agentes.

Fonte: Universidade do Porto

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Estudantes criam bebida que combate desperdício e beneficia a saúde

Design sem nome (1)

As universidades são o palco de muitas ideias. E se algumas não passam disso mesmo, outras arriscam-se a ganhar prémios e conquistar a atenção mediática. Foi o que aconteceu com o projeto liderado por Daniela Costa e Rita Martins, alunas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, que decidiram criar duas bebidas. E o que é que as Toal têm que as torna merecedoras de um prémio? São capazes de juntar o útil ao agradável, ou seja, combatem o desperdício alimentar e, ao mesmo tempo,  têm benefícios para a saúde.

Derivadas do soro excedente que resulta do fabrico do queijo, são constituídas por polpa de morangos, mas não de uns morangos quaisquer. Estes morangos são ‘feios’, ou seja, fazem parte daquele grupo de fruta que, pela sua forma ou calibre, não tem lugar nos supermercados. Para além de tudo isto, são ainda ricas em antioxidantes e probióticos e têm baixo teor de gordura e lactose. E uma delas tem um elevado valor energético, mas não tem proteína, enquanto a outra tem um valor proteico alto.

Motivos de sobra para que este tivesse sido um dos projetos vencedores do prémio Ecotrophelia Portugal 2017, uma iniciativa da PortugalFoods e da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, que tem como grande objetivo premiar a inovação do meio académico no setor agroalimentar.

Fonte: SapoTek e fipa

ANJE oferece sessões de coaching e prémio de cinco mil euros

anje

Chamam-se “Fix, Test & Flip to the Market” e não mais são do que sessões de coaching dirigidas a que tem uma ideia de negócio mas não dispõe das ferramentas que permitem passar da teoria à prática. Ao longo de 200 horas, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) oferece estas sessões, já a partir de dia 4 de setembro, na sua sede nacional, no Porto. E o melhor de tudo é que são gratuitas, bastando apenas uma inscrição prévia.

Inseridas no âmbito do projeto RESTARTUP, desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto e a TecMinho e financiadas pelo Portugal 2020, as sessões são “orientadas para o desenvolvimento de competências estratégicas e empreendedoras” e não só fornecem competências essenciais para quem quer tornar-se um empreendedor, como dão a possibilidade a quem nelas participa de conquistar cinco mil euros de um prémio de instalação, atribuído aos dez projetos que revelem os melhores índices de performance no decorrer da formação e que tenham como objetivo a criação de uma empresa.

Do programa fazem parte sessões como Avaliação do Mercado, Técnicas de Pitch e preparação do pitch ou Análise da Envolvente, podendo os participantes, ao longo das 200 horas de coaching, contactar com mentores e “oradores com provas dadas em diferentes setores de mercado”.

Fonte: ANJE

Diagnóstico da depressão à distância de um exame de sangue

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E se, para diagnosticar a depressão, não fosse preciso mais do que uma simples análise ao sangue? É esta a proposta de uma equipa do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (UP), que quer facilitar a vida a quem sofre com a doença e a quem tem que a diagnosticar.

Chama-se ‘MyRNA Depression Diagnostics’ e trata-se de “um kit para detetar e quantificar um painel específico de biomarcadores moleculares numa amostra de sangue, o que permite um diagnóstico quantitativo e uma melhor monitorização da doença”, explica ao site de notícias da UP Susana Santos, um dos elementos da equipa que está a trabalhar nesta inovação. Uma forma de dar mais facilmente nome a um problema que afeta milhares de portugueses e milhões de pessoas em todo o mundo, e que é possível graças à análise feita por um algoritmo, que fornece os resultados entre 24 a 48 horas após a colheita de sangue.

A ideia acabou mesmo por ser escolhida para participar no programa COHiTEC deste ano, uma iniciativa da COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação, que visa dar apoio na avaliação do potencial comercial das ideias e ajudar a transformá-las em produtos.

Fonte: Notícias Universidade do Porto

Didimo vence concurso internacional Women Startup Challenge

A Didimo, startup liderada por Verónica Orvalho, ficou em primeiro lugar na competição internacional Women Startup Challenge VR and AI.

Esta startup, nascida na Universidade do Porto,  desenvolveu uma tecnologia que permite criar personagens virtuais 3D (avatares) a partir de uma fotografia tirada com um telemóvel. Esta tecnologia permite a cada pessoa ter a sua identidade virtual e pode ser usada no cinema, jogos de vídeo, mas também na medicina, desporto ou retalho.

O concurso, promovido pela organização norte-americana Women Who Tech, com a parceria de Craig Newmark, fundador da Craiglist (rede de comunidades online que disponibiliza classificados e fóruns locais para empregos, vendas, relações, serviços), teve como alvo projetos disruptivos desenvolvidos por mulheres, nas áreas da realidade virtual e inteligência artificial.

A Didimo foi única finalista portuguesa na competição e voltou para casa com um prémio no valor de 50 mil dólares (cerca de 47 mil euros).

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Fonte: Observador